Sábado, 22 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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ARMAZéM LITERáRIO > CHINA

Repórter condenado a quatro anos de prisão

02/07/2008 na edição 492

O jornalista chinês Sun Lin foi condenado, na terça-feira (1/7), a quatro anos de prisão por posse ilegal de armas e desordem pública. Lin, que trabalha como repórter para o sítio Boxun sob o pseudônimo Jie Mu, foi detido em maio de 2007 depois de ser alertado a parar de noticiar questões sociais e políticas consideradas ‘sensíveis’ às autoridades. Posteriormente, o jornalista foi acusado de participar de uma gangue que extorquia dinheiro de taxistas que circulavam sem licença.


Publicado em mandarim, o Boxun funciona a partir do estado americano da Carolina do Norte. Em artigo, o sítio afirma repetidamente que a prisão de Lin e de sua mulher, He Fang – que também contribuía com a página –, foi orquestrada pelas autoridades para calar os dois. Desde que começou a trabalhar para o Boxun, o jornalista fez diversas reportagens sobre crimes e brutalidade policial, entre outros temas considerados problemáticos pelo governo.


Repressão


O Partido Comunista controla com mão de ferro a mídia do país e, com certa regularidade, encontra meios de impedir o trabalho de veículos e profissionais de imprensa que passam dos ‘limites’, seja para reportar temas sensíveis ou para criticar as autoridades. Grupos de defesa da liberdade de imprensa dizem que a sentença recebida por Lin revela o esforço do governo para tentar reprimir a mídia – e evitar uma imagem de desarmonia no país – com a proximidade das Olimpíadas de Pequim, em agosto. ‘Este é mais um exemplo de como o governo não tolera jornalistas que ousam reportar livremente’, declarou a organização Repórteres Sem Fronteiras, com sede em Paris.


Segundo Mo Shaoping, advogado de Lin, seu cliente nega todas as acusações. Shaoping afirma que o tribunal na cidade de Nanjing violou procedimentos legais ao não informá-lo com três dias de antecedência sobre o anúncio do veredicto, proibir a entrada de familiares do jornalista na audiência e não entregar uma cópia do veredicto à família. Com informações de Christopher Bodeen [AP, 1/7/08].

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