Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1050
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Conferência Nacional das Comunicações em pauta

Por Francine de Souza em 10/10/2006 na edição 313

FNDC

A necessidade de se criar a I Conferência Nacional das Comunicações é percebida por diversas entidades ligadas à democratização da comunicação. Atento a isso, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) reservou um espaço especial na sua XIII Plenária para a discussão sobre de que forma a Conferência irá se realizar, passando por temas como participação da sociedade e políticas públicas. A XIII Plenária do FNDC vai ocorrer entre os dias 20 e 22 de outubro, em Florianópolis, Santa Catarina.

O uso de conferências para abordar questões relevantes à sociedade brasileira é comum em diversos setores do país. Baseando-se em casos bem sucedidos, como as conferências ligadas à área da saúde, por exemplo, o FNDC, aliado a entidades que lutam pelo mesmo ideal, quer incorporar a ação ao calendário permanente das comunicações. “Assim como a saúde, entendemos que o acesso à comunicação democrática também é um direito humano”, afirma Sérgio Murillo, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), destacando como uma das teses centrais deste movimento a que trata de políticas públicas. ”O Estado deve promover este debate de forma democrática”, diz. Murillo acredita que deverão participar da I Conferência especialmente os setores que estão excluídos do debate das comunicações. “A proposta da conferência é incluir os excluídos, ou seja, a sociedade como um todo.”

Segundo Ricardo Moretzsohn, ex-presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e integrante do Comitê Mineiro do FNDC, outro fator que agrega grande importância ao evento é o fato de poder se discutir de igual para igual. “O fundamental da conferência é que ela possibilita que esse debate possa ser feito por diversos segmentos da sociedade e o governo”. Para José Guilherme Castro, dirigente da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), a maneira como a mídia abordou as eleições mostra enfaticamente a necessidade de trazer a sociedade para esta discussão, no evento. “A cada dia que passa, começamos a perceber mais claramente que o destino dos brasileiros não está nas mãos da sociedade, mas sim ‘dessas coisas’ que produzem comunicação no Brasil”, refere-se Castro, que diz procurar “ansiosamente” um termo para se dirigir à mídia comercial brasileira. O dirigente da Abraço também defende a criação da conferência com base em experiências anteriores. “Vemos cotidianamente serem realizadas conferências de tudo, mas de comunicação não acontece, e olha que a comunicação determina muito do presente e do futuro.”

Os representantes da três entidades acreditam que a I Conferência Nacional das Comunicações ocorrerá ainda no próximo ano. “A proposta deve começar a ser construída durante a XIII Plenária do Fórum para que aconteça no ano que vem”, assegura Castro. Para Sergio Murillo, o prazo para implementação da Conferência, assim como as normas e decisões, depende da dinâmica do movimento, como resultado de um processo. A intenção da Fenaj é que ela ocorra no primeiro ano do próximo governo. Ricardo Moretzsohn acredita que após a discussão na plenária, a idéia sairá com força total para mobilizar o restante da sociedade. “Nossa pretensão é de que a Conferência aconteça logo no início do próximo governo”, salienta.

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Da Redação FNDC

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