Domingo, 20 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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ARMAZéM LITERáRIO > ESTANTE

A responsabilidade do intelectual

03/08/2004 na edição 288

[Da apresentação de Beatriz Resende]

‘Que função e responsabilidade cabem hoje ao intelectual – polêmico personagem – diante da paisagem nublada, tanto pela incerteza quanto pela fumaça de explosivos, que se ergue neste início de século? Que forma de expressão lhe resta, no momento em que outros intérpretes assumem, com maior persuasão, a voz que em outro século lhe era atribuída? Por quem fala o intelectual quando subjetividades anteriormente recalcadas assumem seu próprio discurso e todas as formas de mediação são questionadas? Que papel pode, ainda, desempenhar na esfera pública ocupada pela globalização? A única maneira de buscarmos respostas, ainda que reconhecidamente provisórias, para tais angústias continua onde sempre esteve: no diálogo, no debate democrático de idéias, no confronto de opiniões e de convicções. É isto que Dênis de Moraes propõe ao colocar lado a lado intelectuais contemporâneos absolutamente decisivos no Brasil, na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos. Estes autores manifestam-se, aqui, sob a forma tradicional de ensaios, como também por discursos em universidades, fóruns populares, entrevistas radiofônicas ou manifestações operárias. Ou seja, falam não apenas a partir de seu espaço habitual, o da academia, mas também naqueles momentos em que a efetividade de seu discurso é testada pela necessidade de convencimento da esfera pública de opinião. Se divergências aparecem, certezas permanecem, sobretudo a da importância de um pensamento crítico e autônomo, mesmo exigindo uma recriação crítica, e a evidência de que autonomia não implica afastamento da política.’

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