Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ARMAZéM LITERáRIO > ORIENTE MÉDIO

Jornalistas palestinos ameaçados de morte

11/01/2006 na edição 363

Jornalistas palestinos que trabalham na Cisjordânia e na Faixa de Gaza receberam ameaças de morte de diversos grupos armados na semana passada por causa da cobertura do estado de anarquia em áreas controladas pela Autoridade Palestina, como informa Khaled Abu Toameh [The Jerusalem Post, 8/1/06]. O vice-ministro da Informação, Ahmed Suboh, condenou a intimidação, revelando que diversas redações receberam cartas com ameaças a jornalistas. ‘Algumas facções e grupos armados são responsáveis pela campanha de terror contra jornalistas locais e estrangeiros’, afirmou um outro funcionário da AP.


Um jornalista, que pediu para não ser identificado, contou que grupos afiliados ao Hamas e ao Fatah estão por trás das ameaças. ‘Estamos tomando estas ameaças muito seriamente. Muitos dos jornalistas estão com medo’, afirmou. Uma fonte do Ministério da Informação disse que entre os que receberam ameaças de morte estão jornalistas que trabalham para a agência de notícias France Presse, para a emissora de televisão al-Manar e para a agência de notícias independente palestina Ramattan. Um jornalista que trabalha para a Ramattan informou que a agência recebeu cartas de ameaça do Hamas, mas não quis entrar em maiores detalhes. Um freelancer que preferiu não se identificar reclamou que recebeu cartas de um grupo que pertencia ao Fatah, por causa de sua cobertura da campanha das eleições. Em declaração, um grupo de jornalistas na Faixa de Gaza expressou preocupação com as ameaças: ‘Nós rejeitamos terrorismo intelectual de todas as formas, não importa quem está por trás dele’.


TV invadida


No sábado (7/1), um grupo de homens armados do Fatah tentou invadir os escritórios da emissora de TV al-Arabiya na cidade de Gaza para protestar contra a divulgação de um documentário sobre mulheres-bomba muçulmanas, acusando o canal de difamar as suicidas e suas famílias. O grupo deixou a emissora logo após seguranças da AP chegarem ao local. No domingo (8/1), o sindicato dos jornalistas palestinos condenou a al-Arabiya por colocar no ar o filme – que, segundo ele, é ‘tendencioso’ por não valorizar a luta das mulheres palestinas contra Israel. No entanto, o sindicato também expressou preocupações com as ameaças do grupo de fechar os escritórios da emissora.

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