Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1059
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ARMAZéM LITERáRIO >

Jornalistas reúnem 53 contos em livro

15/08/2006 na edição 394

[Do release da editora]

‘Jornalistas aprendem cedo que notícia é o fato contraditório, diferente. O resto é arroz de festa. E se acostumam ao anonimato, a não escrever em primeira pessoa e a disfarçar suas crenças na promessa da imparcialidade (…) Foi uma boa idéia maluca deitar essas feras no divã e abrir a caixa-preta, dispensando clichês e formalidades (…) Embarcar nessa viagem é fugir da monotonia dos leads e subleads. As páginas transpiram a relação de amor e ódio entre repórter e redação e o potencial de uma turma que tem muito mais a oferecer do que supõe a vã opinião pública, cônjuge oficial do Jornalismo’.

Assim está escrito no texto de apresentação do livro Parem as máquinas – Jornalistas que valem mais de 50 contos, que será lançado no dia 26 de agosto, último sábado do mês, por 53 profissionais do Rio, de São Paulo e Brasília, do jeito que eles gostam: com uma festa na Estudantina, a tradicional gafieira da Praça Tiradentes. Para o evento estão convidados toda a imprensa – escrita, falada, televisada e internetada – e o público em geral.

Por que uma festa? Porque os autores acharam que seria estranha uma noite de autógrafos a 106 mãos. Porque querem comemorar, bater papo, cantar, dançar. Porque a histórica Estudantina está renascendo. Porque, finalmente, todos adoram o Rio de Janeiro, sobretudo seu velho Centro.

Lançado pela Casa Jorge Editorial com o apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, coordenação editorial de José Sergio Rocha, capa e projeto gráfico de Adriana Moreno e prefácio de Marcos de Castro, o livro reúne em suas 405 páginas contos de amor, humor, sexo e, evidente, bastidores do jornalismo, da política, da economia e do drama urbano que vivemos. Tem de tudo, até histórias verdadeiras que jamais foram publicadas, cujos autores transformaram em ficção.

Foram reunidos 53 autores que trabalharam ou ainda trabalham em redações e assessorias de imprensa, a grande maioria do Rio de Janeiro, outros vivendo em São Paulo e em Brasília (pela ordem de entrada no livro, ordem alfabética por título do conto): Marcelo Maiolino, Nilo Sérgio Gomes, Felipe Grandin, Claudia Furiati, Regina Zappa, Roberto Petti Pinheiro, Ricardo Viveiros, Luiz Carlos Cascon, Marco Carvalho, Roberto Dufrayer, Roberto Ferreira, Maria Ignez Duque Estrada, Barcímio Amaral, Olga de Mello, PH de Noronha, Jacques Sochaczewski, Zélio Alves Pinto, Cristina Chacel, Wallace Grecco, Luís Carlos Cabral, Toninho Vaz, Antonio Fernando Borges, Solange Duart, Vania Mezzonato, Marinilda Carvalho, Sebastião Martins (Tim), Telmo Wambier, Cezar Motta, João Batista de Abreu, Amelia Gonzalez, João Luiz Faria Netto, Mauro Silveira, Cesar Tartaglia, José Sergio Rocha, Pinheiro Júnior, Victor Dawes Abramo, Lourenço Cazarré, Romildo Guerrante, Bruno Cartier, Mariza Tavares, Gilberto Fontes, Marcos Santarrita, Charles Nascimento, Jorge Ferreira (1954-2006), Augusto Diniz, Regina Echeverria, Ramiro Alves, Luiz Antonio Mello, Eduardo A. Varela, Mário Marona, Fernando Paulino (Paduana), Fernando Paulino Neto, Marceu Vieira.

Os nomes da reportagem fotográfica que se juntaram ao projeto, retratando os autores (em seus respectivos perfis) e cedendo gentilmente os direitos de imagem: Américo Vermelho, Ana Amelia Bresani, Angelo Duarte, Antonio Batalha, Aristides Dutra, Beatriz Valença Barros, Betina Chateaubriand, Carlos Ivan, Ciça, Cintia Brito, Claudiana Batista, Claudionor Santana, Custodio Coimbra, Fernando Angulo, Franca Di Sabato, Giuliano Nasser, Helena Sroulevich, Izabela Guedes, José Roberto Lobato, Josemar Ferrari, Kênia Hernandes, Léo Pinheiro, Leonardo Aversa, Leonardo Santana, Leonardo Vianna, Marcela Leone, Marcelo Carnaval, Max G. Pinto, Mirian Fichtner, Nélia Marquez, Nelly Grecco, Paulo Alvadia, Renato Aguiar, Rosa Schmitt, Samuel Tosta, Wagner Baldinato, Wagner Martins e Zeka Araújo.



***

Orelha

Jornalistas aprendem cedo que notícia é o fato contraditório, diferente. O resto é arroz de festa. E se acostumam ao anonimato, a não escrever em primeira pessoa e a disfarçar suas crenças na promessa da imparcialidade. Este livro é notícia, das boas. Inusitado, tira do esconderijo ótimos profissionais que ganham o pão escrevendo sob encomenda do Jornalismo ‘imparcial’. Foi uma boa idéia maluca deitar essas feras no divã e abrir a caixa-preta, dispensando clichês e formalidades.

Aqui, o leitor fica íntimo e espia, através dos contos, as mentes criativas dos jornalistas. Navega com eles os quatro cantos da geografia e da política, desembarca em cenas quentes ou ressacas de amor. Como gostam de sexo e de dor-de-cotovelo os jornalistas! Se fossem assim no dia-a-dia dos jornais, a imprensa divertiria mais.

Está tudo aqui: ódio e nojo à ditadura, amor pela liberdade, desvios de comportamento, ambição, corrupção e ilusão do poder, as pimentas do jornalismo. Embarcar nessa viagem é fugir da monotonia dos leads e subleads. As páginas transpiram a relação de amor e ódio entre repórter e redação e o potencial de uma turma que tem muito mais a oferecer do que supõe a vã opinião pública, cônjuge oficial do Jornalismo. Aqui os jornalistas flertam com a amante literatura, roçam na ousadia, gozam com a ficção. E resgatam um singelo pensamento da geração que enfrentou os militares, relembrado em um dos contos:

‘Podem pisar nas flores, mas não pisarão na primavera!’.

Aziz Filho

Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro

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