Domingo, 21 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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Lei da mordaça é criticada por jornalistas

18/06/2010 na edição 594

Uma lei italiana que restringe escutas investigativas e impõe multas a organizações de mídia que publiquem suas transcrições está sendo intensamente criticada no país, afirma Roy Greenslade em seu blog no site do jornal britânico Guardian [11/6/10]. Muitos jornalistas veem a medida como uma tentativa do primeiro-ministro Silvio Berlusconi de silenciá-los.


A lei foi aprovada no Senado na semana passada e está sendo contestada não apenas pela mídia, mas também por magistrados que alegam que ela dificultará a luta contra a corrupção e o crime organizado. O jornal La Repubblica, de esquerda, publicou uma capa quase inteira em branco, apenas com a frase ‘A lei da mordaça negará aos cidadãos o direito de ser informados’ estampada em um pequeno post-it. Já o Corriere della Sera disse que foi ‘um dia negro’ para a justiça, e o L’Unita, maior jornal do partido da oposição, usou em sua manchete a mesma fonte de quando Benito Mussolini controlava o país e a mídia.


Multa e prisão


Berlusconi insiste que as novas regras são necessárias para proteger a privacidade, mas a oposição acusa o governo de tentar esconder casos de corrupção. O sindicato dos jornalistas planeja uma greve para o dia 9/7. As leis estabelecem multas de mais de 450 mil euros para editoras e 20 mil euros para jornalistas que violarem a medida. Qualquer um que gravar ou filmar sem a aprovação da pessoa registrada pode ser preso. Apenas jornalistas considerados ‘profissionais’, que pertençam à Ordem Nacional de Jornalistas, órgão apoiado pelo Estado, poderão fazer gravações sem autorização prévia.

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