Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ARMAZéM LITERáRIO > BBC ONLINE

Rede tem planos de lucrar com serviços de internet

03/04/2006 na edição 375

A BBC Worldwide, braço comercial da rede de televisão pública britânica, pretende lançar um sítio financiado por anúncios publicitários no próximo ano, em um esforço para lucrar com a popularidade da BBC no exterior, como informa Jane Martinson [The Guardian, 29/3/06]. O novo sítio – BBC.com – faz parte dos planos da BBC Worldwide de encontrar fontes alternativas de lucro. Também estaria sendo testada uma versão comercial do Interactive Media Player, que permite que telespectadores façam o download de programas da BBC em seus computadores sete dias depois deles terem ido ao ar. Este serviço possibilitaria aos usuários assistirem aos episódios de seus programas favoritos, como Doctor Who, The Office e Little Britain, quando não puderem assistir na televisão, ou ainda comprar toda a série.

Alvo de críticas

No entanto, ambos os serviços propostos provavelmente serão criticados pelas emissoras rivais da BBC; muitas delas já reclamaram sobre a rede adquirir vantagens comerciais em cima de sua programação, que é financiada por taxas públicas. O governo britânico decidiu este ano que a BBC continuará recebendo financiamento público anual até 2016, quando a questão voltará a ser avaliada. Um executivo de uma emissora rival afirmou que qualquer proposta de disponibilizar anúncios na BBC.com seria ‘provocadora’ e poderia prejudicar a competição no setor da mídia.

David Moody, diretor de estratégia e membro do conselho da BBC Worldwide, rejeita tais acusações. Como uma organização comercial que ‘compra os direitos da BBC a tarifas comercias’, a Worldwide poderia reinvestir seus lucros no interesse daqueles que pagam a taxa, afirma. ‘O que nós estamos investigando é: a BBC deveria lucrar no exterior e dar um retorno àqueles que pagam a taxa através da melhoria da programação?’, diz Moody.

A BBC.co.uk tem cerca de um bilhão de page views por mês, acessados de fora do Reino Unido, comparados a 2.1 bilhões dentro do país, segundo dados da BBC. A maior parte dos internautas que acessam o sítio da BBC no exterior é dos EUA, onde a rede vem há muito tempo sendo um dos 50 sítios mais populares. ‘Com base na nossa audiência online, nós temos a possibilidade de estabelecer a BBC como uma marca global para nosso conteúdo; anúncios no sítio seriam ‘apropriados’’, defende Moody, que revelou que o sítio não disponibilizaria anúncios do tipo ‘pop-up’ (aquelas janelinhas que pulam na tela). Segundo a empresa, a melhor maneira de lucrar com o sítio seria através de publicidade, em vez de cobrar pelo acesso. A BBC Worldwide também está considerando adicionar links às suas seções mais populares, como culinária, jardinagem e História, de maneira que a empresa seria capaz de gerar lucro também com links comerciais.

Serviços precisam de aprovação

A BBC pagou US$ 375 mil dólares pelo domínio do nome BBC.com de uma firma tecnológica dos EUA, no auge do boom da internet. Os planos da BBC Worldwide ainda precisam ser aprovados pelo BBC Trust, grupo que representa os britânicos que pagam a taxa anual e supervisiona o conselho executivo.

O Interactive Media Player comercial ainda está sujeito a um teste público de valor, sob as regras estabelecidas nos termos da renovação da licença da BBC. O novo serviço, que provavelmente será lançado no fim do ano, permitirá aos usuários o acesso à programação em todas a plataformas. Mas este plano certamente também gerará críticas de rivais, que alegam que os novos serviços da BBC devem passar por um teste de impacto no mercado. Embora a licença da BBC esteja renovada para os próximos 10 anos, seus detalhes ainda estão sujeitos à exame parlamentar.

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