ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 548 - 2/2/2010
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DILMA EM WASHINGTON
A manchete que a imprensa escondeu

Por Maurício Caleiro em 28/7/2009

Imagine o seguinte acontecimento: dois ministros de Estado de um grande país latino-americano – um deles candidato a presidente nas próximas eleições – viajam a Washington para um fórum econômico de cúpula que reúne os assessores para Segurança Nacional dos EUA, Jim Jones, e o para Assuntos Econômicos Internacionais, Michael Froman, além de 20 representantes de algumas das maiores empresas e grupos financeiros dos dois países, como Coca-Cola, Motorola, Cargill e Citibank. O presidente norte-americano Barack Obama decide prestigiar o evento, dele tomando parte por cerca de meia hora.

À saída, não apenas o ministro-candidato anuncia o "forte apoio" de Obama à intensificação do comércio entre os dois países e ao combate mútuo ao protecionismo, mas o próprio presidente dos Estados Unidos, que a princípio não deveria se pronunciar (na verdade, sequer costuma participar de reuniões desse tipo), faz questão de dar uma declaração, na qual enfatiza a importância da relação bilateral entre os dois países.

Desnecessário dizer que, em linguagem diplomática, o "gesto espontâneo" de Obama tem significado claro: sinaliza a primazia do tal país latino-americano como parceiro regional. Como a confirmar tal significado, ato contínuo o influente Council on Foreign Relations divulga nota em que sugere olhar o tal país latino-americano "como intermediário em questões de segurança regional", pois ele "está aprendendo a equilibrar diplomacia comercial e política de modo sem precedentes".

No dia seguinte, obviamente, o assunto domina as manchetes dos grandes jornais e é explorado à exaustão pelo noticiário televisivo do país latino-americano. Nas edições imediatamente seguintes, economistas, cientistas políticos e experts em profusão debatem as implicações, imediatas e a médio prazo, do encontro de cúpula em Washington, avalizado por ninguém menos do que o presidente da (ainda) maior potência mundial.

A imprensa descompromissada

Acontece que o país latino-americano em questão é o Brasil, um lugar em que a imprensa, em sua maioria, tem simplesmente abdicado de seu papel de informar e questionar, preferindo agir como partido político. Para piorar, liderou a missão brasileira em Washington a ministra-candidata Dilma Rousseff, contra quem até fichas policiais falsas foram utilizadas na tentativa de infamá-la. Portanto, ao invés de manchetes, esquálidos parágrafos; no lugar de debates, um epifânico silêncio. A se basear na "grande imprensa" nativa, é quase como se os desdobramentos surpreendentemente positivos do Fórum de CEOs Brasil-EUA da segunda-feira, 21 de julho, não tivessem ocorrido.

Mas, além da imprensa norte-americana – que publicou dezenas de artigos e análises sobre o encontro –, boa parte da mídia internacional demonstrou-se muito mais atenta ao caso, fornecendo até detalhes do evento e estendendo a cobertura aos encontros de Dilma com o secretário do Tesouro norte-americano, Tim Geithner, com o assessor econômico de Obama, Larry Summers, e com o secretário de Comércio, Gary Locke, este ocorrido no encontro entre as Câmaras de Comércio dos dois países, pela ministra coordenado.

A imprensa latino-americana, em especial, revelou-se muito mais interesse do que os jornais brasileiros. O DiarioCritico, do México, publica uma alentada reportagem, com farta informação e direito a foto da ministra; o Buenos Aires Herald chega a ser mais específico, assinalando que "os CEOs recomendaram que os EUA eliminassem suas tarifas para importação do etanol, mudança que beneficiaria o Brasil, mas que enfrenta grande oposição dos plantadores de milho norte-americanos". De acordo com a agência de notícias Ansa Latina, um porta-voz norte-americano teria declarado que "Washington e Brasilia nunca tiveram uma relação tão `forte´ e que isso se deve à afinidade de opiniões entre os mandatários".

A declaração de Dilma Rousseff de que ambos países devem trabalhar com "ênfase especial" em áreas relacionadas a biocombustíveis e cooperação científica e tecnológica foi destacada em matéria do site Mendonza On Line, que também ouviu o secretário de Comércio Locke. Ele, por sua vez, ressaltou a "sociedade" entre os dos países, em particular para incentivar investimentos privados no Haiti e em várias nações africanas. Até a imprensa de países que não estão sequer na esfera geopolítica do tema, como França e Alemanha, deram mais atenção à cúpula do que a imprensa brasileira. O site informativo francês Autorecrute salientou na cobertura que "O comércio bilateral entre Estados Unidos e Brasil aumentou para 63,4 bilhões de dólares em 2008". Pelo jeito, atingimos um ponto em que, por vezes, devido a interesses essencialmente políticos, a mídia mundial interessa-se mais por questões brasileiras do que a própria mídia nativa...

Desinteresse ostensivo

No Brasil, o desinteresse foi ostensivo, Nos jornalões, nenhuma manchete de capa. Fotos? A única que este observador deve a oportunidade de ver – autêntica, e não referente ao encontro anterior entre Obama e Dilma, em que a ministra era parte da entourage de Lula, e que foi utilizada para ilustrar diversas matérias internacionais – estava, um tanto surpreendentemente, no portal Yahoo. O Estado de S.Paulo e os menos prestigiados Diário do Comércio e Correio do Povo ainda produziram uma matéria de uma lauda cada um, escondidas longe das manchetes.

A cobertura mais ardilosa foi, uma vez mais, da Folha de S.Paulo, que se valeu de um expediente editorial que se tem tornado recorrente no jornal quando quer "esconder" uma notícia: utilizar títulos que simplesmente não permitem ao leitor correlacioná-los ao tema que tratam. Desta vez, a titulagem não dá a mínima margem para que o leitor adivinhe que a matéria é sobre o evento de comércio binacional: "Petrobras pode assumir todos os blocos do pré-sal, diz Dilma". O texto do usualmente bem informado e eclético Sérgio Dávila é um primor de dissimulação e contradições. Vejamos:

"À tarde, enquanto o grupo se reunia na sala do assessor de Segurança Nacional obamista, James Jones, o presidente Barack Obama apareceu no local.

Segundo relatos, ele foi simpático, mas protocolar. Perguntou aos empresários as principais dificuldades nas relações bilaterais. Disse que o país era parceiro estratégico não só em questões bilaterais mas também em regionais e globais e ressaltou a intenção de aprofundar a colaboração em biocombustíveis, na ajuda à África e ao Haiti e no combate à mudança climática."

Relevemos que "assessor de Segurança Nacional obamista" e "assessor de Segurança Nacional dos EUA" – como a imprensa internacional se refere ao ocupante do cargo – sugerem coisas e posições hierárquicas consideravelmente diferentes, e que a duvidosa primeira denominação não permite, a priori, afirmar que Jones "ocupa uma das posições mais poderosas no país", como atestou, quando da nomeação de Jones, a Time Magazine. A denominação oficial do cargo é National Security Adviser, e não inclui, é claro, nenhuma referência a Obama. Parece-me lícito deduzir que seu ocupante, embora naturalmente nomeado pelo presidente, serve contratualmente ao país. O que vocês acham?

Boa vontade analítica

Como mais uma demonstração de boa vontade analítica, participemos também, como faz o colunista, da brincadeira de fazer de conta que Obama "apareceu" no local. Afinal, é divertido supor que o presidente dos EUA gosta de enlouquecer sua entourage e o Serviço Secreto, improvisando seus atos a todo momento.

Agora, a sério, vamos à pergunta que não quer calar: Obama teria sido "simpático, mas protocolar"? A descrição da performance do presidente norte-americano no encontro, perpetuada no próprio texto de Dávila, contradiz a afirmação que o jornalista faz na abertura do parágrafo. Senão, vejamos: um dos homens mais poderosos do mundo adentra, alegadamente por vontade própria, uma reunião de cúpula, enche os empresários de perguntas, ressalta a intenção de aprofundar colaboração com o Brasil em nada menos do que quatro áreas estratégicas e faz ainda questão de afirmar (em público, o que a matéria omite) que o país é "parceiro estratégico não só em questões bilaterais mas também em regionais e globais" – e tudo isso é ser protocolar? O que o colunista esperava, que Obama sapecasse uns beijos na Dilma?

A Folha oferece, ainda, uma sub-retranca que, uma vez mais, repete o truque da titulagem dissimulatória, dessa vez não permitindo sequer que se deduzisse qualquer interação com entes diplomáticos brasileiros: "Empresário dos EUA condenam tarifa ao etanol".

Mesmo na blogosfera a cobertura foi decepcionante, a ponto de Luís Nassif transformar em post o comentário do internauta Clovis Campos protestando: "Nenhuma informação em lugar nenhum". Nos 42 comentários que se seguem ao post, nenhum link para blog sobre o tema, com a exceção óbvia dos para-oficiais (intitulados "os amigos do presidente Lula" e, falta de imaginação, "os amigos da presidente Dilma"). No restante da blogosfera, há reproduções de despachos de agências e das matérias citadas acima, mas se encontram – com o perdão do trocadilho – virtualmente ausentes textos críticos. O Blog Por Simas

ao menos conseguiu difundir a lista das empresas brasileiras que tomaram parte do encontro, ausente das reportagens: "Gerdau, Vale, Embraer, Coteminas, Odebrecht, Votorantim Participações, Sucocítrico Cutrale, Camargo Côrrea, Stefanini IT Solutions e Banco Safra".

Ciclo de omissões

É lícito lembrar, ainda, que esse ciclo de omissões ocorreu no meio de uma semana particularmente pobre de grandes assuntos, na qual, estivesse o jornalismo brasileiro funcionando em condições normais de temperatura e pressão, tais fatos diplomático-comerciais teriam tudo para ser manchete dos grandes jornais, com destaque para a tradicional fotografia dos protagonistas se cumprimentando – afinal, trata-se, no mínimo, de um momento histórico para o comércio entre os dois países.

Como explicar essa omissão da mídia ante um fato notório por si mesmo e que fornece tantos elementos para a discussão das relações Brasil/EUA e do realinhamento geopolítico do país em relação ao continente americano?

Há três hipóteses principais:

1. O fato não é relevante a ponto de merecer a devida atenção de nossa mídia, ocupada com denúncias mais sérias;

2. Nossa mídia é incompetente, e não foi capaz de avaliar a importância de um encontro de cúpula entre a nata do empresariado norte-americano e brasileiro com a alta burocracia dos dois países, nem de apurar que o presidente dos EUA participaria do encontro e a seu respeito se pronunciaria publicamente, conferindo-lhe importância diplomática incontestável;

3. Nossa mídia deliberadamente boicotou o evento por motivações políticas, preferindo omitir de seus leitores informações de extrema relevância para o futuro do país. Por quê? Por ser este comandado por uma ministra que é a principal opção eleitoral das forças políticas as quais, como se partido político fosse, essa mesma mídia tem sistematicamente repelido.

Passado condena grande imprensa

Vamos por eliminação: os caros leitores que têm fresca na memória as reportagens de capa (e com direito a fotos) dos grandes jornais com Pedro Malan e Armínio Fraga – de sobretudo, é claro – se reunindo com algum sub do sub do sub em Washington, que proliferaram durante as presidências de Fernando Henrique Cardoso, sabem que, devido ao número e à patente das autoridades envolvidas, o Fórum dos CEOs, vitaminado pela participação do presidente dos EUA é, comparativamente, muito mais importante. Mesmo porque significa o estabelecimento das bases para o redesenho das relações comerciais Brasil-EUA e o aval deste à estratégia de reposicionamento geopolítico do Brasil em relação ao resto do continente. Portanto, descartemos a hipótese 1.

Sobram, portanto, duas hipóteses, que não oferecem elementos para serem categoricamante descartadas a priori: a incompetência de nossa mídia ou sua omissão por razões político-eleitorais. Minha impressão pessoal é que, a despeito do atraso técnico e dos seguidos episódios de violação da ética jornalística (que não deixam de ser uma forma particularmente nociva de incompetência), esta última não é tão grave em nossa imprensa a ponto de ignorar um fato diplomático de primeira grandeza.

Mas deixo aos leitores a tarefa de julgarem por si mesmos, oferecendo, em contrapartida a tão dilacerante esforço, sábias reflexões do jornalista Perseu Abramo acerca da omissão na mídia, que ele interpreta como estratégia primordial dos grandes grupos de imprensa para desinformar e, assim, manipular o leitor/espectador. Em trecho citado no blog do de Altamiro Borges, trata-se, segundo Abramo, de "um deliberado silêncio militante sobre determinados fatos da realidade. Esse é um padrão que opera nos antecedentes, nas preliminares da busca da informação, isto é, no `momento´ das decisões de planejamento da edição, naquilo que na imprensa geralmente se chama de pauta... O padrão da ocultação é decisivo e definitivo na manipulação da realidade: tomada a decisão de que um fato `não é jornalístico´, não há a menor chance de que o leitor tome conhecimento de sua existência por meio da imprensa. O fato real é eliminado da realidade, ele não existe".

Se por leniente incompetência ou se por má-fé eleitoreira, o fato é que a cobertura acanhada e des-hierarquizada do encontro de Dilma e Obama, além de manter desinformado o público leitor que a mídia tem por obrigação informar, é indicadora de um estado de coisas e de uma perspectiva futura temerária. Pois, se para episódios aparentemente menos consequentes envolvendo Dilma Rousseff o método adotado foi esse – transformar uma possível manchete em um fato menor, quase um não-fato -, tem-se uma idéia do que pode vir a acontecer quando os ânimos se acirrarem ao longo do pedregoso caminho que leva às eleições de outubro do ano que vem.

Comentários (32)
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Wagner  Almeida , São paulo-SP - engenheiro
Enviado em 6/8/2009 às 14:58:13
Prezado Articulista, O senhor não leu direito o que aconteceu em Washington. O presidente Obama não participou do Forum nem o Assessor Jim Jones. Quando os participantes do forum foram à Casa Branca fazer uma visita protocolar ao assessor Jim Jones o presidente Obama "dropped in" para saudar os participantes. Nada trão importante como seu artigo quer levar a crer. Saudações Wagner
Monica Carvalho , Porto-IN - Pesquisadora
Enviado em 4/8/2009 às 19:01:55
Sobre a questão do Timor, acredito que o Observatorio realmente tenha abordado bastante o assunto. Mas, lembre-se que disse que foi em 1993. Portanto, quando o Luiz Egypto diz que foi criada uma retranca especial, foi feito via TV? Não havia internet comercial em 1993, ou seja, via provedor. Ainda estava bem restrito ao meio acadêmico. A primeira vez que li algo nos jornais sobre Timor foi em 1994 (se bem me lembro) numa coluna do Afonso Romano de Sant Anna. Depois o assunto era tratado muito esporadicamente até que finalmente passou a virar notícia, em particular ali pela época do Prêmio Nobel da Paz de 1996. Creio que, em 1993, o jornalismo e a política no Brasil ignoravam solenemente a questão do Timor. Em 1993 as imagens do massacre no cemitério timorense passavam sempre em vários países e no Brasil vivíamos intensamente as consequências do massacre das nossas contas bancárias comandado pelo Collor. No início de 1994 a notícia principal era o Plano Real.
Fábio Borges , Brasília-DF - professor
Enviado em 3/8/2009 às 13:58:36
Parabéns pela brilhante matéria. Entendo que a imprensa brasileira precisa evoluir muito, e ainda bem que o OI nos mantém informados e de uma forma reflexiva tanto dos acontecimentos políticos como dos veículos de informação.
Wendel Anastácio  Anastácio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 3/8/2009 às 10:05:57
Senhor Maurício Caleiro; Desculpe meu erro, e peço ratificar meu comentário anterior, antes do mediador colocá-lo no ar. Onde se lê Diniz, favor ler Maurício. Com minhas sinceras desculpas, sou, Atenciosamente, Wendel Anastácio
Wendel Anastácio  Anastácio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 3/8/2009 às 10:00:17
Diniz; Inicialmente meus cumprimentos. Parabéns pela matéria e pela análise imparcial da mesma. Mais uma vez, meus agradecimentos por poder beber desta fonte, que atualmente é, sem sombra de dúvidas, um marco no jornalismo. Quanto ao meu comentário, prefiro considerar e fundir suas duas últimas hipóteses. Não só neste episódio, como também em vários outros, nossa lmídia nativa tem pautado por este comportamento, infelizmente! Meu desejo, é que se espelhassem em seus artigos, e adotassem posturas como à sua, pois só assim teríamos oportunidade de sermos bem informados e não manipulados! Um abraço de um grande admirador, Wendel Anastácio
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 1/8/2009 às 21:22:42
Mas Caleiro, se deu no blog do Altamiro,se deu no Blog por Simas, se deu no Mendoza On Line, se deu no Buenos Aires Herald, se deu na Ansa Latina, se deu no Autrorecrute, o que mais você queria ? O mundo ficou sabendo da tremenda notícia. E tremeu.
Alexandre Porto , Niteroi-RJ - Agronomo
Enviado em 1/8/2009 às 20:09:45
Simplesmente na mosca !!
Pedro pererira pereira , Palmas-TO - OLeiro
Enviado em 31/7/2009 às 18:07:18
E isso ai.. a Galera da esquerda tem muito a comemorar..A lei da mordaça da imprensa virou realidade na venezuela de CHavez.Quanta gente pedindo essa aberraçao por aqui... diretamente como alguns leitores e indiretamente como os articulistas inclusive o que escreveu esse texto. Vejamos que fim vai ter essa nova era do socialismo barato e de bravatas na venezuela.. eu particularmente acho que a esquerda vai aplaudir... ate quando retornar sobre seus proprios redatores... ai o bicho vai pegar.. o que essa truma quer é o camiho livre para iniquidades. sem nenhum sinal de resistencia.. Plateia tem... aplausos tbem ainda bem que é compostas de bardotos Divulgaçao por divulgaçaõ o Lattes da Dilminha tinha mais solidez para ser jogado nos grandes jornais .. mas não ouvi nemhuma palavra e tbem ninguem reclamando.
Valdo Roberto , Rio de Janeiro-RJ - vendedor
Enviado em 31/7/2009 às 14:50:44
Eu mesmo procurei on line nos sites dos jornalões, e até 10 horas da manhã do dia seguinte ao encontro, nada tinha saido! Estou esperando até agora alguma notícia...
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 31/7/2009 às 09:47:12
Eu pensava que não havia mais nada para reltativizar, mas a galera da direita está bem criativa. É, o que a galera da direita não engole é que, depois do operário quem vai governar vai ser uma mulher. E quem sabe, depois um índio? Todos vão governar mas a direita não volta. E FH e Serra? vão terminar seus dias exatamente da maneira que merecem. O primeiro, um "intelectual" honoris-causa que perdeu seu lugar na histórias ofuscado por um operário cujo primeiro diploma foi de presidente da República. O segundo, que não tem diploma de economista, vai fazer propaganda para seus empregados. E ai de quem não votar nele. Essa também deve ser a última geração de uma oposição sem projeto, que não será reeleita nem em seus estados nem em lugar nenhum.
Monica Carvalho , Portugal-IN - Pesquisadora
Enviado em 31/7/2009 às 08:55:17

Apesar de ser triste, isto tudo não me surpreende até porque pesquiso nesta área. Ainda assim, compartilho minha primeira grande decepção com nossa mídia. Em 1993, quando vim pela primeira vez à Portugal - não que haja aqui mídia melhor - me deparei com as notícias terríveis sobre o Timor e percebi muito triste que, até então, nunca se tinha dito nada a respeito na mídia brasileira. Desculpe o termo, mas, no Brasil a mídia se preocupa tanto com o tiro que deve dar no rabo alheio que não vê que o faz contra seu próprio rabo. Não vêem que há o mundo muito além do próprio umbigo oligopolista que a caracteriza.

Nota do OI: Apenas para registro: à época, o Observatório foi o veículo jornalístico brasileiro que mais espaço deu ao drama do Timor. Criamos uma retranca especial — Timor Lorosae — para acompanhar o assunto. (Luiz Egypto)

Chela  Rio , Florianópolis-SC - Professora
Enviado em 31/7/2009 às 07:24:04
O q realmente importa é o interesse da grande mídia,e não o do BrasilSó aqui se vê uma Imprensa tão comprometida com a verdade e com a ética.
Fábio de Castro , rio de janeiro-RJ - professor
Enviado em 31/7/2009 às 02:03:52
Esse observatório está colocado de dentro para fora. É o olhar do governo para todos aqueles que não acham que está tudo maravilhoso. É o olho que tudo vê o que interessa ao governo. Luis Nassif? PUÁ! Farinha do mesmo saco! Vi pessoas reclamando de órgãos da imprensa que deram destaque a doença da candidata (palavras desse observatório - quase um órgão oficial de Lula e sua [ ]). Ora, se a candidata do "presidente mais bem aprovado da história" está doente e é usada pelo governo para dar continuidade a continuidade que Lula deu ao governo FHC, como se dar destaque a este fato? Dilma e Lula estão abusando da li eleitoral e todos sabem disto, mas quem faz algo?
Serginho Sampa , Sampa-SP - Professor
Enviado em 30/7/2009 às 23:50:32
Maurício Caleiro, e quem se importa com isso? Ai que assunto mais chato. É mais interessante falar sobre a bolsa de 14 mil reais da ministra.
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 30/7/2009 às 23:17:49
Dante Caleffi: por que tanta revolta contra o "falso prontuário" da Dilma e nem uma palavra sobre o falso currículo ?
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 30/7/2009 às 23:01:06
Só uma coisa me resta fazer: divulgar o quanto possível um trabalho desta natureza. Parabéns Maurício Caleiros.
Antonio Lemos , São Paulo-SP - Gerente
Enviado em 30/7/2009 às 15:36:16
Eu tenho a formula para que o grande imprensa veincule boas noticias do governo Lula: fazer como o Serra e o Arruda (gov. do DF). Ou seja, comprar assinaturas dos jornalões e na Veja, investir massiçamente na Globo, etc. Ou seja, comprar a midia porque ela não tem etica nenhuma. E o preço é bem baixo. Antonio
Michel P. Santos , Jambeiro-SP - Enc. Adm.
Enviado em 30/7/2009 às 12:28:12
A bola é minha e o jogo vai ser do meu jeito, ou então ninguém brinca!! O interesse pela "partida" ou "jogo político" por parte da "mídia" é extremamente "coronelista"...as famílias (empresários e partidos) não podem abrir mão de seus interesses, logo, nada mais lógico que ditem suas regras...Nada mudou no Brasil em relação ao tempo dos coronéis. Hoje tucanamos tudo (o antigo gari virou coletor de resíduos diversos), enfeitamos ainda mais o pavão, maquiamos o preconceito que antes era mais latente e vamos vivendo entre novelas e futebol no horário nobre...Ao povo: populismo; para a elite (meu filho me perguntou o significado de elite ontem por coincidência, em função do título de um filme) o de sempre...Santa progressão automática nas escolas senhores!!! Preciso ir, montar minha empresa, pois amanhã meus filhos precisarão de uma cadeira, pois do jeito que está serão "escravos dos coronéis de hoje"...ah minha filha na 6ª. série ainda não sabe a tabuada... Olhem alguns termos empregados acima: "ditem", "coronelismo", "escravos"...Acreditemos que o Brasil mudou (ou estou deveras louco??!??) !!!! kkkk Abraços!
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 30/7/2009 às 11:58:44
Concordo plenamente com o oleiro Pedro de TO; e digo mais: "ministra-candidata" ??????? que raio de história é essa ???? candidata a quê ? não há candidaturas à vista , nem poderia, pois a Lei não permitiria (embora todo o reino mineral saiba que a ministra Dilma gerada por voto único do pres Lula, seu criador único, é sua candidata "in pectore"). "ministra-candidata" é demais para a cabeça. Como bem observou o comentário do Pedro Oleiro, que raios uma Ministra de Casa Civil estava fazendo nos EUA ????? Se nossa Justiça Eleitoral não se fizesse de morta, há muito tempo o pres Lula e a min. Dilma sofreriam sanções por violar sistematicamente a Lei Eleitoral. Só no Brasilsão mesmo ...
Dante Caleffi , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário
Enviado em 30/7/2009 às 11:21:02
Depois da divulgação do falso prontuário de Dilma e a recusa da FSP, divulgadora e conivente da fraude, tudo daí pode se esperar. O jogo ,por 2010, já está se desenhando."Abaixo do pescoço, é canela". Portanto, sem surpresas.Vai piorar.
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 30/7/2009 às 11:10:48
Nenhuma novidade. Até o mundo mineral (como diria o Mino Carta) sabe que a mídia brazuca só alisou o Lula depois que ele se tornou Presidente. O mesmo ocorrerá com a Dilma Rousseff, mas eu acho que ela não precisa ser tão cordial com a mídia quanto Lula foi. Se BAIXAR O PORRETE em todos, reduzindo a propaganda oficial que sustenta jornalões e revistinhas, e regulamentando de maneira mais severa a utilização das bandas públicas de transmissão de TV, Dilma vai ganhar minha admiração e apoio. Democracia não é falta de comando, e liberdade de imprensa não é desculpa para partidarismo jornalístico.
Bruno  Marchetto , São José do Rio Preto-SP - estudante universitário
Enviado em 30/7/2009 às 10:23:40
Fato é que a recente doença da ministra Dilma obteve, por parte da imprensa, uma cobertura muito maior do que o Fórum bilateral de CEOs referido no artigo de Caleiro. A revista Veja, por exemplo, dedicou uma matéria de capa ao assunto.
Hermes Melo Oliveira , Barra Mansa-RJ - aposentado
Enviado em 30/7/2009 às 09:37:43
as pessoas esclarecidas deveriam parar de ler os ditos grandes jornais, e parar de assistir aos noticiarios das televisões. deveriam procurar outras fontes de informações como a internet e alguns livros. sei que grande parte da população não tem acesso a este tipo de informação, mas tenho esperança que um dia quem sabe?
larissa  araúo , teresina-PI - estudante
Enviado em 29/7/2009 às 22:02:11
A democracia do Brasil se torna cada vez mais teórica e a imprensa que devia estar do nosso lado , passou a ser um meio de os políticos informarem só o que querem e lhes convém a população ;
calypso  escobar velloso , rio de janeiro-RJ - comentarista
Enviado em 29/7/2009 às 21:07:56
no campo da imaginação é uma reserva que tem que ser resguardada,Dilma faz campanha,após as mentiras,após ficha,após plasticas e após o "dito-cujo" cancer,que me perdoem,mas faz parte de regra do govêrno.Lula artista e neurótico faz seu papel e a Imprensa calou? Muito boa jogada.E os leitores e comentaristas estão aborrecidos,passem a entender até o primarismo de Obama...
Erik Vieira , sao carlos-SP - Operador de telemetria
Enviado em 29/7/2009 às 19:27:48
a grande imprensa realmente escolhe o que vai e o que não vai publicar, mas um partido que brigou durante muito tempo e chega agora no final de seu segundo mandato, sem mencionar estados e municípios, ainda não é capaz de informar "sua versão" à população? imprensa neutra não existe, mas onde está a outra grande imprensa?
Pedro Pereirira Pereirria , palmas-TO - oleiro
Enviado em 29/7/2009 às 17:49:57
Quem tiver o trabalho de ir ao site da casa civil e ver suas atribuiçoes, no minimo inteterrogara o que a Dilma estaria fazendo nos EEUU. POrtanto seria irrelevante a ida dela para os EEUU. Esse\assunto e para secretarios da camara de comercio e para os embaixadores ou para ministros de industria e comercio.Mas no Entanto mandam a Dilma e ainda por cima querem que os jornais deem estampa para uma futura candidata em plena campanha fora de epoca e fora da legalidade... Ainda tem gente que defende essas imposturas ... realmente ta ficando dificil entender como tentam enganar a populaçao com falacias em tsunamis... Vamos... procurem. as atribuiçoes de cada poder... antes de escrever artigos tendenciosos e compromissados ,, verao que essas atribuiçoes ate podem ser da Dilma mas ela não e a mais indicada a isso. Pelo menos no que refere o autor do artigo ts..ts..ts.ts..ts.ts
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 29/7/2009 às 14:25:57
Aposto na 3ª hipótese.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/7/2009 às 13:48:32
"ciclo de omissões ocorreu no meio de uma semana particularmente pobre de grandes assuntos, na qual, estivesse o jornalismo brasileiro funcionando em condições normais de temperatura e pressão": verdade pura, a espionagem estava em condicoes normais. Relembrando os leitores do OI, evem ai uma "pesquiza" de popularidade falsa que vai mostrar queda de Dilma e Lula. Ela eh mentira.
Alberto  Santana , Exu-PE - Advogado
Enviado em 29/7/2009 às 13:23:27
A imprensa conseguiu chegar ao fundo do poço! Otavinho Frias é demais! Depois que o Sr. Alberto Dines ensinou os políticos a votar, os juízes a julgar e o Pelé a jogar futebol, eu pensei: "Não há qualquer possibilidade de que surja algo pior na imprensa". Estava redondamente enganado, pois o pior de todos os meus pesadelos estava em gestação: nasceu o Frias (e que fria)... Certo jornalista disse que a regra centenária na imprensa é a de que não devemos brigar com a notícia, norma fartamente esquecida atualmente pela imprensa brasileira. Já que o Sr. Frias se auto intitula um homem de letras (eu tenho sérias dúvidas a esse respeito), eu diria: (Parodiando Lavoisier) Na imprensa brasileira nada se cria tudo se deforma. É mais uma triste constatação de que os moribundos da oposição ao governo, juntamente com o que há de mais rasteiro na mídia, conspiram dia a dia, e pensam que o povo não perceberá tais manobras. A truculência da imprensa beira às raias do ridículo. Jornais e jornalistas fabricantes de notícias e crises, distribuidores da dose diária de ódio. A mídia perdeu a noção do papel que representa perante a sociedade. Fabricar notícia é mais importante do que relatar a verdade, esconder é divino. A lata de lixo da história os aguarda destampada...
Reginato Moschen , SBC-SP - Desempregado
Enviado em 28/7/2009 às 20:55:48
Ainda bem que temos a net... o pessoal de cima terão que mudar as estratégias. :)
Miraí Oliveira , São Paulo-SP - aposentada
Enviado em 28/7/2009 às 11:03:33
Fico horrorizada com o comportamento da imprensa brasileira. Pergunto "qual a diferença da imprensa brasileira com a imprensa de de Cuba e da Venezuela?~Lá não se pode publicar opniões divergentes ao governo, aquí a imprensa toma partido , camuflando informações. Diferença nennhuma. Que bela democracia temos!
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Maurício Caleiro

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