Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1062
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Revista Fortune inova na narrativa digital

02/06/2009 na edição 540

A versão online de uma matéria da revista Fortune surpreendeu os internautas, noticia Andrew Vanacore [AP, 24/5/09]. A reportagem dava conselhos sobre como encontrar um emprego durante a recessão e inovou ao vir acompanhada de trilha sonora e imagens posadas por um grupo de atores de Chicago. E não parou por aí: em vez de usar a barra de rolagem para ler o texto, bastava o internauta clicar em nove páginas que continham uma mistura de texto, ilustrações, gráficos interativos e videoclipes.

Segundo Steve Koepp, editor-executivo da revista que existe há 79 anos, isto é só uma prova do futuro do jornalismo. ‘Se você estiver imaginando como será o futuro da Fortune online, pode ser algo assim’, diz. Os créditos deste novo modelo de narrativa digital e multimídia não podem ser dados apenas à Fortune, mas também à Flyp Media, que ajuda a tornar realidade projetos deste tipo.

Novo conceito

Criada há pouco menos de um ano, a Flyp é uma revista online cujos repórteres – em sua maioria, freelancers – têm a missão de escrever as matérias para internet com um novo conceito. ‘A idéia não é apenas escrever uma matéria e então acrescentar vídeo e áudio. É realmente entender o melhor modo de conceituar estas matérias como peças multimídia’, explica o editor Matthew Schaeffer. Por isso as matérias não são chamadas de matérias, mas de ‘experimentos’.

Ainda assim, não se pode negar a influência do jornalismo impresso no trabalho destes profissionais. Diariamente, a equipe da Flyp reúne material para sua edição quinzenal, desde editoriais a reportagens aprofundadas. O sítio também reproduz o barulho do virar de uma página de revista. Para o CEO da Flyp, Alan Stoga, o sítio não está tentando diminuir a importância da palavra impressa, mas sim ‘engajar a audiência em diferentes níveis’.

Inovação

A recessão trouxe problemas para a indústria jornalística: as páginas de anúncios em revistas, por exemplo, caíram 26% no primeiro trimestre. O lucro trazido pelos sítios não foi o suficiente para compensar as perdas do impresso. Muitos títulos deixaram de existir ou ficaram só na versão online.

Assim como os veículos impressos, a Flyp ainda tem que pensar em como ganhar mais com anúncios e como atrair mais leitores. Além disso, a empresa não funciona bem com o mecanismo de pesquisas do Google, pois seu conteúdo multimídia é praticamente inalcançável para o serviço de busca. Dan Tylkowski, designer da Flyp, explica que uma equipe está procurando maneiras para resolver este problema.

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