Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

ARMAZéM LITERáRIO > DEPOIS DO APAGÃO

As responsabilidades da mídia

Por Alberto Dines em 13/11/2009 na edição 563

Além da corrida para descobrir as causas do apagão da terça-feira (10/11), a mídia está empenhada em, pelo menos, mais uma competição: qual o apagão mais grave, o de Lula ou o de FHC, em 2001?


Até agora não apareceu um modelo ou aparelho medidor de apagões e, mesmo que apareça, a questão é enganosa, acionada por uma radicalização política que a mídia não deveria encampar.


O que se torna necessário neste momento não é um ranking dos apagões – ou black-outs – mas uma mudança de mentalidade capaz de acrescentar aos grandes projetos sistemas de acompanhamento permanentes. Barragens, estradas, portos, aeroportos, escolas ou hospitais nunca deveriam ser considerados definitivamente prontos. São ações permanentes, contínuas.


A pressa em festejar o fim de uma obra pública leva os políticos a imaginar que a sua missão foi cumprida ao descerrar a respectiva placa comemorativa. Na verdade nosso mal é a febre das inaugurações, a ânsia de cortar fitas sem dar atenção às obras complementares integradoras.


Pauta contínua


Nossa rede de geração e distribuição de energia elétrica estará sempre defasada e obsoleta se não for permanentemente monitorada, reparada e implementada.


Catastróficas enchentes se sucedem em todo o país ao longo do ano provocadas pelas mais variadas causas – sobretudo pelo aquecimento global – mas ninguém vai verificar como está o desempenho das represas e canais recentemente inaugurados para resolver o problema.


O sistema de agências reguladoras foi criado justamente para manter alto o padrão de funcionamento dos serviços públicos, mas quem regula as agências reguladoras? Teoricamente o Legislativo, mas o nosso Legislativo está gazeteando há quase um ano. Restam os tribunais de contas, o Ministério Público e… a mídia.


Se a mídia converte tudo numa rinha de galos e esquece de concluir o que levantou no mês passado fica difícil evitar que os apagões virem moda.

Todos os comentários

  1. Comentou em 15/11/2009 Bernardo Moura

    Com relação à crítica que faço aqui, não acho que a questão mais delicada é se o responsável por tudo isso foi a Ministra, se foi São Pedro ou quem quer que tenha sido.
    Acho repugnante como várias mídias, mas a Globo em especial (dada sua audiência) manipulam maquiavelicamente fatos, episódios, simulando fazer jornalismo.

    Novamente com relação ao apagão, deixo aqui uma pergunta: podemos mesmo descartar a
    possibilidade de sabotagem? Quando há quem saia ganhando com alguma coisa que deu
    errado, não é motivo para uma pulga atrás da orelha?

    Calma, gente… até aqui, isso não é Teoria de Conspiração.
    Teoria de Conspiração seria imaginar que nossos honrados congressistas seriam
    capazes de arquitetar uma pane dessa gravidade para enfraquecer a futura candidata.
    Afinal, eles ganham muito bem, estão pouco se lixando pros bilhões de dólares que
    por vir na esteira das Olimpíadas.
    Foi fraquinha essa?
    Vamos delirar, conspirar um pouco mais? Que tal essa: preocupados
    com a aproximação do governo brasileiro com o Irã, as elites, conseguiram forjar
    a vinda do premiê Israelense ao Brasil, abrindo as portas, sem causar suspeição,
    para a entrada do famigerado Serviço Secreto Israelense fazer o serviço delibilitando o governo e sua futura candidata.
    Uia! essa doeu. Paro aqui! (obs: sobre este último parágrafo, não vou comentar comentários)

  2. Comentou em 15/11/2009 Bernardo Moura

    Com relação à crítica que faço aqui, não acho que a questão mais delicada é se o responsável por tudo isso foi a Ministra, se foi São Pedro ou quem quer que tenha sido.
    Acho repugnante como várias mídias, mas a Globo em especial (dada sua audiência) manipulam maquiavelicamente fatos, episódios, simulando fazer jornalismo.

    Novamente com relação ao apagão, deixo aqui uma pergunta: podemos mesmo descartar a
    possibilidade de sabotagem? Quando há quem saia ganhando com alguma coisa que deu
    errado, não é motivo para uma pulga atrás da orelha?

    Calma, gente… até aqui, isso não é Teoria de Conspiração.
    Teoria de Conspiração seria imaginar que nossos honrados congressistas seriam
    capazes de arquitetar uma pane dessa gravidade para enfraquecer a futura candidata.
    Afinal, eles ganham muito bem, estão pouco se lixando pros bilhões de dólares que
    por vir na esteira das Olimpíadas.
    Foi fraquinha essa?
    Vamos delirar, conspirar um pouco mais? Que tal essa: preocupados
    com a aproximação do governo brasileiro com o Irã, as elites, conseguiram forjar
    a vinda do premiê Israelense ao Brasil, abrindo as portas, sem causar suspeição,
    para a entrada do famigerado Serviço Secreto Israelense fazer o serviço delibilitando o governo e sua futura candidata.
    Uia! essa doeu. Paro aqui! (obs: sobre este último parágrafo, não vou comentar comentários)

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