Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ARMAZéM LITERáRIO > CHICLETE COM BANANA

Quadrinhos e humor para jamais esquecer

Por Omar L. de Barros Filho em 03/07/2007 na edição 440

O incansável espírito anarquista de Toninho Mendes, um dos melhores editores de arte do país, PhD na ciência de resolver problemas gráficos insolúveis, formado nas redações dos jornais Versus e Movimento durante a década de 1970, volta às bancas com mais um (re)lançamento. Agora, pensando no prazer dos colecionadores e na documentação dos caminhos das HQs no Brasil, está lançando a Antologia da Chiclete com Banana, dividida em 16 fascículos. O primeiro deles já está nas ruas de São Paulo e Porto Alegre, mercados-pilotos, mas logo chegará às outras cidades do país.

Como bem sabem os leitores aficionados dos quadrinhos de humor punk brasileiro, a Chiclete com Banana, construída em torno da ácida genialidade e da inventividade do cartunista Angeli e de Toninho Mendes [é preciso registrar a participação especial de Laerte e Glauco, que também tripulavam essa barca insensata], marcou época entre 1985 e 1995. Foram mais de três milhões de exemplares vendidos (esgotados) e cerca de 2.300 páginas desenhadas e produzidas.

A Antologia reunirá, a partir de agora, em cada gibi seriado, o melhor das 24 edições normais, além do material mais representativo editado em 10 especiais da Chiclete, incluindo outra dezena da série ‘Tipinhos Inúteis’, que formarão uma edição definitiva para os colecionadores.

É bom relembrar que a Chiclete estourou já no lançamento, a partir de outubro de 1985, quando a chamada Nova República (hoje já com cheiro de mofo) mudou o cenário político brasileiro, exausto da estupidez cultivada em 21 anos de regime militar. Vale a pena colecionar e guardar esse documento debochado que não envelhece. Ao contrário, segue atual e provocador nas palavras e nos gestos absurdos de Bob Cuspe, Rê Bordosa, o tarado Edi Campana e mente oligofrênica de Meiaoito, o último comunista engraçado da história da revolução nacional e mundial. Ou será o único?

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Clique aqui para ler um pré-histórico editorial (ainda fresco) – ‘A Quebrada da Esquina’ – assinado por Angeli no lançamento da revista, em outubro de 1985.

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Jornalista, editor do Via Política, Porto Alegre, RS

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