Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Jornal centenário dos EUA migra para a internet

Por Leticia Nunes (edição de textos) em 31/10/2008 na edição 509

Leia abaixo a segunda parte seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


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CHRISTIAN SCIENCE MONITOR
Portal Imprensa


Jornal centenário dos EUA deixa edição impressa e vai para web, 30/10


‘O jornal norte-americano The Cristian Science Monitor, publicado ininterruptamente há mais de um século, anunciou nesta quinta-feira (30) que a partir de abril de 2009 deixará de ser impresso e poderá ser lido apenas pela internet. Financiado por uma igreja e enviado pelo correio, The Cristian Science Monitor é conhecido por ter um texto ponderado e uma vigorosa cobertura internacional, informou a Agência Estado.


Segundo o editor John Yemma, a publicação online permitirá que os oito escritórios do jornal situados fora dos Estados Unidos continuem abertos. ‘Podemos nos permitir e temos hoje a oportunidade de dar um salto que muitos jornais terão de dar nos próximos cinco anos’, afirmou.’Todo mundo está falando de novos modelos. Pois este é um novo modelo’, disse o editor.


Yemma explica que, apesar da maior parte dos recursos do jornal serem de assinaturas, e não de publicidade, o jornal impresso compensa financeiramente para o The Cristian Science Monitor. Enquanto as assinaturas representam cerca de US$ 9 milhões, a propaganda gera cerca de US$ 1 milhão em receita. O jornal espera uma queda na circulação, mas acredita que o lançamento de uma revista de fim de semana atraia os anunciantes.


Lou Ureneck, presidente do departamento de jornalismo da Universidade de Boston, afirmou não saber se essa atitude afetará outros jornais, já que o The Cristian Science Monitor – ganhador de sete prêmios Pulitzer – é uma empresa sem fins lucrativos.’


 


 


Agência Estado


Jornal centenário dos EUA migra para a web, 30/10


‘Depois de um século de publicação ininterrupta, o The Cristian Science Monitor vai abandonar sua edição diária impressa. O jornal, editado de segunda a sexta-feira, a partir de abril só poderá ser acessado online, quando também será lançada uma revista de fim de semana.


O editor John Yemma disse que a concentração do jornal na internet significa que o jornal vai manter abertos os seus oito escritórios fora dos EUA. ‘Podemos nos permitir e temos hoje a oportunidade de dar um salto que muitos jornais terão de dar nos próximos cinco anos’, disse ele.


O The Christian Science Monitor é uma espécie de anomalia dentro do jornalismo, já que é um jornal não lucrativo, financiado por uma igreja e enviado pelo correio. Com sete prêmios Pulitzer e a reputação de ter um texto ponderado e uma vigorosa cobertura internacional, o jornal por muito tempo exerceu uma grande influência no mundo editorial, que vem enfraquecendo com a queda da circulação, de mais de 220 mil exemplares em 1970 para 52 mil.


Num setor que vem realizando demissões, fechando escritórios e reduzindo o formato do seu produto, esse experimento do The Monitor deverá ser acompanhado de perto. ‘Todo mundo está falando de novos modelos’, disse Yemma. ‘Pois este é um novo modelo.’


Para Lou Ureneck, presidente do departamento de jornalismo da Universidade de Boston, é difícil saber o que essa medida vai significar para outros jornais, já que o The Science Monitor não é uma empresa com fins lucrativos. Mas por todo o setor as organizações de notícias ‘terão de ter um porte menor’, disse ele.


Antes do The Science Monitor, vários jornais pequenos já abandonaram a edição impressa. Este ano, o The Capital Times, de Madison, Wisconsin, passou a ser publicado somente online, e o The Daily Telegraph, de Superior, também Wisconsin, anunciou que sua edição impressa só vai aparecer duas vezes por semana e nos outros dias será online.


O abandono da edição impressa vem seduzindo os executivos dos jornais. Numa conferência recente na City University da escola de jornalismo de Nova York, um grupo de executivos do setor discutiu como deveria ser uma redação mais produtiva com menos gastos. E chegou à conclusão de que o melhor caminho é abandonar o jornal impresso e partir para a internet.


Entretanto, segundo Ken Doctor, analista da Ousell Inc., muitos jornais não podem deixar a edição impressa, pois ela responde por 92% da receita total, de acordo com a Associação de Jornais dos Estados Unidos. ‘Se essa grande parte da receita está associada ao produto impresso e se amanhã as empresas decidirem não imprimir mais o jornal, a queda do rendimento será de 90%.’ Acabar com os gastos de impressão e de entrega, embora possa ajudar um pouco, não vai compensar a receita perdida.


Segundo John Yemma, o jornal impresso compensa financeiramente para o The Science Monitor, porém a maior parte dos recursos vem de assinaturas, e não de publicidade. As assinaturas representam cerca de US$ 9 milhões da receita do jornal, enquanto a propaganda impressa é de menos de US$ 1 milhão. No caso da internet, ela é de cerca de US$1,3 milhão, disse ele. Ele prevê que a receita da circulação vai cair, mas espera que a revista que será lançada atraia os anunciantes.’


 


 


Público


‘Christian Science Monitor’ anuncia fim da edição imprensa diária, 28/10


‘O ‘The Christian Science Monitor’ anunciou que, a partir de Abril do próximo ano, vai abandonar a sua edição imprensa diária, tornando-se no primeiro jornal norte-americano de tiragem nacional a ser publicado apenas online, com excepção de uma edição semanal a publicar ao domingo. A medida, justificada pela redução de leitores e a necessidade de reduzir custos, é anunciada a um mês do centésimo aniversário da reputada publicação.


‘Demo-nos ao luxo – e aproveitámos a oportunidade – de dar um passo que a maior parte dos jornais terá de dar nos próximos cinco anos’, explicou John Yemma, director do Monitor, citado pelo ‘The New York Times’.


Apesar de ser um jornal sui generis – é uma publicação sem fins lucrativos, financiada por um fundo instituído por uma igreja, mas que pouco destaque dá aos temas religiosos –, o Monitor é bastião do jornalismo de qualidade dos Estados Unidos, reputado pela cobertura de temas internacionais, tendo obtido sete prémios Pulitzer.


Vendido essencialmente por assinaturas (responsáveis por 90 por cento das receitas), o jornal viu a sua audiência encolher de 220 mil exemplares há três décadas para pouco mais de 50 mil, mas ao invés de despedir dezenas de jornalistas ou encerrar as suas oito delegações no estrangeiro, a empresa optou por reduzir os custos da produção e distribuição, ‘focando os recursos na audiência em rápido crescimento na web’, explica Judy Wolff, presidente da fundação que gere o Monitor.


Assim, a partir de Abril, o diário deixará de chegar de segunda a sexta-feira pelo correio, mas os assinantes passarão a receber por email uma edição diária, em formato PDF, que poderá ser facilmente impressa. Em simultâneo, o site do jornal vai surgir com ‘design’ renovado e novos conteúdos, pretendendo chegar aos 30 milhões de pageviews mensais. Além da actualização frequente de notícias, explica o director, o objectivo é que a página ‘seja o local essencial para as notícias internacionais’ e ‘um portal onde os editores possam indicar aos leitores outras áreas na Internet que estão a fazer jornalismo no mesmo espírito do Monitor’.


Para ‘satisfazer os leitores mais ligados ao papel’ e angariar publicidade mais reticente à Internet, o Monitor vai lançar uma nova revista semanal, que sairá aos domingos, igualmente centrada em assuntos internacionais, mas com uma abordagem mais aprofundada, notícias dos correspondentes e as melhores fotografias da semana. Apesar de esperar que muitos dos assinantes do diário acolham a nova publicação, John Yemma diz ser pouco provável que a revista seja um ‘veículo de crescimento’ do grupo: ‘Sabemos que as revistas de informação estão a perder’ leitores, afirmou ao NYT.


Opção polémica


O Monitor foi fundado em 1908 e é financiado desde então pela Igreja de Cristo Cientista de Boston, que tenciona reduzir o subsídio ao jornal de 12 para quatro milhões de dólares (3,2 milhões de euros) até 2013. As previsões apontam para um prejuízo de 15 milhões de euros este ano.


Andie Tucher, professora de jornalismo da Universidade de Columbia, diz que os problemas do Monitor decorriam de ser um segundo jornal, dedicado à análise: ‘Em vez de lê-lo como o meu segundo ou terceiro jornal, hoje posso navegar em sites como a Salon ou a Slate’, disse.


Ken Doctor, um analista de media disse ao ‘New York Times’, que a decisão se justifica pela especificidade do jornal: ‘se as companhias de media abandonassem as edições impressas amanhã, teriam uma quebra de 90 por cento nos seus rendimentos’.


Mas, para o Monitor, as contas são diferentes: ‘Poderemos aplicar mais recursos na Web, que é o futuro. Por isso, vamos ser mais competitivos’, disse a directora de comunicação do diário, Susan Hackney, à edição online da revista Wired.’


 


 


Stephanie Clifford, International Herald Tribune


Christian Science Monitor to publish online only, 28/10


‘After a century of continuous publication, The Christian Science Monitor will abandon its weekday print edition and appear online only, its publisher announced Tuesday. The cost-cutting measure makes The Monitor the first national newspaper to essentially give up on print.


The paper is currently published Monday through Friday, and will move to online only in April, although it will also introduce a Sunday magazine. John Yemma, The Monitor’s editor, said that moving to the Web only will mean it can keep its eight foreign bureaus open while still lowering costs.


‘We have the luxury — the opportunity — of making a leap that most newspapers will have to make in the next five years,’ Yemma said.


The Monitor is an anachronism in journalism, a nonprofit financed by a church and delivered through the mail. But with seven Pulitzer Prizes and a reputation for thoughtful writing and strong international coverage, it long maintained an outsize influence in the publishing world, which declined as its circulation has slipped to 52,000, from a high of more than 220,000 in 1970.


In an industry that has been conducting layoffs, closing bureaus and shrinking the size of the product, The Monitor’s experiment will be tracked very closely.


‘Everybody’s talking about new models,’ Yemma said. ‘This is a new model.’


Lou Ureneck, the chairman of the journalism department at Boston University, said that it was difficult to interpret what the move meant for other newspapers, because The Monitor was nonprofit, and most newspapers were not. But across the industry, news organizations ‘are going to simply have to be smaller organizations,’ Ureneck said.


Before The Monitor, a handful of small papers had shifted away from print. Earlier this year, The Capital Times in Madison, Wisconsin went online only, and The Daily Telegram in Superior, Wisconsin, announced it would publish online except for two days a week.


Dropping the print edition seems to tempt newspaper executives. At a recent conference hosted by the City University of New York’s journalism school, a group of publishing executives discussed what a cost-efficient newsroom should look like. They eventually settled on casting aside paper and starting fresh on the Web.


Still, said Ken Doctor, a newspaper analyst at Outsell Inc., most newspapers cannot give up their paper versions. Print editions still bring in 92 percent of the overall revenue, according to the Newspaper Association of America.


‘If that much revenue is tied up in the print product, if tomorrow these companies dropped those editions, they would have 90 percent less revenue,’ Doctor said. While getting rid of costs like printing plants and delivery trucks would help a little, he said, it would not make up for the lost revenue.


Yemma said that print did bring in money at The Monitor, but most of that was from subscriptions, not advertising. Subscriptions account for about $9 million of The Monitor’s revenue, while print advertising makes up less than $1 million. Web revenue is about $1.3 million, he said. He is projecting that circulation revenue will drop, but he expects the magazine format will appeal to print advertisers. He is planning cuts, too. Yemma said he was planning some layoffs on both the 100-person editorial side and the 30-person business side. ‘I’m not sure the same number of people will be needed,’ he said, but ‘there’s certainly nothing like a draconian cut coming.’


Under the new system, reporters will be expected to file stories to the Web and update them a few times a day, along with writing longer pieces for the Sunday magazine.


Yemma said he hoped to establish CSMonitor.com as an essential place for international news. The site now gets about three million page views a month, according to comScore, and Yemma said he wanted to increase that to 20 million to 30 million a month in the next five years. Even if he can fill the site only with remnant, cheap ads, he said, if visits grow as he is projecting, ‘that’s a sustainable model.’


The Sunday magazine, which will have an international focus, is meant to satisfy readers who are attached to print, Yemma said, but he said he did not expect it to be hugely profitable.


‘We certainly know newsmagazines are cratering,’ Yemma said. ‘We’re under no illusions about it being a growth vehicle.’


The Monitor, which was conceived as an alternative to the yellow journalism of the early 20th century, is financed by the First Church of Christ, Scientist, in Boston through contributions and an endowment. The church wanted its publishing division to contribute to the church rather than vice versa, and plans to reduce its subsidy to about $4 million, from about $12 million, within five years. Yemma said he was worried about how subscribers would react.


Longtime readers ‘love coffee and a newspaper. So do I,’ Yemma said. ‘There’s nothing like it. But everyone, sooner or later, is going to have to make the transition, and that’s recognized.’’


 


 


The Christian Science Monitor


A note to our subscribers from the managing publisher, 28/10


‘Dear Reader,


We recently announced, as covered in today’s paper, that in April 2009 the daily print edition of The Christian Science Monitor will shift to a 24/7 daily Web publication. This will be combined with the launch of an attractive new weekly print publication that looks behind the headlines and helps readers understand global issues. Also we will launch a new daily e-news edition, delivered by e-mail.


As a result of these changes, the Monitor’s online edition will be more robust, which means you will be able to get updates on the news in minutes, not days. The new weekly print edition will be delivered to your home for the weekend – when many of our readers have indicated they have more time to enjoy longer articles and in-depth reporting. The newly developed e-news edition will deliver selected Monitor news and perspective to your e-mail inbox every day. These changes will enable the Monitor to better fulfill its mission by increasing its reach and effect on humanity while also becoming financially sustainable.


Our readers are our partners


For news, the coming months will be event-filled, and the Monitor promises to continue to be there in print and online covering these events with objective, unbiased analysis. We also need you, as readers and as partners, to continue to support the Monitor by renewing your current subscription to the daily newspaper. This partnership is essential to the success of The Christian Science Monitor.


Subscriptions


If you are a current print or Treeless subscriber, we ask you to stay with us through this transition. By doing so, you will be the first to learn about the exciting and important changes we have planned in the months ahead, as well as specifics about how your daily subscription will be transitioned to the weekly publication.


Thanks to all who love The Christian Science Monitor; we’re sure you’ll discover how CSMonitor.com, the new weekly print edition, and our daily e-news edition will continue to provide invaluable Monitor perspective to help you understand your world.


Jonathan Wells


Managing Publisher’


 


 


 


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