Domingo, 20 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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ARMAZéM LITERáRIO > ESTANTE

A teoria do complô

18/03/2014 na edição 790
Confirmacion de La Theorie Du Complot – Cinquante ans sans Kennedy, de Marcelo Csettkey, 150 pp., Divine Édition; R$ 45

[do material de divulgação]

Marcelo Csettkey lançará no dia 23 de março deste ano, no Salão do Livro de Paris, seu livro Confirmacion de La Theorie Du Complot – Cinquante ans sans Kennedy. O livro é uma tentativa de desmonte da versão “chapa branca” que vai do assassinato do presidente até o atentado de 11 de setembro. Através de uma linha investigativa de cunho alternativo, o autor apresentar uma nova versão sobre a História contemporânea, na qual o real culpado pelas duas tragédias – os dois atentados – foi, na verdade, o complexo industrial-militar. Segundo o autor, Kennedy foi assassinado por que não queria compactuar com a ala ultrarradical do generalato estadunidense – em plena “Guerra Fria”, resolvendo diplomaticamente o impasse dos mísseis instalados em Cuba, com Nikita Krushev. E desejando retirar, do Vietnã, as tropas americanas. Houve uma situação inegociável e um desejo incontido de Kennedy de provocar uma inflexão no paradigma beligerante – ao enfraquecer a força de influência do complexo industrial-militar. Em consequência o presidente sofreu uma emboscada, e foi fuzilado. Com sua eliminação seguiram-se a Guerra do Vietnã – que matou 2 milhões de vietnamitas e 58 mil jovens americanos, e o recrudescimento das relações de poder sob a gestão de Lyndon Johnson. O livro culmina com a apresentação de outra versão para o outro atentado que chocou o mundo, o atentado de 11 de setembro de 2001. O autor entende que George W. Bush e seu staff composto pelos neocons, servindo ao complexo industrial-militar, em nome de um fortalecimento megalomaníaco da beligerância – traduzido no projeto “Rebuilding America’s Defenses” – fora informado detalhadamente sobre a presença de terroristas em território norte-americano, e sua intenção. O autor supõe que o presidente preferiu mentir ao alegar surpresa – tudo indica por optar pela leniência para que o atentado ocorresse. Em síntese, segundo o autor, Bush não agiu – tendo a obrigação de agir – para que após a tragédia pudesse contar com o apoio incondicional do povo que o incensou a 90% de popularidade. Bush usou toda a sua popularidade alcançada após a tragédia para servir ao complexo industrial-militar, e provocar duas guerras – Afeganistão e Iraque – que custaram aos cofres públicos US$ 4 trilhões, e provocaram a morte de mais de seis mil jovens americanos.

O livro

“A postura crítica que objetiva causar uma inflexão no padrão conceitual vigente, encontra, na grande mídia, intransponível resistência. Isso se dá por um motivo lógico: o veículo de informação é, antes de tudo, uma empresa econômica que visa evidentemente o lucro. E para obtê-lo de forma satisfatória, há que se esmerar na boa relação com seus anunciantes, e também com o poder que dá sustentação ao status quo imperante. Por este motivo prefiro assumir uma posição de resistência a certas informações que me são passadas como verdades inquestionáveis. Principalmente àquelas que objetivam manter ‘tudo como está’. O jornalismo investigativo é o norteador de minhas pesquisas, entretanto, busco o sentido abissal da informação, enquanto que a mídia corporativa busca seu sentido mais conveniente. Esta diferença inegociável conduziu-me inevitavelmente a um caminho alternativo, o qual, hoje, prevalece em termos de aproximação da verdade real. Tornando-me escritor pude exercer esta postura crítica de forma absolutamente independente e, ao mesmo tempo, passar com isenção e clareza a informação – o curso de jornalismo acostumou-me ao poder de síntese. Dei várias palestras nas universidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, focando interagir com alunos e professores dos cursos de Direito, Jornalismo e História. Quando publiquei o livro Crime de Estado, em 2007, dei duas palestras na UNIP (Universidade Paulista), duas na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), uma na UFF (Universidade Federal Fluminense), Universidade UniverCidade (Campus Freguesia, Bonsucesso, Centro e Campo Grande). Em 2008 na Universidade Candido Mendes (Campus Centro, Nova Friburgo, Jacarepaguá), na FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), UNISUAM (Centro Universitário Augusto Motta), FAA (Fundação Educacional André Arcoverde – Centro de Estudos Avançados em Direito), em Valença, RJ. Em 2011, em Macaé, RJ – Auditório da Cidade Universitária, apoio da Secretaria Municipal de Educação. Estou muito feliz em ministrar palestras nas universidades deste país que ofertou à Humanidade o Iluminismo!”

O autor

Jornalista por formação, escritor e artista plástico por vocação, Marcelo Csettkey, há dez anos, escreve artigos opinativos, relacionados ao tema deste livro. Seus artigos pertencem a um tipo de jornalismo investigativo, geralmente incômodo para a mídia corporativa – quase sempre comprometida com o poder, em postura de subserviência –, deriva desta constatação sua decisão de tornar-se escritor, pois, desta forma pode, sem censura, apresentar publicamente suas conclusões. O que certamente não poderia fazer sendo subordinado a um comando hierárquico que muito provavelmente castraria sua sempiterna vontade de investigar com profundidade e sem filtragem. Sua preferência histórico/factual na busca da verdade real está focada na História americana, relacionando o assassinato de Kennedy com o atentado de 11 de setembro. Dois eventos trágicos que motivaram reações suspeitas e desenfreadas que culminaram em guerras. Guerras caríssimas que provocaram milhares de mortes, e prejuízo de trilhões de dólares. Nos cinquenta anos sem Kennedy mantêm-se o paradigma beligerante antevisto por Dwight Eisenhower.

O complexo industrial-militar precisa, em certos momentos, da sequência conveniente de tragédia, comoção e guerra para desovar o resultado de anos de fabrico ininterrupto de armamentos. Há fortes indícios de que o assassinato de Kennedy foi provocado por uma orquestração da ala ultraconservadora dos EUA ligada a corporações de produtos bélicos que, ao contrário do presidente, desejava a Guerra do Vietnã. Anos mais tarde, a mesma ala, agora identificada como neocons, ao menosprezar e controlar as investigações certeiras dos agentes de campo do FBI e da CIA, impediu-os de frearem a maquinação do grupo terrorista Al Qaeda de Osama Bin Laden, fato que resultou no atentado de 11 de setembro de 2001. O atentado foi a necessária razão motivacional, pelo uso da comoção popular, no sentido de apoiar incondicionalmente duas guerras inúteis e caras – Afeganistão e Iraque – que compuseram a fracassada Guerra ao Terror de George W. Bush.

A falha na apuração dessas passagens por comissões tendenciosas e omissas, e a classificação de bilhões de documentos, impede que a humanidade saiba o que realmente aconteceu nesses cinquenta anos. Pois, “Qualquer história pode ser inventada quando são escondidos “oficialmente” bilhões de documentos, qualquer uma!”

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