Terça-feira, 17 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

ARMAZéM LITERáRIO > JORNALISMO DE RESISTÊNCIA

Assim marchava a família

Por Mauro Malin em 15/07/2014 na edição 807

Em texto preciso escrito para o livro História do Brasil para Ocupados (organizado por Luciano Figueiredo, 2013), Daniel Aarão Reis chama a atenção para o fato de que o golpe de 1964 não foi obra exclusiva de militares, como convém a seus participantes e apoiadores civis propagar.

O artigo se intitula “1964: golpe militar ou civil?”. Depois de mencionar a grande marcha “com Deus pela Família” ocorrida em São Paulo às vésperas da deposição de João Goulart, e a “Marcha da Vitória”, após a instauração da ditadura, no Rio de Janeiro, Aarão Reis escreve: “Em seguida, sucederam-se marchas em todas as capitais dos estados, sem falar em outras, incontáveis, em cidades médias e pequenas. Até setembro de 1964, marchou-se sem descanso no país”.

O historiador alude também às pessoas que, de uma ou outra maneira, mostraram seu descontentamento. Uma das frentes de resistência ao regime foi a Revista Civilização Brasileira, cujo papel é usualmente subestimado na crônica e na historiografia do período. A imagem abaixo, tirada de uma edição de 1965, ilustra esse papel. Jornalistas, encabeçados por José Louzeiro, fazem no livro Assim Marcha a Família, título autoexplicativo, uma radiografia da situação social, com foco no Rio de Janeiro.

Para os interessados: ainda existem exemplares em sebos virtuais.

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