Domingo, 21 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Bilionário mexicano compra ações do NYTimes

11/09/2008 na edição 502

O empresário mexicano Carlos Slim adquiriu 6,4% das ações da New York Times Company, tornando-se o terceiro maior acionista da editora de jornais – sem contar a família Sulzberger, que controla a companhia. ‘É uma grande companhia que hoje tem um valor atrativo’, afirmou Arturo Elias Ayub, porta-voz de Slim. ‘As portas estão sempre abertas se decidirmos comprar mais’.


O mexicano, dono da maior companhia de telefone celular da América Latina e da maior operadora de telefonia do México, é o segundo homem mais rico do mundo, de acordo com ranking da revista Forbes, com fortuna estimada em US$ 60 bilhões. Logo após o anúncio da compra das ações, começaram as especulações sobre os motivos do interesse de Slim na New York Times – que, além do jornal homônimo, publica também títulos como o Boston Globe e o International Herald Tribune.


Segundo Richard Dorfman, diretor da firma de investimentos Richard Alan, em Nova York, o empresário pode vir a comprar a companhia ou a influenciar em suas decisões. ‘Ou ele quer comprá-la diretamente ou tentar levá-la para uma direção diferente’, afirmou Dorfman. ‘A questão é que os Sulzberger não vão querer abrir mão do controle’. A família tem apenas 19% das ações classe A, mas detém cerca de 89% de ações classe B, que elegem 70% dos membros do conselho diretor da editora – a terceira maior dos EUA. Além de Slim, outros dois fundos de investimentos compraram ações da empresa no início do ano.


Toque de Midas


Slim é conhecido por comprar ativos em baixa e revendê-los com lucro. O New York Times e os outros jornais da companhia vêm sofrendo com a crise financeira que abala a indústria jornalística em boa parte do mundo. As ações da empresa caíram 20% este ano, e os reflexos foram sentidos nas redações, com cortes de empregos e diminuição de gastos.


Segundo a agência de notícias Reuters, o próprio Slim afirmou que o investimento na editora tem motivação ‘financeira’. As ações compradas por ele na semana passada são estimadas em US$ 123 milhões. Em 2000, o empresário comprou US$ 90 milhões em ações da Philip Morris quando a maior companhia de cigarros do mundo vinha de uma baixa de quatro anos, e seguiu o mesmo padrão com outras empresas, como a Apple Computer. No início de 2008, Slim comprou participação na editora News & Media Plc, que publica o jornal britânico Independent. Com informações de Sarah Rabil e Gillian Wee [Bloomberg, 10/9/08].

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