Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ARMAZéM LITERáRIO > ESPANHA

Novo jornal quer competir com pagos e gratuitos

02/10/2007 na edição 453

Chegou às já abarrotadas bancas espanholas, na semana passada, um jornal diferente. Pelo menos em sua proposta, o Publico quer ser uma espécie de jornal intermediário: custa metade do preço de seus rivais pagos e tem o triplo de páginas dos gratuitos. O objetivo é roubar leitores dos dois lados. ‘Nós podemos chamar este jornal de um tipo de híbrido’, afirma o presidente da Associação de Investigação de Mídia de Massa, Carlos Lozano.

Cria do grupo de mídia espanhol Mediapro, o jornal tem como destaque assuntos relacionados a arte, ciência e esportes, além de mais gráficos, fotos maiores e artigos mais curtos que as publicações tradicionais pagas. E enquanto a maioria delas cobra um euro, o Publico custa 50 centavos de euro.

O alvo do novo jornal é a juventude urbana que começou a ler diários graças à chegada dos tablóides gratuitos, mais despojados que os jornalões tradicionais. ‘Política não será um tema a que dedicaremos a maior parte de nosso tempo e nosso esforço’, resumiu o diretor Ignacio Escolar pouco antes do lançamento do Publico, a seis meses das eleições gerais.

Revolução no mercado

A circulação inicial do jornal é de 250 mil cópias, mas a Mediapro não divulga a previsão de vendas. Dos dez jornais mais lidos da Espanha, quatro são gratuitos. Segundo Lozano, a onda de publicações gratuitas que tomou conta da Europa deu início a uma certa revolução na indústria, pois ampliou o número de leitores de jornais. ‘A imprensa paga atrai geralmente pessoas mais velhas, de classes sociais mais elevadas. Os jornais gratuitos aumentaram esta base, com leitores mais jovens, pessoas de classes sociais mais baixas e imigrantes’, explica.

O diário gratuito 20 Minutos é, com 2,37 milhões de leitores, o jornal mais lido da Espanha, seguido pelo diário esportivo Marca e pelo jornal pago de esquerda El País, com 2,18 milhões. O Publico também tem inclinação esquerdista e, neste sentido, deverá fazer competição direta ao El País, publicado pelo grupo Prisa – grande rival do Mediapro. Informações de Fabien Zamora [AFP, 23/9/07].

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