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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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ARMAZéM LITERáRIO > ENTREVISTA / REGINA LIMA

Abepec sob nova direção

Por Paula Grinover em 03/11/2009 na edição 562

Tomou posse na terça-feira (27/10) a nova presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), a jornalista paraense Regina Lima. Pela primeira vez, desde que foi criada, em 1998, a Abepec será dirigida por uma mulher e da região Norte do país.

A nova diretoria da entidade para o biênio 2009-2011 será composta, ainda, por Indira Amaral, da Aperipê de Sergipe (programação), Ana Paula Gobbi, da TVE do Mato Grosso do Sul (marketing), Josimey Costa, da TV Universitária do Rio Grande do Norte (tecnologia), Paulo Markun, da TV Cultura de São Paulo (tesouraria) e Gilson Santos, da TV Palmas do Tocantins (secretaria).

Doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com experiência em comunicação pública, Regina pretende formar uma rede de comunicação com emissoras públicas fortes e auto-sustentáveis. Para isso pretende implementar mudanças importantes, como o processo de descentralização que substitui as vice-presidências da entidade por representações regionais.

Para a nova presidente, o grande desafio da Abepec será transformar as emissoras em modelos cujo conteúdo e estrutura sejam capazes de torná-las alternativas atraentes para a população brasileira sem abrir mão da programação de boa qualidade que caracteriza as TVs públicas no país.

Regina Lima avalia que sua vitória na Abepec demonstra de forma clara que as emissoras públicas querem mais atenção e optaram por uma direção que busque resolver as questões mais urgentes e profundas que inquietam o segmento.

*** Quais são as suas idéias e projetos para a Abepec?

Regina Lima – Vamos fazer mudanças no estatuto pra substituir as vice-presidências por representações regionais. Acreditamos que isso ajuda na descentralização e na integração, além de agilizar a execução de nossas ações. É exatamente nesta linha que vamos encaminhar projetos que não só agilizem, mas, sobretudo, otimizem os parcos recursos das emissoras. Um exemplo é a proposta de criação de um centro de digitalização de imagens das televisões públicas brasileiras, com infra-estrutura, serviços, recursos humanos e financeiros necessários a sua execução. O projeto terá com o objetivo a criação e o gerenciamento de um centro de informação, memória e disseminação da produção audiovisual das televisões públicas do Brasil. Nossa meta é reunir o que foi e o que é produzido pelas diferentes emissoras que integram o sistema público de televisão. O Centro tornar-se-á pólo alimentador das grandes programações das emissoras associadas à rede. Este projeto será o primeiro passo para se criar o memorial digitalizado das TVs públicas para consulta da sociedade.

Quais são as questões que considera mais urgentes ou essenciais?

R.L. – Acredito que é urgente a criação das representações regionais, para que as emissoras possam interagir. Hoje, para se ter uma idéia, as emissoras de uma mesma região não conhecem o que está sendo produzido pelas demais. A idéia é integrar, como forma de criar condições para o funcionamento qualificado das emissoras. Outro aspecto que considero importante é a adoção de novos modelos de negócios baseados em rede solidárias de produção e distribuição de conteúdo com forte participação da produção independente. Para tanto, é necessário pensar uma política de financiamento que ajude a preservar a autonomia das televisões e garanta um volume de recursos suficiente para que as emissoras mantenham uma programação de qualidade.

O que destaca como fator determinante para a sua eleição à presidência da Abepec?

R.L. – Atribuo à minha proposta de descentralizar a gestão e ao trabalho sério que venho desenvolvendo na Funtelpa e que tem sido fonte permanente de reconhecimento.

Qual o seu sentimento pela dupla vitória de ser a primeira mulher a presidir a Abepec e também a primeira presidente do Norte do Brasil?

R.L. – Acredito que é conseqüência da mudança de mentalidade e principalmente da crença de que o trabalho – e o trabalho com qualidade – não é mérito de quem está nos grandes centros do sudeste-sul do país. Sinceramente, creio que o trabalho que desenvolvo na Funtelpa e a sinceridade com que me comprometi a fazer esforços para implementar os projetos que considero importantes foram grandes fatores para minha eleição. Tenho repetido com frequência: trabalhar muito e bem ainda é a grande estratégia.

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Da assessoria de imprensa da Abepec

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