Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ARMAZéM LITERáRIO > BIBLIOTECA OLIVEIRA LIMA

Partes do acervo já estão digitalizadas

Por ‘OG’ em 25/11/2014 na edição 826
Reproduzido do Globo.com, 19/11/2014; título original: “Biblioteca Oliveira Lima tem parte de seu acervo digitalizado”

Por décadas, o raro e exclusivo acervo da Biblioteca Oliveira Lima, do bibliófolo, diplomata e jornalista pernambucano Manoel de Oliveira Lima (1867-1928), esteve disponível apenas na Universidade Católica da América, em Washington, Estados Unidos. Agora, graças à tecnologia digital, parte da coleção estará a poucos cliques dos leitores brasileiros. Conhecidos por oferecer informações privilegiadas de períodos históricos do país, jogando luz sobre o colonialismo, a independência, a escravatura e a abolição, os panfletos do século 19 da biblioteca acabam de ser adquiridos pela editora internacional Cengage Learning, e deverão ser inteiramente digitalizados até dezembro. Instituições de educação de todo mundo poderão adquirir os arquivos, disponibilizando a seus pesquisadores, estudantes ou usuários. No futuro, o objetivo é digitalizar toda a Oliveira Lima. “A coleção Oliveira Lima é única, abrange arte, ciência, política, sociedade… Oferece não apenas um olhar sobre a história do Brasil, mas da relação do país com a Europa”, opina Fernando Valenzuela, presidente para a América Latina da Cengage Learning. “Não se trata apenas do fato tecnológico de passar do papel para o digital. Há todo um trabalho de contextualizar, indexar e conectar o conteúdo com conteúdos de outras épocas. Para que qualquer pessoa no mundo pode acessar este conteúdo e se tornar pesquisador do Brasil, é preciso tornar a coleção pesquisável dentro de uma experiência completa de aprendizagem.”

Considerada uma das mais importantes coleções brasileiras, a Biblioteca Oliveira Lima é fruto da dedicação do colecionador. Foi ampliada através de viagens, nas quais ele adquiriu diversos livros raros junto a marchands. Até o fim da sua vida, Oliveira Lima havia catalogado 58 mil documentos, que explicavam as conexões entre Brasil e Europa. Depois de doar o material para a Universidade Católica da América, em 1916, o bibliófolo trabalhou como curador da biblioteca. Após sua morte, a coleção continuou a crescer sob a condução da sua esposa, Flora de Oliveira Lima (de 1928 a 1940), e de Manoel Cardozo (de 1940 a 1985).

Parte importante da coleção, os panfletos abrangem um período que vai de 1801 a 1983, e trazem registros valiosos sobre a história do país. A maior parte deles foram publicados originalmente em Brasil e Portugal. Os assuntos principais são literatura, política e história, mas outras diversas áreas são exploradas, como legislação, medicina, saúde pública, ferrovias, diplomacia, imigração, direitos das mulheres e dos índios, entre outros. Na coleção digital, cada palavra é contextualizada para ser pesquisada independentemente, oferecendo relações e conexões entre os temas. “As monografias são a demonstração mais viva do conhecimento hoje, pois trazem uma conexão entre a educação formal e informal”, avalia Valenzuela. “A maneira como conecta as pessoas, cadastrado informações naquelas pequenas fontes de conhecimento, é o próximo do que acontece hoje nas redes sociais no mundo.”

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