Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ARMAZéM LITERáRIO > LIVRO ESQUECIDO

Coleção de curiosidades presidenciais

Por Deonisio da Silva em 17/02/2004 na edição 264

O presidente Lula nasceu no dia 27 de outubro de 1945, em Vargem Grande, hoje distrito de Caetés, em Garanhuns (PE). Foi registrado anos depois, em Santos (SP), mas seu pai errou o dia e nos documentos consta 6 de outubro. O nome original recebeu, em 1982, a inserção oficial de um dos apelidos. Além de Lula, o presidente foi agraciado com os apelidos de Taturana, Sapo Barbudo e o recente Lulinha Paz e Amor.

Seus adversários brandiam contra ele um despreparo intelectual de que seriam evidências os erros de pronúncia e concordância nominal e verbal. Por isso, o então candidato a presidente freqüentou aulas particulares ministradas pelo senador Aloízio Mercadante e pelo agora ministro Guido Mantega, no Instituto da Cidadania, organização não-governamental ligada ao PT.

Tais curiosidades são encontradas em Presidentes do Brasil (Editora Rio, Universidade Estácio de Sá, Departamento de Pesquisa, 2 volumes, já em segunda edição e com escassos registros na imprensa). O volume um vai de Deodoro a Juscelino. O dois, de Jânio a Lula. A primeira edição saiu num único volume.

Primeiro emprego

Ao contrário do que ocorre nos EUA e na Europa, no Brasil este tipo de bibliografia é rarefeito. Não sabemos quase nada de usos e costumes, não apenas de nossos estadistas, ditadores e célebres personagens de nossa vida política, mas também de grandes personalidades. Xuxa, Pelé, Zico, Roberto Carlos, Chico Buarque, Rubem Fonseca, João do Paulo, Erico Verissimo, Jorge Amado etc. Onde estão as biografias que fazem por merecer?

Quando sua mãe morreu, Lula estava preso no Dops. O hoje senador Romeu Tuma era o delegado responsável e liberou o prisioneiro para visitá-la no hospital da Beneficência Portuguesa, onde faleceu a 12 de maio de 1980.

A primeira namorada de Lula foi a japonesa Mitiko. Outra namorada, Miriam Cordeiro, mentiu no programa eleitoral de Fernando Collor, em 1989. ‘Lula não mandou que ela abortasse’, afirmam os redatores na pág. 433 do volume 2, apoiados em informação de Denise Paraná, em O Filho do Brasil.

O primeiro emprego do presidente foi na Fábrica de Parafusos Marte. Ele tinha 15 anos. Foi lá que se formou torneiro mecânico pelo Senai. Lula quase não trabalhou no primeiro dia, mas sujou bastante o macacão para que, quando chegasse em casa, a mãe soubesse que ele tinha obtido o emprego de mecânico.

Registro merecido

Jânio Quadros tinha o apelido de Vassourinha. Irritadiço, certa vez arremessou um tinteiro na cabeça de um colega da escola que freqüentava, em Curitiba, para onde sua família se transferiu quando ele tinha apenas 7 anos.

A vida amorosa de Jânio inclui uma cantada em Hebe Camargo. Ela aceitou o convite, depois de muita insistência, mas não compareceu.

À primeira leitura, fofocas em profusão. Mas sabemos, desde a inauguração da História das Mentalidades, invenção francesa, que em se tratando de personalidades com mais poderes do que qualquer imperador, como é o caso dos presidentes do Brasil, nenhum detalhe pode ser descartado para se avaliar o exercício do poder e a influência de tais miudezas no cotidiano do governo.

E Deodoro tinha o apelido de Generalíssimo. Depois de Franco, o ditador espanhol, péssima lembrança. Antes de morrer, confessou-se e pediu que sua farda fosse lacrada numa lata e jogada ao mar.

A imprensa não tem dado à obra os registros e críticas que os dois volumes fazem por merecer.

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