Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

ARMAZéM LITERáRIO > VENEZUELA

Chávez acusado de usar mídia estatal contra adversários

10/09/2008 na edição 502

Críticos de Hugo Chávez reclamam que o presidente venezuelano tem usado emissoras de TV públicas para insultar seus oponentes, noticia Christopher Toothaker [AP, 7/9/08]. Sempre que está discursando na TV, Chávez aproveita para chamá-los de fascistas ou mafiosos – o que os coloca em desvantagem diante das eleições locais e estaduais, marcadas para o dia 23/11. ‘Ele não respeita seus adversários políticos e a lei’, disparou o líder da oposição, Gerardo Blyde.


A legislação venezuelana proíbe o uso de recursos públicos para atividades políticas e obriga todas as emissoras de rádio e TV a interromper a programação regular para exibir comunicados do presidente. Blyde, que concorre à prefeitura de Baruta, pede – junto a outros candidatos da oposição – que autoridades responsáveis pelas eleições proíbam Chávez de usar eventos presidenciais para fazer campanha.


Benefício próprio


Quando se reelegeu, em 2006, o presidente foi acusado de usar a mídia estatal em benefício próprio, e nunca hesitou em criticar seus rivais políticos. Ultimamente, no entanto, a freqüência e o tom pioraram. Diariamente, Chávez chama os adversários de ‘pequenos yankees’, em uma tentativa de associá-los a traidores pró-EUA.


O ministro da Informação, Andres Izarra, nega que os candidatos contrários a Chávez sejam prejudicados. Ele admite, no entanto, que o governo estaria orquestrando uma ‘guerra midiática’ contra emissoras de rádio, TV e jornais que favorecem a oposição. ‘Diante de uma mídia hostil e manipuladora, é nosso papel tirar vantagem da mídia pública para divulgar a mensagem de Chávez’, afirmou.


O número de emissoras de propriedade do Estado ou de aliados do governo cresceu de uma para seis desde que o presidente assumiu o poder, em 1999. Além de transmitir, em geral, eventos do partido de Chávez, a cobertura da oposição política é negativa. Já a quantidade de canais privados críticos ao governo diminuiu, desde que a RCTV perdeu sua licença em 2007 e os canais Venevision e Televen entenderam o recado e passaram a moderar as críticas. Atualmente, o único canal explicitamente anti-Chávez é o Globovision.

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