Domingo, 17 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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Governo provisório fecha estações de rádio e TV

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 29/09/2009 na edição 557

Policiais invadiram as instalações da emissora de TV Canal 36 na manhã de segunda-feira [28/9] em Tegucigalpa, capital de Honduras, enquanto soldados formaram um bloqueio em torno do prédio onde funciona a estação de rádio Globo. Os dois veículos de comunicação foram fechados indefinidamente pelo governo provisório. Em uma ação de restrição das liberdades civis no país, a administração que derrubou o presidente Manuel Zelaya – agora refugiado na embaixada brasileira – anunciou um decreto na noite de domingo proibindo reuniões públicas e permitindo que a polícia prenda qualquer um que seja considerado uma ameaça. O documento determina também que veículos de comunicação que atentem contra a paz e a ordem pública sejam fechados. Manifestantes organizavam uma passeata pró-Zelaya no início da semana.

As duas emissoras fechadas pelas autoridades transmitiam regularmente ligações do presidente deposto. Um porta-voz da polícia afirmou que o Canal 36 e a Rádio Globo foram fechadas por terem incitado a revolta popular. As restrições às liberdades civis devem ser mantidas por 45 dias, e expiram duas semanas antes da data marcada para a eleição de um novo presidente. O pleito havia sido marcado antes do golpe que tirou Zelaya do poder, em junho, e o governo provisório alega que trará o fim à crise política no país.

Mas outros países não acreditam na promessa e já sugeriram que não irão reconhecer o resultado da votação. No domingo, o governo expulsou quatro diplomatas da Organização dos Estados Americanos que planejavam se encontrar com ministros das Relações Exteriores de países membros para tentar negociar o fim da crise política. O secretário-geral do órgão definiu como ‘incompreensível’ a medida.

As autoridades também ameaçaram o fechamento da embaixada brasileira, dando ao governo do Brasil prazo de 10 dias para decidir se concede asilo político a Zelaya ou o entrega ao governo local para ser julgado por acusações que incluem abuso de autoridade e traição. Em entrevista na Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou a ameaça, dizendo que o Brasil não irá acatar o ultimato de um ‘governo golpista’. Anteriormente, Lula havia dito que Zelaya pode ficar na embaixada, onde tem vivido com parentes, partidários e jornalistas desde que voltou secretamente ao país, na semana passada, pelo tempo necessário. Informações de Elisabeth Malkin [The New York Times, 29/9/09].

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