Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ARMAZéM LITERáRIO > EM CIMA DO LANCE

Os bastidores do Grupo Silvio Santos

Por em 19/09/2011 na edição 660

Aprendi fazendo – Minha história no grupo Silvio Santos, do Baú da Felicidade à crise no Banco PanAmericano, de Luiz Sebastião Sandoval, 224 pp., Geração Editorial, São Paulo, 2011

 

[do release da editora]

Muito mais do que a trajetória de um líder empresarial vencedor, Aprendi Fazendo, de Luiz Sebastião Sandoval, lançado pela Geração Editorial, revela detalhes dos bastidores da história do Grupo Silvio Santos, do crescimento e consolidação até a crise do Banco PanAmericano, em novembro de 2010. O livro é o testemunho isento de quem participou de momentos decisivos do Grupo e pediu demissão na hora certa. “Você foi brilhante e eficiente”, escreveu-lhe no mês seguinte o ex-patrão. “O que aconteceu foi inexplicável até para especialistas”, acrescentou, referindo-se ao problema do PanAmericano.

No livro, que traz um caderno de fotos históricas, Sandoval narra a sua trajetória rica em desafios, lutas e vitórias e a do Grupo. “Tive o privilégio de conviver profissionalmente com brilhantes companheiros, que continuam sendo amigos do coração”, diz o autor. “Confesso que a saudade machuca, mas minha missão no Grupo terminou. Tenho orgulho de tudo que fiz e admiração pelos que me auxiliaram a fazê-lo.”

Na apresentação de Aprendi Fazendo – Minha história no Grupo Silvio Santos, do Baú da Felicidade à crise no Banco PanAmericano, o professor de pós-graduação da FGV-São Paulo José Luiz Tejon Megido destaca que Sandoval mostrou-se “criativo nos dribles da vida” desde a infância e durante a carreira profissional “aprendeu e ensina que a criatividade é a expressão da alma”. Como presidente de um dos grupos mais diversificados do país, Sandoval teve participação decisiva em produtos e negócios inovadores como a Tele Sena, a empresa de cosméticos Jequiti e o banco. Também revelou “a liderança e a coragem maior de um líder: saber sair e transformar-se”.

“Minha admiração por Silvio aumentou”

Abram Szajman, presidente da Fecomercio-SP, no prefácio do livro, acrescenta que Sandoval possui outra qualidade rara – a lealdade –, além de competência, sensibilidade empresarial e vocação empresarial. “O extenso currículo profissional e a história de vida de Luiz Sandoval mostram que a lealdade, somada às demais virtudes, fez dele paradigma do homem integral”, escreve Szajman. “Foi por isso que o pequeno mascate passou a administrar, no ápice da carreira, orçamentos que chegam aos bilhões de reais.”

Liderar, para Luiz Sandoval, é engajar os colaboradores nos objetivos da empresa e trabalhar em conjunto com todos, com desapego e respeito. Ele nunca hesitou em ser líder, em vez de chefe. Livro de leitura fácil e rápida, Aprendi Fazendo traz outras lições do autor. Lembra, por exemplo, que um líder eficaz deve buscar colaboradores capazes, independentes e autoconfiantes, atributos que reforçam a liderança. “Requisito básico para um líder é ver a liderança como uma responsabilidade, e não como uma posição de privilégios”, escreve. O cliente merece atenção especial. O autor de Aprendi Fazendo lembra que “nada é mais importante e lucrativo para a organização que ouvir o cliente, ele é o juiz da forma de agir e do comportamento da organização. Do seu julgamento não cabe recurso, e sim, mudança.”

Num dos pontos altos de Aprendi Fazendo, Sandoval conta como e por que Silvio Santos convenceu João Havelange e Nascimento Brito a desistirem da compra de uma emissora de TV dele – o cheque do sinal já pronto, no valor equivalente a um milhão de dólares, foi rasgado no ato. “Fiquei atordoado com tudo aquilo, mas minha admiração pelo Silvio aumentou ainda mais”, afirma.

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