Sábado, 22 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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ARMAZéM LITERáRIO > ESTANTE

Mulheres extraordinárias

26/08/2014 na edição 813
O livro das mulheres extraordinárias, de Xico Sá, 264 pp., Editora Três Estrelas, São Paulo, 2014; R$ 34,90

[do release da editora]

Mais de cem mulheres brasileiras – do teatro e da música, da literatura e da tv, do cinema e da moda atuais – encontram-se reunidas neste livro, por obra e graça de Xico Sá. A cada uma delas, o escritor e jornalista dedica um elogio sem pudor, uma declaração pública de amor eterno, uma crônica inédita de pura “devoção escancarada”.

As beldades desfilam sem parar entre as palavras apaixonadas e fogosas do cronista: Luiza Brunet, Camila Pitanga, Gisele Bündchen, Sabrina Sato, Isis Valverde, Marisa Monte, Thais Araújo, Fernanda Lima, Juliana Paes, Débora Falabella, Claudia Abreu, Lídia Brondi, Leandra Leal, Cleo Pires, Vera Fischer…

São amores pop que, escreve Xico Sá, ele divide com as massas. São as guias do erotismo e do afeto no país. São nossas artistas poderosas e nossos seres mitológicos. São a expressão das grandezas do Brasil e da brasilidade. Negras, morenas, loiras, mulatas, altas, baixas, selvagens, ternas, gostosas, intelectuais, tímidas, loucas, clássicas, vanguardistas, jovens e eternas – são todas elas guardiãs de paraísos extraordinários.

Orelha do livro, por Marcelo Rubens Paiva

Aqui está o livro que todos gostariam de escrever. O livro no qual todas as mulheres gostariam de estar retratadas. As que foram agraciadas pelo “alumbramento” do autor, vão ler e reler os capítulos, envaidecidas. As que não foram, farão um protesto (com vandalismos) para não serem esquecidas no próximo volume.

O livro das mulheres extraordinárias é a obra de um flâneur e voyeur, de um apaixonado sem controle e sem limites, que tem o amor como missão. Xico Sá faz aqui o que nós muitas vezes reprimimos, mas o poeta não represa jamais: um rodízio de elogios às principais beldades brasileiras – em sua variedade de beleza, graça e tesão. Por nós, declara o amor platônico que devota a todas elas.

Deborah Secco? Gostosa! Alguém contesta? Prova que existe unanimidade. Thaís Araújo: tudo nesse vinho mais se apura. Marina Mantega é o superávit da beleza nacional. Luciana Vendramini queima na minha carne de velho Nabokov. Carolina Dieckman, caso de amor, tesão e ternura. Alice Braga é a praga de nos deixar com tanta vontade. A lendária Lídia Brondi vive longe da tv, mas perto da imaginação. Luiza Brunet chega a ganhar um pedido de casamento. É o primeiro de uma série: nosso polígamo enamorado é incansável.

Para tratar dos femininos do Brasil, nosso autor pediu a bênção ao nosso mulherólogo-mor, Vinicius de Moraes. E também aprendeu com João do Rio, Alberto Moravia, Gilberto Freyre, Charles Baudelaire e Balzac a olhar a mulher com devoção e safadeza.

“Mulher é metonímia, parte pelo todo”, escreve Xico. Ele ama uma covinha solitária, um nariz grande, uma omoplata ou até mesmo uma hipótese de barriguinha. Ama cada parte e ama tudo o que faz das mulheres esses seres extraordinários. Ama e nos faz amar.

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