Sexta-feira, 22 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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ARMAZéM LITERáRIO > ENTREVISTA / JOSÉ CASTELLO

Na fronteira de jornalismo e literatura

Por Paulo Lima em 06/04/2004 na edição 271

Normalmente produzida para consumo ligeiro e publicada nos jornais, a crônica é uma espécie de instituição nacional, a exemplo da caipirinha e do Carnaval, por graça e obra de um time de craques como Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Rezende e Carlos Drummond de Andrade, cuja tradição tem sido perpetuada por uma geração atual de escritores, entre eles Affonso Romano Sant’ana, Nélida Piñon e João Ubaldo Ribeiro. O gênero é híbrido da literatura e do jornalismo. O fato diário é a sua matéria-prima. De notícias e não-notícias se faz uma crônica, ensinou Drummond de forma emblemática numa de suas inúmeras incursões como cronista.

O livro Melhores crônicas, reunindo uma seleção de crônicas do jornalista e escritor José Castello, de 53 anos, subverte, por assim dizer, esse cânon habitual. A realidade de Castello é diversa daquela normalmente observada na crônica que pontifica em nossos jornais diários. Embora escritas originalmente para o Caderno 2 do Estado de S. Paulo, elas passam ao largo de temas bocejantes e usualmente explorados, como política e economia. O universo de Castello é a literatura e o seu ‘avesso bufo’, como escreve Leyla Perrone-Moisés na apresentação da obra. E a forma utilizada, se é que se pode chamar assim, é algo fronteiriço entre a crônica e o conto. ‘Se minhas crônicas são contos, como disse o crítico literário Wilson Martins, ou se são mesmo crônicas, como prefere a crítica literária Leyla Perrone Moisés, organizadora do livro, é uma questão que me escapa, que está além de mim’, diz o autor.

De fato, saber se são crônicas ou contos talvez não venha mesmo ao caso. Importa a alquimia absolutamente desconcertante que Castello produz para fazer troça dos escritores e seu ofício. Em Inventário das sombras, livro que escreveu em 1990, ele reúne retratos de escritores que entrevistou ao longo de sua carreira de jornalista, como Clarice Lispector, José Saramago, Alain Robbe-Grillet e Nelson Rodrigues. Nas crônicas, Castello busca o reverso dessa literatura por assim dizer séria e autocomplacente. ‘Sempre tive o desejo de, através delas, fazer uma autocrítica do mundo literário. Digo autocrítica porque também faço parte dele, também sou parte desse mundo’, afirma.

Em Uma visita ao sanatório das letras, por exemplo, Castello apresenta U.U., o escritor mais vaidoso que ele conhece. E cabe aqui imaginar que o sanatório no fundo representa as academias, os clubinhos fechados e igrejinhas tantas que se estabelecem a partir da vaidade e dos egos inflados dos escritores. Noutra crônica, vê-se Zelda Carlberg, ‘autora do célebre Fala baixo que não sou surda‘, que poderia soar como uma alusão irônica aos best-sellers que entulham as estantes e fazem pequenas fortunas. Conhecemos Gastão Pinheirinho, um escritor que não sabe se escreve para se perder ou para se encontrar, e T, um escritor notável. Humor e literatura à parte, o leitor é conduzido por um labirinto de situações surrealistas, psicológicas e de terror que revelam algumas influências literárias como Borges, Kafka e Clarice Lispector.

José Castello é jornalista formado pela Escola de Comunicação da UFRJ, onde também fez mestrado em Comunicação. Foi repórter da Veja, redator do semanário Opinião, chefe da sucursal carioca da IstoÉ e editor dos suplementos Idéias/Livros e Idéias/Ensaios, ambos do Jornal do Brasil, além de cronista do Estado de S.Paulo. Seu envolvimento com a literatura rendeu ao público os livros O poeta da paixão, biografia de Vinícius de Moraes (1993), Vinícius de Moraes, uma geografia poética (1999), João Cabral de Melo Neto, o homem sem alma (1999), Na cobertura de Rubem Braga (1999), Inventário das sombras (1999) e o recentíssimo Pelé, os dez corações do rei. Apesar dessa multiplicidade, para ele ‘só existe um Castello, o sujeito que trabalha nessa fronteira jornalismo-literatura’. De Curitiba, onde mora desde 1994, ele concedeu por e-mail a entrevista que se segue.

***

Suas crônicas não têm o aspecto tradicional desse gênero. Às vezes se parecem com contos. O senhor as escreve com a intenção de produzir contos ou crônicas?

José Castello – Não acredito que as diferenças clássicas entre os gêneros literários tenham qualquer significado, qualquer utilidade hoje em dia. Vivemos um século novo, de fragmentação e de transformação aceleradas. A era dos transgênicos, dos transsexuais, das transnacionais, uma época que se passa ‘entre’ os gêneros, na fronteira do que até hoje conhecemos. Se minhas crônicas são contos, como disse o crítico literário Wilson Martins, ou se são mesmo crônicas, como prefere a crítica literária Leyla Perrone-Moisés, organizadora do livro, é uma questão que me escapa, que está além de mim. Eu me limitei a escrevê-las, sem nenhuma intenção de escrever isso, ou aquilo.

Em quanto tempo costumava escrevê-las?

J.C. – Eram crônicas que eu escrevi, durante 9 anos, semanalmente, para o Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo. Eram publicadas sempre às terças-feiras e eu as enviava para a redação na sexta-feira anterior. Em geral, começava a escrever na segunda e me alongava durante toda a semana trabalhando cada dia um pouco nelas.

As crônicas foram originalmente escritas para jornal. Os prazos do jornal lhe incomodavam?

J.C. – Foi uma boa experiência escrever com prazos rígidos, um exercício muito bom. Como também foi importante escrever sempre com um limite rígido de linhas – no caso, eram 66 linhas em times new roman, corpo 14. Em suas primeiras versões, minhas crônicas, ou contos, eram sempre bem maiores que isso e foi um exercício fabuloso o de cortar, cortar e cortar, até chegar ao tamanho que o jornal desejava. Creio que aprendi muito com ele, até porque, em geral, tenho tendência a ser prolixo e até meio barroco quando escrevo.

Há algum componente autobiográfico nas crônicas?

J.C. – Certamente há, o que não quer dizer que elas sejam confissões, ou autobiografia disfarçada. Lembro sempre de uma frase de Clarice Lispector: ‘Eu não escrevo o que eu quero, eu escrevo o que eu sou’. Não é preciso fazer confissão, catarse, desabafo, para estar presente, de corpo inteiro, num texto literário. A gente está sempre presente, de modo indireto, disfarçado, deturpado, mentiroso até, mas está.

O senhor pretendeu criticar algum escritor em particular com essas crônicas?

J.C. – Bem, sempre tive o desejo de, através delas, fazer uma autocrítica do mundo literário. Digo autocrítica porque também faço parte dele, também sou parte desse mundo. Como todo grupo profissional, ou social, os escritores também são dados a vícios, a manias, a vaidades, a exageros. Quando critico os escritores, me incluo nessa crítica., critico um pouco também a mim mesmo.

O senhor tem algum método de trabalho, alguma disciplina?

J.C. – Não só nas crônicas, mas em meus livros, seja romance, retrato, biografia, ensaio, como mesmo em minhas críticas literárias e entrevistas, faço sempre uma primeira versão com inteira liberdade, quer dizer, vou despejando no papel aquilo que me vem à cabeça sem qualquer censura, sem qualquer preocupação. Fico, depois disso, diante de uma espécie de copião, de grande rascunho, e o trabalho mais gostoso é o de mexer nesse rascunho, cortá-lo, alterá-lo, reescrevê-lo, retocá-lo, até chegar ao que busco. E, para dizer a verdade, chego, quase sempre, a algo bastante diferente do que busco, o que mostra, a meu ver, o pouco domínio que temos sobre aquilo que fazemos. O escritor trabalha com a liberdade, sem liberdade interior ninguém consegue escrever. Mas deve ser capaz também de aceitar aquilo que lhe vem, aquilo que se impõe sem que tenha escolhido ou desejado, ou será sempre um escritor medíocre, um burocrata da escrita.

As crônicas revelam também situações de terror e de realismo mágico. O senhor pretendeu homenagear gêneros literários ou autores favoritos?

J.C. – Não, não tive essa intenção deliberada. O clima de terror está muito arraigado em minha memória, creio que vem dos anos em que, quando menino, estudei com os jesuítas. Os jesuítas, ao menos naquela época, tinham uma visão tenebrosa e obscura da religião e eu, que fui um menino tímido e hipersensível, me deixei influenciar e aterrorizar muito por ela. Creio que, agora, adulto, volto a trabalhar, de modo mais distanciado e racional, com esses sentimentos e essas lembranças. Quanto ao realismo mágico, bem, fui um leitor muito entusiasmado, durante muito tempo, do chamado realismo mágico hispano-americano e essas influências não se perdem. Mas não tive intenção alguma de ser um discípulo, ou sucessor desses escritores. O que você chama de realismo mágico vem talvez da visão que tenho da realidade, que é sempre cheia de furos, de enigmas, de obscuridades. A meu ver, não existe nada mais real que o mistério, e talvez por isso há muito tempo me afastei da religião.

O senhor escreve também biografias, romances e contos. Qual desses gêneros representa um desafio maior? Por quê?

J.C. – As biografias exigem muita disciplina, muito abnegação e muito rigor. É um gênero que beira a história e o trabalho do historiador não depende apenas dele, mas das fontes a que tem a sorte de ter, ou não, acesso. Só escrevi, a rigor, uma biografia clássica, O poeta da paixão, biografia de Vinicius de Moraes publicada em 1993 pela Companhia das Letras. Outros livros de fundo biográfico que escrevi, como O homem sem alma, sobre João Cabral, e Na cobertura de Rubem Braga não são, na verdade, biografias. Eu prefiro dizer que são ‘retratos’, pelo que guardam de intimista, de impressionista e de pessoal. São apenas um olhar que lancei sobre esses personagens-escritores, sem pretensão alguma de esgotar suas vidas, como em geral os biógrafos têm.

Como é que o jornalista Castello convive com o escritor Castello, e vice-versa?

J.C. – Só existe um Castello, o sujeito que trabalha nessa fronteira jornalismo-literatura. Gosto muito dessa identidade dupla e, portanto, híbrida, escorregadia. Ela me concede uma imensa liberdade. Acho que convivo bastante bem comigo, embora, como todo mundo, às vezes passe uns períodos meio ‘brigado’, ou indisposto comigo mesmo. Mas a vida é assim, é conflito, inclusive conflito interior, é movimento. A idéia de que a vida é fixa, estável e pode ser explicada é idealista e, a meu ver, não existe nada mais pernicioso, nada mais cruel que o idealismo.

O que a mudança para Curitiba acrescentou de novo ao escritor Castello?

J.C. – Curitiba me deu o silêncio, a introspecção, a meditação, essas coisas que só são possíveis, realmente, em cidades frias. E, quando digo frias não me refiro só a meteorologia, mas também a temperamentos. O curitibano é frio, distanciado, formal, introvertido, desconfiado. Isso muitas vezes é um defeito, e um defeito grave, mas outras vezes ajuda muito. Para um escritor, é muito útil.

Clarice Lispector uma vez afirmou, analisando alguns de seus contos, que o senhor tinha medo. E que, para escrever, não se pode ter medo. Escrever é mesmo um ato de coragem? Por quê?

J.C. – Como já disse, ninguém tem controle algum sobre aquilo que escreve. Daí o medo: você começa a escrever uma coisa e lhe sai outra, e aí vem o susto, a surpresa, às vezes até o horror diante daquilo que encontrou. E não dá para se desculpar e dizer que aquilo veio de fora, porque não veio, aquilo veio de dentro de você! Mas é um medo como o que sentem, imagino, os adeptos das montanhas-russas – o que não é o meu caso, tenho verdadeiro pavor de montanhas-russas. Um medo que desafia, que estimula, que te mostra que você está vivo e, mais que isso, que guarda dentro de si muito mais vida do que poderia imaginar.

Clarice Lispector dizia que escrever é uma maldição. O senhor concorda?

J.C. – Não sei se é uma maldição. Não acredito muito. De fato, é algo que se impõe, mas é algo também que se escolhe. Se aquilo se impõe mas você renega, e não escolhe, então não dá para escrever. É preciso reconhecer em si mesmo a vocação, os sentimentos ardentes que te levam às palavras, e se entregar a eles. Dá medo, sim, mas também dá muita alegria.

O senhor acha que livros como Harry Potter, os best-sellers e os textos de auto-ajuda podem contribuir para criar leitores mais exigentes no futuro?

J.C. – Não tenho preconceito algum contra Harry Potter ou os best-sellers. Ao contrário, acho que eles ajudam a formar leitores e, portanto, prestam um grande bem à literatura. Li três volumes das aventuras de Harry Potter por motivos profissionais e, para ser sincero, não me interessaram. Me pareceram muito banais e previsíveis. Mas eu não sou o dono de nenhum padrão de gosto, cada um tem seus próprios padrões, e um livro que bate mal em mim pode bater muito bem em você. Por exemplo, não tenho dúvida alguma de que Guimarães Rosa é um dos maiores escritores brasileiros do século 20, mas a leitura de seus romances, para dizer a verdade, não chega a me entusiasmar. Te pergunto: isso tem alguma coisa a ver, interfere de alguma maneira na obra de Rosa? Não interfere nada. É um problema meu, e não dele.

Numa de suas crônicas o senhor descreve o escritor Gastão Pinheirinho, que não sabe se escreve para se perder ou para se encontrar. O senhor escreve para se perder ou para se encontrar?

J.C. – Creio que, como Gastão Pinheirinho, eu escrevo pelos dois motivos. Muitas vezes, para você se encontrar é preciso se perder antes. Se você não se entrega à realidade, se não aceita as coisas como são, ainda que não possa compreendê-las, não consegue viver com plenitude. Ao escrever, a gente se perde mas também se encontra. As coisas têm sempre sentidos duplos, são ambíguas, jamais guardam um único significado. Por isso a vida é rica e interessante, não acha?

Noutra crônica, menciona U.U, o escritor mais vaidoso de que se tem notícia. O senhor se sente tocado pela vaidade quando escreve?

J.C. – Mas é claro, a vaidade é um sentimento humano, dos mais fortes, e eu sou humano antes de ser escritor. O problema não é a vaidade, que pode ser positiva, mas sim o que você faz com ela. Há um pensamento de Mário de Andrade a respeito de que gosto muito: ‘Todo escritor acredita naquilo que escreve. Se mostra, é por vaidade. Se não mostra, é por vaidade também’. Nunca estamos livres da vaidade, assim como nunca estamos livres dos sentimentos humanos. Somos falhos, somos vaidosos, somos tolos, somos muito ignorantes, e é com isso também que fazemos literatura, não só com aquilo que supostamente temos de belo e de especial.

Em suas crônicas, há muito humor, a começar pelos nomes dados aos personagens. Isso é deliberado? É uma maneira de ironizar a seriedade com que se costuma tratar a literatura?

J.C. – Provavelmente sim, embora eu não tenha tido essa intenção deliberada. O humor faz parte da vida, e está presente mesmo nas situações mais dramáticas. É claro, não me interesso pelo humor debochado, grosseiro, preconceituoso – por exemplo, o que hoje predomina na televisão. Esse eu repudio. Mas isso não quer dizer que se possa negar a importância do humor. O humor é um impulso vital, que aponta para a leveza, para a sensatez, para o distanciamento, valores sem os quais não se pode viver.

Nas crônicas, os escritores acabam sucumbindo a si próprios, se perdem nos seus próprios labirintos. A literatura, então, extravia em vez de salvar?

J.C. – Extravia e salva, condena e absolve, ajuda e atrapalha, cansa e dá prazer. Essas coisas vêm sempre juntas. Não somos cômodas em que cada sentimento está guardado numa gaveta separada. Ao contrário, e isso é o mais difícil, mas também o mais fascinante, em nós os sentimentos, como as idéias, vêm sempre embaralhados, misturados, atolados mesmo. A vida não é simples, como a literatura poderia ser simples?

Quem são, para o senhor, os cinco maiores escritores brasileiros de todos os tempos? Por quê?

J.C. – É difícil responder. Os maiores de todos os tempos? Não me arrisco. Posso falar de alguns que são muito importantes para mim. Clarice, Hilda Hilst, Vinicius, João Cabral, Mário de Andrade, Nelson Rodrigues, são tantos! Essas listas são sempre perigosas, e mesmo falsas, porque para valerem alguma coisa seria preciso que a gente pudesse explicar, nome a nome, por que os está incluindo. Os nomes em si não querem dizer quase nada.

Qual a sua opinião sobre as oficinas para escritores? Escrever é algo que pode ser ensinado?

J.C. – Não sei se ensinado, acho que não. Mas pode e deve ser exercitado, e para isso, creio, servem as oficinas. É muito importante ter a opinião do outro, aprender a ouvir, é claro se isso não se tornar algo sufocante, ou castrador. Eu acho que nunca é demais ouvir os outros, experimentar outras perspectivas, ver as coisas de outra maneira. Contanto que, depois disso, você não perca a liberdade, faça as escolhas segundo seus próprios padrões, de acordo com seu próprio gosto e consciência.

Como vê o jornalismo de hoje, sobretudo o jornalismo cultural?

J.C. – O jornalismo passa, a meu ver, por uma grande crise. É uma conversa longa. Para resumir: creio que o grande problema do jornalismo hoje, falo do jornalismo escrito, é pretender competir com a televisão. Vivemos num mundo dominado pelas imagens, pela informação instantânea, pelas respostas imediatas. E o jornalismo escrito é, ou devia ser, o lugar da reflexão, da lentidão, do aprofundamento, da meditação. Mas infelizmente não é. Isso não quer dizer que não tenhamos, no Brasil, estupendos jornalistas da área cultural. Cito um, apenas um, com quem tive o privilégio de trabalhar durante muitos anos: Evaldo Mocarzel, que foi o editor do Caderno 2 do Estadão, em grande parte do período em que eu era cronista do jornal. Um cara inquieto, com uma curiosidade insaciável, que trabalha com a cabeça mas também com muita emoção. Ele é bem mais novo do que eu, mas aprendi muito com ele.

Roberto Drummond dizia que o jornalismo é o túmulo da literatura. Concorda com ele?

J.C. – Acho essa visão meio dramática. Pode ser, se você ficar na redação se lamentando porque não tem tempo para escrever. Mas pode ser o contrário, pode ser muito enriquecedor, porque o jornalismo te joga de cabeça na realidade, te expõe completamente.

O senhor acredita que os jornais podem vir a criar leitores de qualidade um dia?

J.C. – E por que não? Para isso, basta fazer um jornalismo de qualidade, é tão simples.

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Estudante de Jornalismo da Universidade Tiradentes (SE) e editor do Balaio de Notícias (http://www.sergipe.com/balaiodenoticias)

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