Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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Detalhes que fazem a diferença

14/08/2007 na edição 446

O ombudsman do New York Times, Clark Hoyt, dedicou sua coluna de domingo [12/8/07] a avaliar como o diário costuma grafar alguns nomes citados em matérias de maneira incorreta. Segundo ele, os erros acontecem com os mais variados nomes: de personagens famosos, de desconhecidos, em obituários e até quando é citada a família Sulzberger, proprietária do NYTimes.

O jornalão publicou incorretamente o nome do general Douglas MacArthur com a inicial ‘A’, Douglas A. MacArthur, atribuída a um suposto sobrenome, 25 vezes desde 1987. Joe Lelyveld, editor-executivo aposentado do diário, lembra que o nome de Madeleine Albright foi reproduzido errado 49 vezes durante o período em que ela foi secretária de Estado dos EUA, de 1997 a 2001. Em contrapartida, o jornal publicou três correções para tal erro.

‘Ok. Mas qual o problema? O NYTimes não tem assuntos mais importantes para lidar, como a guerra do Iraque ou a campanha presidencial?’, questiona Hoyt. ‘Sim, mas é fundamental ter atenção para estes detalhes, pois um leitor pode pensar: se nem um nome eles conseguem escrever direito, o que mais estará errado na matéria?’.

Erros repetidos

Do começo deste ano até o início de agosto, já foram feitas 269 correções para nomes escritos de forma errada no diário. Hoyt perguntou a Greg Brock, editor responsável pelas correções, por que a incidência de erros ainda é tão grande, principalmente em um jornal com tantas etapas de edição. Teoricamente, quando deixa as mãos do jornalista que o escreveu, cada artigo é lido por cinco pessoas – com exceção de peças escritas perto do prazo final de entrega, que passam por menos pessoas devido à falta de tempo.

Para Brock, são várias as razões: muitas vezes, repórteres escrevem um nome ‘de memória’ e não o checam depois; em outras, eles ‘supõem’ que o nome é escrito de acordo com sua grafia mais comum; há também casos em que jornalistas que checam informações na internet acabam se baseando em erros de outros. Para evitar este tipo de falha, o NYTimes criou um banco de dados com nomes escritos de maneira errônea, identificando os autores dos erros.

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