Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ARMAZéM LITERáRIO > INDONÉSIA

Grupo muçulmano ataca escritório da Playboy

13/04/2006 na edição 376

Extremistas muçulmanos apedrejaram o escritório da Playboy em Jacarta, capital da Indonésia, na quarta-feira (12/4), em protesto pelo lançamento da versão local da revista americana. Os cerca de 150 manifestantes da Frente dos Defensores Islâmicos, um pequeno grupo famoso por atacar bares, boates e embaixadas ocidentais, danificaram janelas e portas do escritório ao sul de Jacarta. Muitos foram vistos confrontando os policiais que tentavam garantir a segurança no edifício. Ninguém ficou ferido durante o protesto, e nenhum manifestante foi preso.


Sem nudez


Esta é a primeira edição da Playboy lançada em um país muçulmano. A revista, que foi às bancas na sexta-feira (7/4), não exibiu fotografias de nudez. Em seu interior, apenas imagens de mulheres com roupas íntimas que não são mais ousadas do que fotos publicadas em outras revistas já existentes no país. Mesmo sem mulheres nuas, as cópias da Playboy se esgotaram rapidamente.


O lançamento foi condenado por muitos políticos e religiosos muçulmanos. Eles argumentaram que, apenas pelo que o título representa no mundo inteiro, a Playboy deveria ser proibida pelo governo indonésio.


Na quinta-feira (13/4), a polícia local pediu a Playboy que interrompa a publicação da revista na Indonésia, por receio de que a continuação possa irritar ainda mais os muçulmanos e provocar novos ataques violentos. Representantes da Playboy afirmaram que estão considerando o pedido, e prometeram uma resposta em 24 horas. Anteriormente, a polícia e o governo haviam dito que não havia base legal para o fechamento da revista. Informações da Associated Press [12 e 13/4/06].

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