Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

ARMAZéM LITERáRIO > ARTES DO OFÍCIO

Para encorajar a excelência profissional

24/11/2009 na edição 565

[do release da editora]

Para vários estudiosos, foi esta vigorosa defesa do ensino superior específico o que mudou a percepção da sociedade civil norte-americana e da própria indústria jornalística sobre o ofício: de mero ramo de negócio – marcado pelo exacerbado sensacionalismo praticado no final do século 19 – para uma profissão intelectual de nível universitário, com obrigações e responsabilidades de serviço público. Seu autor, o publisher Joseph Pulitzer, que tornara The World o principal jornal de Nova York, via a sua reputação arranhada pelo envolvimento nas encarniçadas batalhas pela audiência que fizeram a má fama do jornalismo marrom (lá, yellow journalism), e decidiu associar o seu nome a iniciativas mais nobres: doou milhões de dólares para a criação da primeira faculdade de Jornalismo dos Estados Unidos (que afinal foi a segunda, em Columbia) e a instituição de um prêmio anual ‘para encorajar e distinguir a excelência no jornalismo’.

Em 1904, já cego, Pulitzer ditou este texto em resposta aos críticos de seu projeto: ao defender a Escola de Jornalismo, estabelece também os cânones modernos da profissão e produz um clássico da sua teoria normativa. Publicado pela primeira vez em português na série Jornalismo a Rigor, é uma referência indispensável para publishers, executivos e profissionais do jornalismo, assim como para professores, pesquisadores e estudantes – e, talvez, para ministros do Supremo Tribunal Federal.

O autor

Joseph Pulitzer (1847-1911) nasceu na Hungria e emigrou para a América em busca de uma carreira militar. Lutou na Guerra da Secessão e sobreviveu depois como trabalhador braçal, até se formar em Direito. Em Saint Louis, Missouri, foi advogado, político, repórter e editor, tornando-se sócio e depois proprietário do Post-Dipatchs. Em 1883, comprou o falido The World, de Nova York, e aumentou a sua tiragem de 15 mil para 600 mil exemplares, através de inovações gráficas e editoriais, sensacionalismo, reportagens investigativas, campanhas cívicas em defesa dos trabalhadores e denúncias de corrupção contra os poderosos da época. Seu embate com o governo de Theodore Roosevelt tornou-o um símbolo da defesa da Liberdade de Imprensa. Duas décadas após a sua morte, foi eleito ‘o maior jornalista de todos os tempos’ pela Associação Norte-americana dos Editores de Jornais. O prêmio que leva o seu nome é a principal distinção que um jornalista pode ganhar nos Estados Unidos.

O livro: traz a íntegra do texto original em inglês, acompanhada pela tradução para o português, realizada pelos jornalistas Jorge Meditsch e Eduardo Meditsch.

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O lançamento: acontece no dia 26, quinta-feira, a partir das 20 horas na ECA-USP em São Paulo, na sessão de lançamentos do Congresso da SBPJor e também no dia 2 de dezembro, em Florianópolis.

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