Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

ARMAZéM LITERáRIO > CASO DYKE

Documentos revelam drama de ex-diretor da BBC

17/01/2007 na edição 416

Documentos divulgados recentemente revelaram que o ex-diretor-geral da BBC Greg Dyke foi obrigado a se demitir da rede pública britânica, em 2004, por causa de um relatório investigativo sobre o caso do cientista David Kelly. A ata de uma reunião ocorrida no dia 28/1/04, na qual o Board of Governors, conselho que dirige a companhia, decidiu como a BBC reagiria ao relatório – que a condenava –, foi divulgada por ordem de um tribunal após petição aberta pelo jornal The Guardian e pela jornalista Heather Brooke, autora de um livro sobre o ato de liberdade de informação. Detalhes de um segundo encontro, no dia 5/2/04, foram revelados voluntariamente pela BBC.


O relatório Hutton foi realizado depois do suicídio, em julho de 2003, do cientista David Kelly, fonte de uma matéria da BBC sobre a guerra no Iraque. A investigação focou na morte de Kelly e na alegação, divulgada pelo então jornalista da BBC Andrew Gilligan, de que o governo inglês teria ‘apimentado’ um documento para justificar o apoio à invasão do Iraque. No relatório Hutton, o governo foi absolvido da acusação de enganar o público, a acusação feita pela matéria de Gilligan foi considerada falsa, e o sistema editorial da BBC foi classificado como ‘imperfeito’.


Falta de apoio


Antes da reunião do conselho da rede para discutir a situação, Dyke afirmou aos governors que só continuaria no cargo com o total apoio deles. O presidente do conselho, Gavyn Davies, havia renunciado no início do primeiro encontro, e não participou da decisão sobre o futuro do então diretor-geral.


Membros do conselho consideraram que a posição era ‘insustentável’ e que Dyke era uma ‘pessoa incapaz’; portanto, foi decidido que ele deveria resignar. Ao ser informado da decisão, Dyke teria ficado ‘bastante surpreso e abalado’, os documentos registram. Ele então retirou sua oferta de renúncia e ‘convidou o conselho a demiti-lo ou mantê-lo no cargo’.


‘Depois de uma breve discussão, o conselho concordou que seria impossível manter Greg como diretor-geral nestas circunstâncias, pois a autoridade do conselho seria destruída’, afirmam os documentos. Dyke ainda tentou manter-se no posto e escreveu posteriormente uma carta ao conselho de governors pedindo para ser reempossado – proposta que foi recusada no segundo encontro. Informações da BBC News [11/1/07].

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