Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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ARMAZéM LITERáRIO >

Por uma cobertura crítica dos esportes

Por Heródoto Barbeiro e Patrícia Rangel em 23/05/2006 na edição 382

Jornalismo é jornalismo, seja ele esportivo, político, econômico, social. Pode ser propagado em televisão, rádio, jornal, revista ou internet. Não importa. A essência não muda porque sua natureza é única e está intimamente ligada às regras da ética e ao interesse público.

Dito isso, ressaltamos que trabalhar com jornalismo esportivo tem suas especificidades. Ele se confunde, freqüentemente, com puro entretenimento. Isto, por seu lado, propicia o aparecimento de alguns poucos ‘coroados’ e o envolvimento com outras atividades incompatíveis com a prática do jornalismo, como agenciamento de publicidade, marketing e política privada dos clubes, federações, confederações e empresas.

Neste Manual do jornalismo esportivo apresentamos algumas sugestões para fazer jornalismo esportivo e também algumas técnicas. Além de apresentarmos as leis desportivas, termos de várias atividades que podem facilitar o dia-a-dia de quem atua na área e, ainda, uma proposta de novo modelo esportivo.

Convidamos os leitores – tantos jovens jornalistas como veteranos – a participar dessa polêmica com espírito crítico. Nossa profissão rejeita acomodados. Precisamos do debate para mudar, para melhor, nossa prática.

Um ponto que pode gerar boas discussões é a definição de esporte. A competição deve ser entre seres humanos e suas habilidades, treinos, esforços, superação pessoal, física e psíquica, enfim, com equipamentos semelhantes. Assim, os principais componentes do esporte são: desenvolvimento físico, regras definidas e competição. Portanto, atividades recreativas, como pesca, caça, esqui e alpinismo, já estão fora dessa classificação, de um lado. De outro, também não consideramos esporte o automobilismo e outras competições motorizadas porque a condição da máquina pode influenciar no resultado, ou seja, eles não dependem exclusivamente do piloto (o atleta, no caso), de suas habilidades pessoais. Além de não ser reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), ou seja, não participar de Olimpíada. Ainda assim, por saber que a atividade ganha bom espaço no noticiário esportivo, apresentamos os principais termos do automobilismo em um capítulo.

Apresentamos várias propostas que estão abertas às críticas e mudanças próprias de uma atividade que está sempre em equilíbrio dinâmico. Escrevemos este livro com paixão, a mesma de todos os colaboradores que participam e a quem queremos deixar nosso reconhecimento e gratidão.

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Ele, jornalista, apresentador do Jornal da CBN e do Jornal da Cultura, gerente de jornalismo do Sistema Globo de Rádio, colunista do jornal Diário de São Paulo e da revista Imprensa; ela, jornalista e publicitária, professora da Faculdade Rio Branco e da Uniban. pós-graduada em Comunicação Jornalística e mestranda pela ECA/USP

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