Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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ARMAZéM LITERáRIO >

No dia-a-dia da política

Por Franklin Martins em 20/06/2005 na edição 334

Este livro foi escrito, principalmente, para os jovens repórteres e estudantes de comunicação que, de uma maneira ou de outra, se interessam pela cobertura política e pensam em atuar nela um dia. Das palestras para universitários e das conversas com repórteres iniciantes, saio sempre com a sensação de que, ao lado da enorme curiosidade sobre o dia-a-dia do jornalismo político, há também grande desconhecimento a respeito das dificuldades, dos obstáculos, dos estímulos e das gratificações que encontramos pela frente. Como já tenho um bom tempo de estrada e passei por quase todos os tipos de mídia, cheguei à conclusão de que minhas experiências e reflexões poderiam ajudar a turma mais nova a abrir seu próprio caminho.

Faz mais de quatro décadas que, ainda moleque, com quinze anos, comecei a trabalhar em jornal. De lá para cá, fiz de tudo um pouco. Cobri geral, internacional, agricultura e política – muita política. Mexi com jornal, agência de notícias, rádio, televisão e internet. Atuei na imprensa estudantil e sindical. Durante a ditadura, passei mais de dez anos escrevendo em jornais clandestinos e ajudando a publicá-los. Colaborei com a imprensa alternativa no período da redemocratização. Anistiado, trabalhei em jornais nanicos e, mais tarde, em jornalões. Fui foca, repórter, redator, correspondente internacional, editor, colunista – e chefe também. Mas gosto mesmo é de correr atrás de notícia e de interpretar os fatos no momento em que eles estão ocorrendo.

Críticas e sugestões

Talvez seja pretensão, mas espero também que este livro possa contribuir de alguma forma para que o grande público entenda um pouco mais o trabalho dos jornalistas e tenha uma idéia mais clara sobre sua rotina, cacoetes, dúvidas, sonhos, angústias e alegrias. Por isso mesmo, evitei usar linguagens cifradas e dirigir-me apenas aos iniciados. Nós, jornalistas, exercemos uma profissão importante demais para nos comportarmos como integrantes de uma seita. Precisamos da vigilância e da crítica permanente da sociedade. Quanto mais conhecerem o nosso trabalho, melhor. Mais precisas serão as cobranças e mais razoáveis, as expectativas.

Sou muito grato a todos que me ajudaram a checar fatos, tirar dúvidas e esclarecer episódios mencionados neste livro. Agradeço especialmente a Christiana Lôbo, Eliane Cantanhede, Helena Chagas, João Domingos, Luiz Carlos Azedo, Tales Faria e Tereza Cruvinel, que não só tiveram a paciência de ler os originais, como fizeram críticas e sugestões extremamente valiosas. Como de praxe, registro que ninguém, além do próprio autor, é responsável pelo que aqui vai publicado. (Brasília, abril de 2005)

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Jornalista

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