Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ARMAZéM LITERáRIO > LÍBIA

Quatro jornalistas do NYTimes desaparecidos

17/03/2011 na edição 633

Quatro jornalistas do jornal americano The New York Times estão desaparecidos na Líbia – Anthony Shadid, chefe da sucursal em Beirute e ganhador duas vezes do prêmio Pulitzer por reportagem internacional; Stephen Farrell, repórter e videorrepórter que foi seqüestrado pelo Talibã em 2009 e resgatado por britânicos; e dois fotógrafos,Tyler Hicks and Lynsey Addario, que atuavam no Oriente Médio e África. Editores informaram que entraram em contato com os repórteres pela última vez na terça-feira (15/3) pela manhã, no horário de Nova York.


O jornal disse que recebeu relatos de que os profissionais teriam sido detidos pelo governo, mas o editor-executivo Bill Keller afirmou que não conseguiu confirmar esta informação. ‘Conversamos com autoridades do governo em Trípoli e elas nos disseram que estão tentando descobrir onde estão os jornalistas. Ficamos gratos em saber que o governo garantiu que, se eles foram capturados, serão liberados rapidamente e sem danos’, afirmou. ‘Suas famílias e colegas no NYTimes estão ansiosamente buscando por informações sobre sua situação e rezando para estarem bem’.


Os protestos no mundo árabe tornaram a região extremanente perigosa para jornalistas. Durante a revolta que tirou do poder o presidente do Egito, Hosni Mubarak, jornalistas foram repetidamente ameaçados, agredidos e detidos. Dois repórteres do NYTimes foram presos no país e liberados sem ferimentos. A correspondente sul-africana Lara Logan, da CBS News, foi violentada no Cairo. Na semana passada, a BBC noticiou que quatro jornalistas da sua equipe foram detidos por forças de segurança de Muammar Gaddafi, na Líbia. Eles foram agredidos verbal e fisicamente. O repórter brasileiro Andrei Netto, do Estado de S. Paulo, passou oito dias preso.


Segundo Susan Chira, editora internacional do NYTimes, há procedimentos diários para monitorar os jornalistas nas zonas de conflito. ‘Esperamos o contato deles várias vezes ao dia – assim como seus colegas em campo, que nos alertam de qualquer problema’, disse. Informações de Jeremy W. Peters [New York Times, 16/3/11].


 

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