Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1006
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ARMAZéM LITERáRIO > LIVRO-REPORTAGEM

Artilheiro tratado com rigor jornalístico

Por Roberto Falcão em 02/12/2008 na edição 514

Os chamados livros de reportagem, escritos por jornalistas, estão cada vez mais presentes nas estantes das livrarias e mesmo nas bancas de jornais. As editoras gostam de trabalhar com jornalistas, que são bons em cumprir prazos – está na essência de seu trabalho. Os leitores também apreciam e percebem um resultado sempre rico, baseado na coleta rigorosa de dados, base da prática jornalística.


Está no prelo mais uma biografia-reportagem, escrita por Rafael Casé, jornalista atuante no mercado e professor de jornalismo na Universidade do Rio de Janeiro. Casé escreveu O artilheiro que não sorria, em que nos descreve em 332 páginas a vida de Quarentinha, o maior artilheiro da história do Botafogo. É justamente pelo trabalho de apuração jornalística que Casé corrige os números do atacante, somando mais cinco gols na sua estatística. Em vez do total de 308 tentos, ele na verdade tem 313, todos indicados na obra.


É verdade que este tipo de informação constitui a base do livro, mas não se deve imaginar que a biografia de Quarentinha é um formulário de dados. Com um texto objetivo e agradável, Casé reconstitui a vida do atacante a partir de entrevistas com companheiros do craque de clube e seleção brasileira, como Pelé, Zagallo, Nilton Santos e Gerson, e de jornalistas como Luis Mendes, Ruy Castro e Roberto Porto. Foram várias as conversas com amigos e parentes – a mulher Olga, os filhos Jorge, Myrthes, Maria Alice e Waldriana, e a irmã Nadir.


Um golaço de livro


É assim que vamos conhecer em detalhes os dramas do artilheiro: a contusão que o afastou da Copa de 62, o sofrido final de carreira em Santa Catarina. Mas também vamos descobrir fatos pitorescos, como o dia em que todo o time do Botafogo foi parar na extração do bicho de Belém, terra natal de Quarentinha.


E por que o título do livro? É que Quarentinha não tinha o hábito de comemorar seus gols. Dizia que era obrigação estufar as redes dos adversários, ganhava para isso. Uma vez, a um companheiro repórter, respondendo sobre esta questão, retrucou com uma pergunta: se o entrevistador saía pulando após fazer bem seu trabalho. Pois Casé bem que merece comemorar – e muito – o golaço que fez com O artilheiro que não sorria, a ser lançada por Livrosdefutebol.com no dia 8 de dezembro, na Livraria Unibanco Arteplex (na galeria do cinema de mesmo nome, na Praia de Botafogo, 316, no bairro carioca em que Quarentinha escreveu sua história).


 


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