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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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ARMAZéM LITERáRIO > MALÁSIA

Jornal luta contra proibição do termo Alá

09/05/2008 na edição 484

O jornal católico The Herald venceu, no início da semana, sua primeira batalha legal na luta contra o governo da Malásia pelo direito de usar a palavra Alá como sinônimo de Deus. A juíza Lau Bee Lan permitirá que o jornal – principal veículo de mídia da igreja católica no país de maioria muçulmana – conteste na justiça a proibição do governo.


A disputa teve início quando o governo afirmou que o termo Alá não poderia ser usado pela publicação como sinônimo de Deus em sua seção em língua malaia. Para as autoridades, a palavra se refere apenas ao Deus muçulmano e seu uso por cristãos poderia confundir os muçulmanos. O jornal chegou a ter sua licença de funcionamento ameaçada caso não respeitasse a ordem.


Uso exclusivo


Além do direito de usar o termo, o Herald quer também uma declaração do tribunal atestando que ‘Alá’ não é de uso exclusivo dos muçulmanos. O jornal – que publica em inglês, malaio, mandarim e tâmil – insiste que se trata de uma palavra árabe usada há séculos para se referir a ‘Deus’ em malaio.


O caso reflete o aumento das reclamações das minorias religiosas na Malásia por seus direitos de expressão e atuação, prejudicados pelos esforços do governo para fortalecer o Islã, religião oficial do país. Os malaios, em sua imensa maioria muçulmanos, correspondem a cerca de 60% da população de 27 milhões de habitantes. As principais minorias são os chineses e os indianos, a maioria budistas, cristãos e hindus. Informações de Eileen Ng [AP, 5/5/08].

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