ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 557 - 29/9/2009
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RIO OLÍMPICO, 2016
Os traidores e os heróis

Por Alberto Dines em 5/10/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 5/10/2009

"E, agora, José?

A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou..."

E, agora, João, Antônio, Joaquim, Maria e, agora, Luiz? O imortal poema de Carlos Drummond de Andrade é o mais perfeito lamento do day after, confronto com a realidade, cantochão pós-euforia. Aplica-se perfeitamente ao vazio que se seguiu à vibração da sexta-feira (2/10) quando foi anunciada a escolha do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016.

Depois do carnaval em Copenhagen, a ressaca inevitável – trabalho insano, responsabilidades, dificuldades, cobranças, disputas, cobiça, solidão, silêncio. Serão sete longos anos de muito sacrifício. Dois mil, quinhentos e cinqüenta e cinco dias de dedicação integral.

A Cidade Maravilhosa, merecidamente premiada, terá desafios extras: grande parte das obras de infra-estrutura terão que ficar prontas dois anos antes, para a abertura da Copa do Mundo. O Mundial de Futebol não pode ser inaugurado nem centralizado num grande canteiro de obras inconclusas.

Hoje se inicia a contagem regressiva para 2014-16 e, sendo assim, é preciso registrar que o oba-oba da mídia foi desmedido. Impróprio. Evidencia-se, mais uma vez, como na esfera esportiva nossos jornalistas obedecem a códigos especiais e não se avexam em fazer parceria com marqueteiros, publicitários, cartolas e afins. Esqueceram novamente o compromisso de advertir, alertar para os perigos, ligar os alarmes. Preferem jogar para a galeria e as arquibancadas.

Ordem truncada

Dos vinte grandes nomes e "nomões" do nosso jornalismo apenas dois assumiram o seu papel de críticos antes da decisão do COI: Juca Kfouri, da Folha de S.Paulo e rádio CBN e Janio de Freitas, colunista político da Folha de S.Paulo. São de outro planeta? Não. Diferenciam-se porque não esquecem o indispensável dever crítico, têm presente o compromisso de duvidar.

Não há em nossa imprensa quem desconheça o sistema de vasos por onde escoa parte das verbas dos projetos grandiosos nem há quem ignore o pântano sobre o qual está construído o nosso esporte. Mas as coisas no Brasil saem sempre truncadas: os céticos são denunciados como traidores da pátria e os que fazem a festa passam por abnegados heróis.

Comentários (32)
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René Amaral , Petrópolis-RJ - Artista Plástico
Enviado em 6/10/2009 às 09:49:02
Criticar realmente é necessário. Fazer dos críticos, principalmente os lúcidos e desapaixonados, traidores, é simplório e primário. Agora, fazer da crítica um hábito inconsciente, um tique nervoso, e atirar em todas as direções atingindo o que presta e o que não presta, como faz a maioria dos grandes jornais e redes, é pátológico, ou pura e simplesmente, canalhice!
Ricardo Dias , Rio de Janeiro-RJ - Sem profissão
Enviado em 6/10/2009 às 08:54:44
(continuação) Falando em redenção, guardadas as devidas proporções/comunicações e indumentárias, alguma semelhança com acontecimentos políticos-esportivos da época da nossa Redentora e um conhecido general e sua comitiva vez ou outra no Maracanã? Fenômeno dos nossos dias, esse “2016”, agora com a “democrática” participação do sempre pobre e manipulado povo brasileiro.
Ricardo Dias , Rio de Janeiro-RJ - Sem profissão
Enviado em 6/10/2009 às 08:51:39
Meu caro Dines, estão ai devidamente demonstradas nesse grande espetáculo-clímax pré-eleições 2010 (outros virão?), a eficácia do mais competente marketing nas comunicações e a esperteza dos seus atuais protagonistas - nossos “caras”. Um perfeito “2016 Fantástico” bem montado e dirigido (sabe-se lá com que poderosíssimo esquema por trás), com direito a choros e encenações diversas formidavelmente contagiantes, considerando-se a resposta da grande platéia crédula em coelhinhos da Páscoa (como se Lula e sua comitiva não soubessem de antemão do resultado). Maior repercussão/interação dir-se-ia impossível de observar, pelo menos na 6ª feira passada e nos dias que se seguiram, nesse grande público focado pelos meios de comunicação, que sempre comemora, interage e compra a idéia (e os ingressos) do nosso grande circo dos esportes. Um “2016 Fantástico” que nada deve a um outro fenômeno tradicionalmente compartimentado mas que agora também se expande, naturalmente: o das periferias, seus templos e similares interações nos “espetáculos” de seus pastores. Junte-se os dois públicos (do “2016 Fantástico” e o dos templos) e coloque-se atuando num grande palco seus respectivos “caras” com uma super-produção. Temos aí o sucesso absoluto e certamente mais devastador da nossa “nova política” e sua companheira fiel: a redentora e igualmente devastadora Comunicação. (continua).
Ruy  Acquaviva Carrano Junior , São Paulo-SP - analista de sistemas
Enviado em 6/10/2009 às 08:32:05
Já parei de discutir com os urubus que querem vender a eterna idéia de que o Brasil e os brasileiros são incompetentes. Para mim os incompetentes são os que propalam a idéia de que o Brasil é um país fadado ao fracasso. Quem fracassará será esse pensamento colonizado. Agora importante é discutir o que fazer e como fazer... Os arautos do fracasso e seus resmungos biliares são irrelevantes...
Rogério  Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 6/10/2009 às 08:31:20
Subscrevo o texto de Cristiana Castro.//Juca Kfouri é um super demo-tucano. Daí, o derretimento de Alberto Dines. Jânio de Freitas, ultimamente, anda se destacando como fã e ardoroso defensor de Artur Virgílio, desculpando todos os "erros" do senador do Amazonas. Mas dêem uma olhada na coluna de Juca Kfouri de domingo, 04/10. Lá, há uma das maiores imundícies do jornalismo brasileiro: falando da escolha do Rio, Juca Kfouri tenta ligar Lula ao assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 6/10/2009 às 01:34:28
Um bom começo para garantirmos o sucesso da empreitada está no último parágrafo do próprio texto. " Não há em nossa imprensa quem desconheça o sistema de vasos por onde escoa parte das verbas dos projetos grandiosos nem há quem ignore o pântano sobre o qual está construído o nosso esporte. Mas as coisas no Brasil saem sempre truncadas: os céticos são denunciados como traidores da pátria e os que fazem a festa passam por abnegados heróis." Acho que seria uma boa idéia dividir esse conhecimento com a população para que nós tb possamos agir e pressionar. Eu gostaria muito de saber mais sobre o assunto e por onde deveríamos começar? Pela imprensa ue deveia informar isso a população ou não é isso? Fica a sensação de que quem arma essas arpucas estaria protegido pela imprensa. Se a imprensa inteira conhece a falcatrua e não divulga, qual é o papel dela no episódio? Dizer que a população está feliz pq não sabe do que está falando? Não é essa, afinal , a grande reclamação de grande parte da sociedde com relação a imprensa, ou seja, a escolha dos que serão denunciados? Pq não houve esse questionamento qdo da Copa do mundo?
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 6/10/2009 às 00:58:50
No prezado momento existem no Observatório, em aberto, 4 QUATRO artigos contrários ao Rio 2016, ou que colocam em dúvida a validade da conquista das Olimpíadas pelo Brasil, pelo Rio ou pelo Lula. Um do Rogério Christofoletti, um do Luciano e dois do Dines... NENHUM A FAVOR !!! ... Placar Geral: Ufanismo 0 x Derrotismo 4!!! ... Haja carniça pra tanto urubu!!! - - - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=557IMQ016 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=557IMQ018 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=557IMQ015 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=557IMQ017
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalistas
Enviado em 5/10/2009 às 22:59:25
Parabéns ao Dines, Juca Kfouri e Jânio de Freitas pela distância que guardam das torcidas organizadas. Convido seus críticos a assistirem à edição de sexta-feira, dia 2 de outubro, do Jornal Nacional (é possível acessar a edição no site da Rede Globo). Ao todo, sei lá, foram uns 30 minutos de matérias sobre a escolha do Rio como sede dos jogos. Confesso que fiquei com azia. Predominou o tom ufano tão reclamado por alguns comentadores do início ao fim do telejornal. Não observou grande relevo o dever cético apontado por Dines. Não é questão de ignorar, neste caso, a necessariamente protagonista torcida organizada. É o dever de não se comportar como torcida, ainda mais quando se fala para cerca de 50 milhões de brasileiros por dia e em obras bilionárias até 2016.
Jedeão Carneiro , Aracaju-SE - Arquiteto
Enviado em 5/10/2009 às 22:31:31
A tremenda dor de cotovelo fez todo o PIG descambar para o Complexo de Vira-latas. Ô fase!!!...
Liscio Freitas , Itajuba-MG - Bancario
Enviado em 5/10/2009 às 19:58:06
Quem é Juca Kfouri
Gustavo Morais , Barreiras-BA - Serv. Públ.
Enviado em 5/10/2009 às 19:36:42
"E, agora, José(Serra)? E, agora, Alberto(Dines)? A festa mal começou, a luz do Lula brilhou ainda mais, o povo assumiu, a pretensão da oposição esfriou..." E os invejosos "colonistas" cospem as suas frustrações e despeitos. É o que lhes restam fazer ... Enquanto isso Lula se consagra como o maior e melhor Presidente de todos os tempos. A caravana vitoriosa de Lula passa, sendo festejada pelo povo, enquanto os cães raivosos da oposição e do PIG ladram.
Wanderson Pereira , Brasília-DF - Servidor Público
Enviado em 5/10/2009 às 19:01:43
Para um povo com baixa auto-estima, comentários céticos chegam a ser criminosos, pois tiram a esperança. E tirar a esperança é nos afundar de vez no poço da corrupção e na síndrome da incompetência. Juca Kfouri não nos convida lucidamente para a responsabilidade, ele recoloca nossas mentes no lugar de sempre para que venha a corrupção, os erros e a desesperança.
Alberto  Jardim , Rio de Janeiro-RJ - Economista
Enviado em 5/10/2009 às 18:57:04
Ficamos muito felizes com a escolha do Rio para sediar as olímpiadas, mas o Rio não tem nem de longe a estrutura das outras cidades que concorriam contra ela, mas como conseguiu vencer, sendo que ainda apresenta os mesmos problemas que a reprovaram quando se candidatou para 2004? Venceu porque as escolhas sempre são políticas. Chicago dançou provavelmente por causa da crise estadunidense, além da maioria de sua população rejeitar devido aos gastos exorbitantes. Tóquio perdeu por causa do fuso, uma das empresas de televisão dos Estados Unidos afirmou que não seria interessante comprar os direitos de transmissão, principalmente porque a última já havia acontecido em Pequim que tem praticamente o mesmo fuso. Madri creio que fosse a melhor escolha, mas como umas 6 ou 7 cidades européias planejam ançar candidaturas em 2020, com certeza não aconteceriam olimpíadas no mesmo continente três vezes seguidas. Agora que o Rio ganhou o jeito é tentarmos fiscalizar para o onde vai esse dinheiro todo que será gasto, para não acontecer igual a um pan que custou 6 ou 7 vezes mais do que o previsto. Eu tenho certeza que essa dupla copa e olimpíadas trarão mudanças para o nosso país, mas a natureza dessas mudanças só mesmo o tempo para nos mostrar.
Claudio Roberto Nascimento , SJCampos-SP - Engenheiro Civil
Enviado em 5/10/2009 às 18:29:36
Dines, deixe essa má vontade com o Lula para lá, TODOS os leitores deste blog tem a mais absoluta certeza se o presidente fosse o Zé Pedágio, vc estaria tecendo loas de adjetivos favoráveis ao mesmo... Ser humilde ao menos uma vez, nos últimos 6 anos, não irá te fazer mal nenhum... Afinal ele é o presidente de todos nós, queira ou não vc... A imprensa deve ser sim crítica, mas não necessariamenge azeda...
Ruy  Acquaviva Carrano Junior , São Paulo-SP - analista de sistemas
Enviado em 5/10/2009 às 17:30:35
Parabéns ao Sr. Roberto Ribeiro pelo comentário perfeito. Sr. Dines, tome um chazinho de maracujá porque com esse azedume todo a bile pode envenenar-lhe o corpo... E sua mente já está bastante envenenada.
Carlos Mota mota , brasilia-DF - advogado
Enviado em 5/10/2009 às 17:28:23
O grau de conhecimento que a mídia do primeiro mundo tem acerca do pensamento Jânio de Freitas e seus brilhantes colegas brasileiros é o mesmo que Jânio de Freitas e seus brilhantes colegas brasileiros têm acerca do pensamento dTiburcin e seus obscuros colegas brasileiros, nas páginas da Gazeta do Norte, na Capital Mundial da Cachaça. Ou seja, nenhum! Isso se deve ao descaso com que a mídia do primeiro mundo trata o povo brasileiro, inclusive nossos jornalistas. Isso também denota o descaso com que os brasileiros do sul maravilha, jornalistas do sul maravilha incluídos, tratam brasileiros como Tiburcin. Um dia, todavia, parece estar por vir, em que Jânio de Freitas e seus brilhantes colegas brasileiros estarão no topo do noticiário internacional. Rodas de papo em mesas em Paris, Londres, Nova Iorque ou Tóquio comentarão sobre o pensamento de Jânio de Freitas e seus brilhantes colegas brasileiros. Nesse dia por vir, Jânio de Freitas e seus brilhantes colegas brasileiros pautarão a mídia planetária. Por trás desse apitugreide da mídia tupiniquim com certeza pairará a figura que a mídia do primeiro mundo tomou por príncipe, mas que para Jânio de Freitas e seus brilhantes colegas brasileiros jamais passará de um sapo barbudo. Perguntados sobre como conseguiram brilhar na constelação midiática planetária, desbancando os que ora se acham em seu topo, Jânio de Freitas e seus brilhante
José Ayres  Lopes , São Paulo-SP - Sociólogo
Enviado em 5/10/2009 às 16:28:40
O comentarista Carlos Aires acertou na mosca e por tabela acertou o sr. Ibsen, o disiludido. Por que não se aposenta sr. Dines? A propósito, o Juca Kfouri é o Pedro Simon do jornalismo. E isto não é um elogio...
Jose  Albino , Sao Paulo-SP - Engo.
Enviado em 5/10/2009 às 16:00:27
Caros Dines, dispenso-me de escrever neste momento, já que faço minhas as palavras de Haroldo Aquilles Andrade , Queimadas-BA – jornalista e de Carlos Aires , Brasilia-DF - jornalista e advogado. Juca Kfouri e Jânio de Freitas não são de outro planeta. São os urubus de sempre, deste planeta mesmo. Ou eles nunca voaram sobre suas carniça? É assim mesmo, boa notícia sempre causa problema com os problemáticos, deste e de qualquer planeta. Para eles, Freud e Jung. O que me surpreende é você também ter alçado o vôo dos urubus!
José Paulo Badaró , São Paulo-SP - desempregado
Enviado em 5/10/2009 às 15:58:03
Estou quase me convencendo de que o Lula fez um péssimo negócio conseguindo que as Olimpíadas fossem realizadas aqui. Será que não dá pra negociar isso com o Obama? Já que ele está louco para vender os caças para o exército brasileiro, e estava muito a fim de conseguir as Olimpíadas pra Chicago, não daria para trocar os aviões pelas Olimpiadas, dando a ele, de quebra, uma base militar em Fernando de Noronha?--- Em tempo: [ ]!
Lucas Nery , Salvador-BA - Assessor
Enviado em 5/10/2009 às 15:04:15
Foi uma vitória política extraordinária do Lula e da sua plataforma política internacional. Ele entrou em todas as divididas e topou o desafio de trazer as Olimpíadas pro Brasil e América do Sul pela 1ª vez na história. Afinal, o espírito olímpico prega a harmonia entre povos, a paz mundial. O Brasil hpje é uma país de peso no mercado internacional, com fundamentos macreconômicos sólidos e com o pré-sal vai se afirmando como grande nação líder da Am´rica Latina. O Brasil, junto á China, India e outros são a locomotiva mundial nesse séc XXI. Não temos mais que abaixar a cebeça pra EUA, Europa e Japão. Era contra a indicação do Rio, mas isso agora faz parte do passado. Vamos trabalhar com firmeza e convicção de grandes cidadão q. somos, cobrando e pressionando nossas autoriaddes a trazerem investimentos estrangeiros para o Brasil e ajudar a construir um legado esportivo no Brasil, assim como uma infra-estrutura a ser utilizada pelos cidadão daqui pro futuro. Festejar sim, somos brasileiros ora, mas trabalhar e sermos ainda mais atentos.
Cristina fucs , Rio de Janeiro-RJ - professora
Enviado em 5/10/2009 às 14:05:32
"Desmedido. Impróprio"? Por favor, dê ALGUMA chance ao sucesso, Cassandra.
Antonio Navarro , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 5/10/2009 às 13:58:39
Prezado, como assim????
Carolina Gonçalves , Rio de Janeiro-RJ - Estudante
Enviado em 5/10/2009 às 13:48:10
Gostei bastante também do debate que teve na Rádio Roquette Pinto (RJ), no dia da eleição. Comentaristas abordaram os diversos ládos, prós e contras da vinda do evento ao Rio. O principal veneno que temos que combater é a corrupção. Infelizmente, há grandes chances de todos os investimentos não serem feitos corretamente, e o dinheiro beneficiar esse sistema. Este deve ser um investimento para o povo brasileiro, e não para os bolsos dos políticos ou somente para os turistas e esportistas internacionais que ficarão aqui por pouco tempo.
Luiza Lima , São Paulo-SP - adm
Enviado em 5/10/2009 às 12:13:40
Não chegam a ser traidores da Pátria, apenas mentes mal ajambradas... é o vício de tantos anos de colonialismo intelectual... O Observatório da Imprensa não poderia observar o que é feito das generosas verbas públicas destinadas aos seus veículos? À educação, à saúde?
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 5/10/2009 às 11:28:22
Eu tinha certa descrença quanto à finalidade das olimpíadas. Hoje estou certo que ela perdeu seu foco. O esporte e as pessoas passaram a ser coadjuvantes da tecnologia, dos altos investimentos financeiros, da mídia e do marketing. Há uma promessa de que a infraestrutura fruto da organização das Olimpíadas será revertida em benefício da população do Rio de Janeiro. Como acreditar nessa promessa quando o mesmo foi prometido e não cumprido quando da realização do PAN? E a imprensa, como manter confiança em sua capacidade de informar se quando a notícia se torna velha e outras manchetes sensacionalistas tomam conta do espaço informativo os assuntos e problemas caem no esquecimento? Mas segundo o Sr Aires agora é tempo de alienação, devemos esquecer os problemas e só voltar a eles quando começarem a cair em nosso colo. Só para lembrar, corrupção existe em todo lugar, mas dos países citados por ele o Brasil é dos poucos que não punem seus corruptos quando os descobre; essa é a diferença.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 5/10/2009 às 11:14:52
Dines, não foi só a imprensa esportiva quem caiu no oba oba olímpico não. Várias reportagens e entrevistas me fizeram crer que o Rio olímpico não é o mesmo Rio do dia a dia. Acabou a violência, os arrastões, a corrupção policial, os problemas das favelas; o Rio se tornou a cidade dos sonhos. Não que a cidade não seja bela e o povo, quando distante dos momentos violentos ou quando não nos perdemos dentro de alguma favela, é acolhedor, mas convenhamos, o ufanismo tomou conta da política (essa já vivia assim faz tempo) e do jornalismo. Fica difícil esperar uma imprensa crítica e responsável que cumpra sua tarefa de informar. Custo de obras, metas, planejamento, alocação de verbas, utilização do dinheiro público, patrocínios, tudo isso deve ser monitorado e informado por uma imprensa que está se mostrando incapaz de visão crítica. Diferente do Roberto Ribeiro, tenho dificuldades em vislumbrar alguém que possa vigiar o errado. A visão crítica do Juca Kfouri está totalmente coerente com sua história profissional. Ele também foi dos poucos a criticar e manter a crítica ao sr. Ricardo Teixeira da CBF. Para o restante da imprensa esse sr. virou um santo, afinal, sob sua presidência a copa do mundo volta ao Brasil.
Menjol  Almeida , São Paulo-SP - Analista de Cobrança
Enviado em 5/10/2009 às 11:14:01
Em 2016 Lula não será presidente. Será que eleger o Zé Pedágio vai fazer alguém mudar de opinião quanto à roubalheira de verbas públicas?
Mauro Borges , São Paulo-SP - Administrador
Enviado em 5/10/2009 às 11:02:48
Caro Alberto, concordo que a imprensa precisa se posicionar criticamente, mas a apenas algumas horas da decisão, quando a ressaca ainda nem passou, você quer que já entremos em desespero? Calma, todos sabem dos desafios que temos pela frente, agora ficar achando que o jogo está perdido no primeiro minuto de partida não nos levará a lugar algum. Acedito que na vida sempre devemos comemorar nossas vitórias. A partir de então, colocamos a mão na massa novamente.
Ruy  Acquaviva Carrano Junior , São Paulo-SP - analista de sistemas
Enviado em 5/10/2009 às 10:31:02
Por que será que o Sr. Dines está tão mal humorado??? Tem um momento de comemorar e outro para o trabalho. Nesta sexta feira foi o momento de comemoração, ficar ranzinza, resmungando no meio de uma merecida comemoração do povo brasileiro não é ser responsável, é ser ranzinza... Sim a moralidade pública e o combate à corrupção são importantíssimos, mas são coisas que devem ser feitas sempre... Ou a corrupção nas obras da infra-estrutura para as olimpíadas é mais improtante que a corrupção em outras obras??? O combate à corrupção, a transparência das contas e o bom uso do dinheiro público é um assunto importantíssimo com ou sem olímpíadas...
Roberto Ribeiro , Aracaju-SE - Arqueólogo
Enviado em 5/10/2009 às 10:19:52
Abusus non tolit usum. Meu pai me disse certa vez que se pensássemos nos suicidas, jamais construiríamos edifícios altos. É fazer o certo e vigiar o errado. Se formos esperar todos serem santos anjos do Senhor, jamais plantaremos um pé de feijão.
haroldo aquilles andrade , Queimadas-BA - jornalista
Enviado em 5/10/2009 às 10:06:13
Caro Dines Não restam dúvidas de que a imprensa deve estar vigilantes. Mas não é significativo que as únicas manifestações tenham partido da Folha de São Paulo? Eu já nem discuto mais a teoria da "conspiração" da grande imprensa ou como nosso colega Paulo Henrique Amorim a denomina "PIG". Ela é incontestável. É partidária e ideológica não apenas pelo que escrevem seus donos, por meio dos editoriais, mas, também, pelos colunistas que escrevem diariamente.. Vamos ficar atentos e não contra as Olipíadas algo que a Folha de São Paulo já o fez em editorial.
Álvaro  Henkes , Passo Fundo-RS - estudante
Enviado em 5/10/2009 às 09:37:07
É duro mas é laranja dizia uma velha senhora chupando uma bocha! no páis onde o individualismo cada vez mais é a meta e corrpução é cultural, espero estar enganado, porém dutos e valérios dutos com o nosso dinheiro esta´ra a disposição de quem? e os setores primários como saúde , educação ainda serão secundários?
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