ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 559 - 2/2/2010
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REDE GLOBO
Bonner: cursos não formam jornalistas

Por Zélia Leal Adghirni em 12/10/2009

Inteligente, bem humorado, sedutor. Difícil não se deixar envolver pelo discurso fascinante de William Bonner, um verdadeiro showman do jornalismo global em palestra para um auditório lotado de estudantes de Jornalismo na Universidade de Brasília na segunda-feira [5/10]. Bonner estava lá para lançar seu livro Jornal Nacional – Modo de Fazer, dentro das atividades do acordo Globo/Universidade com a UnB. Os alunos que não puderam entrar por absoluta falta de espaço e assistiram à palestra no lado de fora, onde foi instalado um telão. Mas podiam interagir, enviando perguntas. Tudo ia muito bem, como uma boa aula de Jornalismo, até que veio a esperada pergunta sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, pelo STF.

Para Bonner, o fato de não precisar mais de diploma não muda nada no mercado profissional. Apenas dá às empresas a liberdade de contratar legalmente colaboradores de outras áreas que já atuavam no jornalismo. O que já existia de fato, disse ele. O que também já sabíamos, pois a Globo deixou claro, há muito tempo, que dá as costas para o diploma. William Bonner, por exemplo, não tem. Ele é formado em Publicidade pela USP. Mas garantiu que o fim do diploma não significa que as Organizações Globo vão agora contratar engenheiros para fazer jornalismo. A preferência será reservada aos egressos do curso do Jornalismo. Eis o paradoxo. Se as escolas são ruins, se os alunos são mal formados, por que contratar jornalistas?

Até aqui, nenhuma novidade. O que surpreendeu o auditório foi o complemento da resposta. Para o apresentador do Jornal Nacional, as escolas de Jornalismo não servem para formar jornalistas. Deveriam se preocupar mais com o ensino de Português e História. Para o resto, a universidade serve apenas como experiência de vida. "Jornalismo se aprende no mercado", disse ele sem medo de errar. Os cursos de Jornalismo não servem nem para ensinar ética profissional e técnicas de redação.

Doação dos direitos autorais

Segundo Bonner, ética se aprende na vida, é uma questão de educação. E para aprender técnicas jornalísticas, um semestre é suficiente. O rapaz da mecha branca no cabelo garantiu à platéia deslumbrada: "Em seis meses, eu pego um estudante e faço dele um editor na Globo". Confessou já ter afirmado, tempos atrás, que transformaria qualquer motorista de táxi em jornalista, mas mudou de opinião "porque agora valorizo o papel da universidade".

Bonner defendeu veementemente o ensino de História e de Português, que "deveriam ser disciplinas obrigatórias e diárias" nos cursos de Jornalismo. Admite que, pessoalmente, tem muita dificuldade com a língua materna. Contou que um dia desses teve que pedir ajuda a um amigo americano para escrever a palavra "obsceno", referindo-se à forma de um biscoito. "Incrível, o americano, com seu forte sotaque, conseguiu esclarecer a questão explicando que era com sc".

O mais surpreendente na fala do simpático William Bonner foi a declaração que os cursos de Jornalismo das universidades públicas estão mais preocupados com a formação de uma ideologia de esquerda do que em formar jornalistas. Seriam cursos "de doutrinamento esquerdista". E quando se é jovem, quando se tem 20 anos, é difícil divergir dos professores, disse ele. Não ficou claro se Bonner se referia à USP da época em que estudou, à USP atual, ou a todos os cursos de Jornalismo das universidades públicas brasileiras. Mas alguma coisa de bom deve ter ficado na formação do jornalista, pois ele abriu a palestra dizendo que doava os direitos autorais de seu livro à USP. Que devia isso à universidade onde estudou sem pagar nada quando, na época, seu pai poderia ter optado por uma instituição privada.

Mais respeito à universidade

Imaginem o impacto e a amplitude destas declarações diante dos alunos que ouvem de nós, professores, exatamente o contrário. Que é preciso estudar política, economia, literatura, ler muito e desenvolver o espírito crítico. As idéias de Bonner, para quem não gosta de estudar, são uma carta branca para a irresponsabilidade. Para quem gosta, para quem escolheu o curso de Jornalismo "por vocação" (no sentido weberiano), que acredita que o jornalista está a serviço da sociedade e não desta ou daquela empresa, fica difícil aceitar uma visão tão redutora apresentada por um dos maiores formadores de opinião do país. A universidade é acima de tudo um lugar de reflexão e produção de conhecimento. Dezenas de teses e dissertações são realizadas nas universidades todos os anos, sobre as mídias e, sobretudo, sobre a Globo, a única que realmente faz um "jornal nacional" no país.

Acho louvável a iniciativa da Globo em procurar as escolas para dialogar. Pessoalmente, já acompanhei um grupo de alunos à sucursal da Globo em São Paulo e foi uma experiência rica, inesquecível, ver como é preparado e apresentado o Jornal Hoje. Fomos muito bem recebidos.

Falo aqui em meu nome. Minha opinião não envolve meus colegas ou a direção da faculdade. Tenho diploma de jornalista, 20 anos de mercado e 16 de magistério com doutoramento no exterior. Levamos quatro anos para formar um jornalista. Por isso, espero mais respeito à universidade onde ensinamos e pesquisamos com recursos públicos. É lamentável pensar que tudo isso não serve para nada.

Comentários (46)
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Danilo de Paula , brasília-DF - estudante
Enviado em 13/11/2009 às 15:55:17
A lei da imprensa é de 67, e também não foi recepcionada pela constituição. A questão do diploma é uma lei, como dito, de 69, que não foi recepcionada.
Frederyco  Martins , Joâo Pessoa-PB - Estudante de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo
Enviado em 3/11/2009 às 06:52:44
Com relação a lei referida anteriormente de 1969 que tinha caráter inconstitucional, trata-se da lei de imprensa, sem dúvida, uma lei anacrônica e concebida em plena ditadura militar, necessitava ser "refeita" ou "editada" seja qual for o termo juridico. Entretanto o que houve no Brasil foi o fim da lei de imprensa e o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalismo, duas coisas diferentes. Agora não existe absolutamente nenhum dispositivo legal, constitucional ,que regulamente a prática jornalística como também não é preciso diploma para fazê-lo. O que nos resta é uma "total, ampla e irrestrita liberdade." Contudo acho contraditório se pegarmos essa "liberdade" (que não é de expressão é meramente mercadológica) e contrapormos ante as opiniões daqueles que julgam irrelevante o papel de um jornalista, mas reclamam da qualidade dos telejornais que são tendenciosos, apelativos e pouco informativos, entendam essa é a unica razão, essa é a lógica do mercado, não é preciso informação de qualidade é preciso que mais e mais pessoas possam abrir suas "empresas de comunicação" submeter qualquer um funcionário as pressões de politicas editoriais dúbias, visto que estes profissionais precisam de emprego e sobrevivendo da produção de factóides sem que nennhuma informação de fato relevante seja dada ao leitor/ouvinte/espectador.
Danilo de Paula , Brasília-DF - estudante
Enviado em 30/10/2009 às 15:37:03
Depois de observar o máximo que pude os argumentos daqueles que defendem a manutenção da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, percebi que o aparato legal referido era tão inútil que os profissionais da área sequer se davam conta de qual era a sua utilidade. Em primeiro lugar ministro nenhum derrubou nada. A decisão, que veio com 20 anos de atraso, foi de que a constituição de 1988 não recepciona uma lei de 1969, portanto a lei deixou de vigorar. Em segundo lugar, a legislação profissional não existe para criar reserva de mercado e proteger os profissionais da área, ela existe para proteger o usuário. O principal papel que as legislações pertinentes a engenharia, medicina, psicologia e afins têm é o de proteger a vida e a integridade física e mental de quem precisa de tais serviços. A legislação pertinente às profissões de advogado ou juiz tem o papel de proteger os direitos dos usuários. São instrumentos cuja principal finalidade é evitar fatalidades e atribuir culpa e responsabilidade quando estas ocorrem. É muito difícil argumentar que um jornalista possa ter uma responsabilidade deste tipo. O curso é desejável para que haja melhores jornalistas, mas, mesmo que este fosse absolutamente necessário, a existência de uma legislação relacionada é, até onde pude observar, dispensável. Só pra reforçar, o curso é importante, a legislação é dispensável.
Frederyco  Martins , João Pessoa-PB - Estudante de Comunicação - Habilitação em Jornalismo
Enviado em 29/10/2009 às 01:29:07
Não entendo aqueles que falam neste fórum em "reserva de mercado" esse mesmo termo se aplica aos juristas? aos médicos? enfermeiros? engenheiros? porque é tão facilmente aplicável ao Jornalista? obviamente existem aspectos subjetivos ao exercício da profissão e ao exercício da liberdade de expressão individual. Entretanto, o exercício da liberdade e da cidadania nunca foi limitado por diploma nenhum, o que também me faz não entender a decisão do STF. Bastante contraditório e confuso ler discursos extremamente liberais (no sentido histórico e político do termo) e tão veementemente condenativos a existência de uma suposta "reserva de mercado". Não seria esse o modelo idealizado por todos que acreditam que universitários são seres anacrônicos, anarquistas, comunistas, socialistas, marxistas entre outros istas?
Carlos Andrade Neto , Florianopolis-RS - J.
Enviado em 21/10/2009 às 13:48:50
Assim como Bonner, pode procurar, que irá notar que todos que defendem a não faculdade são diplmados frustrados com medo de foca. /bola no nariz.
Bárbara  Cabral , Brasília-DF - Estudante
Enviado em 19/10/2009 às 16:42:20
Sinceramente, a professora distorceu muito do que o William Bonner falou durante a palestra.Eu estava lá durante as três horas de discurso do jornalista.Bonner disse sim que as faculdades de comunicação deveriam melhorar e muito,mas declarou também que a experiência universitária é indispensável.Não concordo com tudo o que ele disse,mas é preciso conhecer diversos pontos de vista e aprender a não distorcer as palavras alheias.
José Roberto Antonio , Guarulhos-SP - Jornalista
Enviado em 19/10/2009 às 00:06:45
Ver como é preparado e apresentado qualquer jornal não deveria ser êxtase de estudante ou pro-fessor, principalmente quando a referência é na Globo. O importante é ver e analisar como são fabri-cados conteúdos e manipuladas informações nestas redações dos barões da mídia. Tão lamentável quanto as idéias de Bonner, é a pérola da professora. Globo não é referência para a academia, a não ser pelo seu monopólio e atuação partidária, desde a época da ditadura, a qual serviu com fidelidade. Talvez, pelo poderio tecnológico, mas isto é assunto em relação à ferramenta de produção, às custas de muito dinheiro público injetados nas "organizações". De quem foi a brilhante idéia na UnB de convidar Bonner para a palestra? Mesmo que fosse para o contraditório e a polifonia acadêmicos, poderia ter pensado em um reacionário servil com mais estrada nas "organizações" ou em outras do mesmo naipe de jornalismo fútil. A UnB é a casa de ferreiro com espeto de pau? A universidade tem tantos seres pensantes cogni-tivos na área de jornalismo, como o professor Venício Lima, e chama elemento fático do jornalismo de tv para quê? Para promover tietagem, debater o jornalismo artístico e de celebridades que vivem produzindo factóides midiáticos. Realmente, a universidade merece mais respeito. E deve avaliar, à exaustão, em todas etapas de formação, as referências para os futuros jornalistas.
Roberto Lopes , Maceió-AL - jornalista
Enviado em 18/10/2009 às 22:25:03
Tão rídiculo quanto William Bonner é a parte da imprensa que não divulga que a PEC dos Jornalistas, proposta que retoma a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, será analisada nesta quarta-feira (21) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O garoto propaganda do “jornalismo” global só representa a opinião da empresa que trabalha.
Herond Salles , Campos dos Goytacazes-RJ - Estudante
Enviado em 18/10/2009 às 21:32:40
É impressionante como a maioria dos “jornalistas” ainda está chorando pela decisão do STF. Por trás desse discurso de profissão “a serviço da sociedade”, “imparcialidade”, “ética jornalística” está o desejo em perpetuar os privilégios da reserva de mercado; reserva essa que deveria ser extinta completamente.
MArcos Chaves , BH-MG - Func. Público
Enviado em 17/10/2009 às 19:56:44
O que esperar de um agente da colonização do pensamento único? É a extensão dos tentáculos midiáticos globais na base da formação onde ocorre "... reflexão e produção de conhecimento". O indigitado formador de opinião e a empresa que representa não quer nada mais do que nos ter como boizinho de presépio a ouvir as distorções com que discursam e tendenciosamente reportam dia após dia nestes mais de 40 anos de ditadura global.
Eduardo Braga , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 17/10/2009 às 16:10:31
O que o Bonner diz, não pode ser levado a sério. Também descobri que ele desdenhou do Encontro Nacional de Comunicação, em Brasília, no fim do ano. Segundo ele, a mídia já é democrática e, por isso, qualquer tentativa de democratizar o acesso aos meios de comunicação é bobagem. Bobagem é dar ouvidos a um profissional que pensa assim. Acho que a UNB deveria ter mais critérios ao convidar um jornalista profissional para uma palestra.
Gilmar Chiapetti , Fazenda Rio Grande-PR - poeta
Enviado em 17/10/2009 às 10:53:09
Um questionamento que me faço: Pra ser professor, precisa de diploma? Ou qualquer um com um grande conhecimento em uma área especifica, mas que não sabe passar esse conhecimento aos outros, pode ser professor? Não estou pensando em ninguém especifico, mas o trauma que a maioria dos brasileiros tem em relação a matemática pode ser pq os professores de matemática são matemáticos e não são professores.
Renan Ribeiro de Alencastro , Rio de Janeiro-RJ - ex-mestrando de comunicação em Bsb
Enviado em 16/10/2009 às 22:04:21
As mestras Zelia Leal e Celia Maria Ladeira Mota são de uma casta diferente. Corporativistas até a olho nu. Fica a Celia jogando confete na outra numa demonstração tacanha de comadres juntas em defesa de sua posição social: professoras da UNB, aquela ótima ideia do Darcy Ribeiro estragada depois por Cristovao Buark e seu samba de uma nota só (Educação! Educação!) e pelo gentleman de nome inglês e lixeira em seu apartamento pela hora da morte. A que ponto chegou a antes respeitada Universidade de Brasília. Na falta de bom estofo intelectual da autora vem em seu socorro as "colegas de profissão" Sayonara e Célia. Só falta aparecer agora o Sérgio Pena, o Martino e todo o primeiro comando da PPG. Ridículo o papelão da dra Zelia neste texto pífio, medíocre e o pior é ter sido aceito pelo Observatório. Nunca vi tanta encheção de linguiça e como disse o leitor Carlos Ayres: haja muro para ficar!
sylvia moretzsohn , rio de janeiro-RJ - professora
Enviado em 15/10/2009 às 23:26:49
Zélia, eu só queria saber o seguinte: nesse acordo Globo/Universidade, há alguma perspectiva de a Globo chamar professores para dar palestras a seus jornalistas?
Sérgio Silva Cardozo , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 15/10/2009 às 22:09:47
Li o que a professora Célia escreveu e me pergunto em que mundo ela vive. Em que planeta? Em qual sala de aula? Segundo ela, o jornalista é um ser iluminado. É só ter o diploma. E sai iluminado, deveras. Iluminado lendo pouco, refletindo menos ainda, mas sendo catequizado em uma cartilha esquerdista, dando pouca ou nenhuma importância aos professores. Vamos parar com isso! Vamos parar de defender reserva de mercado que só serve aos medíocres. Não acho que a Universidade forma ninguém, a formação é contínua. Todo profissional (e não só os jornalistas) deveria ser testado a cada 5 ou 10 anos. Todos! Vão me convencer de que se formou, está pronto! E não me venham com a falácia de Jornalista é um ser superior, iluminado. Gostaria muito de saber a opinião dos alunos desses professores. O Bonner é publicitário e é um bom jornalista. Ou não é? Ganha bem, é bonitão e ainda tem a coragem de falar o que pensa sem ter medo de patrulhamento. O melhor patrulhamento que existe hoje é a competência. Ou resto é bolsa-chorão. É só mamar que leva!
Andre Costa , Porto Alegre-RS - Estudante
Enviado em 15/10/2009 às 21:52:18
Cursos Universitários não são capazes de formarem profissionais. Estes "se formam" na prática, no exercício diário de suas tarefas, na pesquisa e na disposição de aprenderem continuamente. Por outro lado, a faculdade PODE, sim, ser uma ferramenta que auxilie o aprimoramento profissional, fornecendo subsídios para o pleno desenvolvimento daqueles que exercem determinado ofício. No entanto, o que determina a existência de um especialista ou de um amador é tão somente o resultado do seu trabalho.
Marcos Adriano Rodrigues da Silva , Olinda-PE - Acadêmico de Letras
Enviado em 15/10/2009 às 18:39:35
Não existe diploma de Jornalismo. O que existe é diploma de Comunicação Social, c / a respectiva habilitação: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Radialismo, etc. Jornalismo não é, portanto, curso, mas habilitação. Ou seja, o assunto é tratado, comumente, c / uma falha conceitual.
Kaio Almeida , Rio de Janeiro-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 15/10/2009 às 17:58:19
Tia, bem vinda à realidade... diploma de jornalismo é uma falácia... O máximo que se consegue depois de 4 anos em um curso é formar um foca muito do chato... após anos de experiência diária espera-se que se consiga um protótipo de jornalista. Mas aí, vem uma mega empresa de informação e transforma este sujeito, em um simples operário da informação à serviço das corporações. Não se aprende muito na universidade hoje... Não se aprende pra vida, não se aprende pra profissão... Lamentável é uma professora deste quilate não se atentar pra isso. Colocar a acadêmia como se fosse a única opção do saber é até normal, dentro de uma realidade em que nem 5% da população tem acesso. Mas na verdade disfarça aquele gostinho de exclusividade, que tanto atinge os doutores como os jornalistas. Como diria o poeta Joaquim Barbosa, "saia à rua d. Zélia, saia à rua."
Celia Maria  Ladeira Mota , Brasilia -DF - jornalista e prof. de jornalismo
Enviado em 15/10/2009 às 17:27:52
Leio nos comentários ao artigo da professora Zelia Leal um preconceito com relação ao profissional de Jornalismo, e que se estende aos cursos superiores de formação de jornalistas. Uma profissão que surgiu com o Iluminismo, com a idade da razão, a imprensa foi a instituição capaz de chamar a si o trabalho de racionalizar o conhecimento. É o jornalismo o responsável pela contínua geração de autoconhecimento sistemático e de reflexão sobre o tempo presente. E o jornalista é o ser social em tarefa constante de iluminar as demais atividades sociais, contribuindo para a transformação das realidades e para o aprimoramento democrático. Teorias recentes (Habermas, entre outros) consideram o jornalista um historiador do presente. Numa era de crescente complexidade, nada mais coerente com a profissão que a formação superior específica, onde não se aprende só português ou história ( que, aliás, se aprende desde o Ensino Fundamental) mas se aprende a refletir, a teorizar sobre a prática, exercitada nos diversos laboratórios dos Departamentos de Jornalismo atuais, em busca do seu aperfeiçoamento. Parabéns aos professores de Jornalismo que lutam por uma formação integral dos profissionais que vão, com seus textos, dar sentido ao mundo em que vivemos.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 15/10/2009 às 16:38:33
A receptividade opositiva às idéias expressas nesse artigo mostra como os jornalistas se alienaram. Profa. Zélia, não tente defender o indefensável. A imprensa na maioria dos países do primeiro mundo passa ao largo do diploma específico. O Bonner tem toda razão em suas observações, mas infelizmente a Globo exige sim o diploma específico em suas contratações atuais. É o contrasenso global.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em eletrônica
Enviado em 15/10/2009 às 16:31:14
É verdade, do jeito que está hoje, o curso de jornalismo não tem competência para forma jornalistas de qualidade. Sobre a questão ética, também concordo que ela não se aprende na faculdade, pode-se discutí-la melhor, melhorar os argumentos, mas a postura ética já está formada no estudante antes mesmo do vestibular. É mentira que a Globo está se lixando para o diploma. Todas as vagas abertas para o jornalismo na mãe e nas afiliadas exigem o famigerado diploma. Resumindo, a desobrigação do diploma efetiva os que já possuem experiência mas não abre oportunidade para ninguém. É a ditadura do diploma que sobrevive à desobrigação.
Alexandre Pastre Gonçalves , Andradas-MG - contabilista
Enviado em 15/10/2009 às 13:26:45
Em uma entrevista recente do Bonner para o Dines, ouvi bem do âncora que o fim da obrigatoriedade incentivará a reformulação do conteúdo programático, especialmente com a utilização intensiva de laboratórios em substituição a conteúdos importantes, mas não tanto quanto o enfoque prático. Daí a valorização do ambiente da redação no discurso do Bonner e não o desprezo pela formação acadêmica. Ele, inclusive, também se referiu à contratação de profissionais com prioridade para os diplomados. O tom ficou claro: há jornalistas muito bem capacitados saindo dos cursos de graduação em jornalismo, e esses têm a preferência em relação aos demais profissionais, mas o resultado poderia ser ainda melhor, inclusive quantitativamente, se o direcionamento fosse mais aperfeiçoado, em especial para a atuação na profissão.
Alexandre Pastre Gonçalves , Andradas-MG - contabilista
Enviado em 15/10/2009 às 13:05:17
Em uma entrevista recente do Bonner para o Dines, ouvi bem do âncora que o fim da obrigatoriedade incentivará a reformulação do conteúdo programático, especialmente com a utilização intensiva de laboratórios em substituição a conteúdos importantes, mas não tanto quanto o enfoque prático. Daí, a valorização do ambiente da redação no discurso do Bonner e não o desprezo pela formação acadêmica. Ele, inclusive, também se referiu à contratação de profissionais com prioriedade para os diplomados. O tom ficou claro: há jornalistas muito bem capacitados saindo dos cursos de graduação em jornalismo, e esses têm a preferência em relação aos demais profissionais, mas o resultado poderia ser ainda melhor, inclusive quantitativamente, se o direcionamento fosse mais aperfeiçoado, em especial para a atuação na profissão.
Victor Emanuel  Lopes , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 15/10/2009 às 11:13:18
A opinião é do Bonner ou da Globo? Jornalista pode opinar na Globo?
Marcus Pessoa , Belém-PA - Servidor Público
Enviado em 15/10/2009 às 11:11:57
William Bonner está coberto de razão. Fiz cinco semestres de jornalismo, e o que aprendi, de fato, sobre a técnica da profissão, poderia ser condensado em 6 meses. Trabalhei em jornal diário e era tratado de igual pra igual pelos meus colegas formados. Já disse antes e repito: professores há muito tempo afastados das redações, como a profa. Zélia Adghirni, não têm autoridade profissional para criticar a imprensa. Faltam mais jornalistas escrevendo no Observatório, e isso está tornando-o quase ilegível (infelizmente).
Luciano Ferreira , Recife-PE - Servidor Público
Enviado em 15/10/2009 às 09:41:49
Não vejo nos comentários do sr. Bonner um desrespeito a universidade, como o diz a autora. Tudo o que ela diz que é necessário, "...é preciso estudar política, economia, literatura, ler muito e desenvolver o espírito crítico." pode ser feito fora da universidade se houver espírito em quem quer aprender. Na verdade, as universidades vêm cada vez menos incentivando o aprendizado de tudo isso que ela mencionou, e se tornando cada vez mais centros de militancia para determinada visão política - marxismo - esquecendo o sentido de UNIVERSAL, que carregam no nome.
Sérgio Silva Cardozo , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 14/10/2009 às 19:07:48
Nada melhor do que concorrência. A Globo só ganha com isso. Vejam os telejornais do horário nobre e percebam o quanto o JN é bom. Diploma de jornalista só serve para reserva de mercado. Minha filha fazia Jornalismo e teve professores que nunca pisaram numa redação de jornal, mas adoravam uma passeata, uma reunião. São aqueles de calcanhares sujos, como Nelson Rodrigues eternizou. E os erros de português? Só aqui tem um monte. Viva a Veja, a Globo, o capitalismo, Tom Jobim, o sucesso! Abaixo aos que querem matar a meritocracia que, agora, tem viés de direita. Façam-me o favor. E um amigo da UNB me disse que o apelido do reitor de lá é "Zé do MST". Brasília merece? E a Globo deveria procurar universidades privadas, nas quais professor não falta e se faltar, está na rua! Aliás, minha filha agora estuda História.
Amanda  Silva , Belo Horizonte-MG - Estudante de Jornalismo
Enviado em 14/10/2009 às 18:20:53
O discurso de Bonner é realmente bom para quem quer repetir esse jornalismo que tanto temos (de) apreciado atualmente. É importante lembrar que nem todo estudante de Jornalismo tem a capacidade de dicernir que a fala tem certo teor de razão, mas apenas isso. E desde quando o jornalismo praticado pelo JN é "o melhor"? Quem toma isso como orientação não passa de um "Homer Simpson" não é Bonner? Ps.: considero importante o papel do JN para a nação brasileira em seus 40 anos, inclusive é meu objeto de pesquisa.
Demétrio Rocha Pereira , Canoas-RS - Estudante de Jornalismo
Enviado em 14/10/2009 às 15:37:58
Convidar o Bonner para uma palestra de lançamento do tal livro "Como fazer" foi uma magnífica demonstração de que o pessoal da UnB, se pretendia ouvir carícias, não está tão bem informado quanto deveria - ainda mais em se tratando de gente que estuda Comunicação. Eis a prova de que as escolas de jornalismo têm sido menos um ambiente de reflexão sobre o campo do que fábricas de tecnólogos letrados em manuais de redação e "Como fazeres". Chutam a crítica para longe, abraçam o mercado e, quando levam um tapa de luva do convidado de honra, resolvem se agarrar à falácia de que há um mar de luzes e de erudição banhando os corredores das faculdades. Pois que esteja dito: em si, o diploma não é condição necessária NEM suficiente para que alguém esteja apto para o ofício jornalístico. O próprio Bonner está dizendo. E não precisa ser ele. Fossem Tom Wolfe ou Gay Talese, diriam o mesmo sobre o diploma. Ao menos, teriam algo para falar sobre jornalismo. Mas esse tipo de gente não é convidada. No mais, é claro que a universidade é importante. Entretanto, se for para trabalhar na Globo, subscrevo o que disse Bonner.
Ricardo Silveira , Recife-PE - Jornalista e professor universitário
Enviado em 14/10/2009 às 14:43:11
(Continuação) “Colegas” como o Bonner pensam que ninguém deve contestar o já estabelecido, não é mesmo? Para eles, não são bem-vindos alguns pensamentos diferenciados que não reproduzam ou reforçem sua ideologia; seria necessário, em sua visão, afastá-los completamente da formação dos futuros jornalistas. Pessoas como o Bonner, a partir do aqui relatado, se consideram mais competentes para capacitar os futuros jornalistas, tamanha a arrogância. E os deslumbrados que os seguem, às vezes, de tão “adestrados”, demonstram muita dificuldade para ler e compreender algumas contestações. Que bom que nem todos os profissionais proeminentes do jornalismo pensam como o Bonner e que bom que nem todos também são esses robozinhos, uma infeliz realidade bem apontada pelo Leandro Fortes em sua intervenção.
Ricardo Silveira , Recife-PE - Jornalista e professor universitário
Enviado em 14/10/2009 às 14:38:23
Parabéns Profª Zélia, pelo texto claríssimo. A senhora expôs uma situação ocorrida e pontuou sobre o que é mais relevante. Contrapontos como esses são benéficos para um maior equilíbrio frente ao deslumbramento inconsequente no qual alguns estudantes ou profissionais mergulham em boa parte da vida ou em toda a vida. Em seu comentário, a professora Sayonara Leal também resumiu muito bem a situação ocorrida hoje em setores do mercado e, eu diria, da própria Universidade. Alguns indivíduos, como o Bonner neste episódio, tentam minimizar a importância de anos de estudos e dedicação para se formar um jornalista mais crítico, como se tal esforço fosse pura perda de tempo. Isso é motivado, claro, pelo fato de que os mais deslumbrados e acríticos são sempre mais dóceis, mais passíveis de serem seduzidos pela superficialidade de qualquer imagem. (Continua)
Erick Cerqueira , Salvador-BA - Analista de Marketing
Enviado em 14/10/2009 às 12:41:05
Engraçado. Não foi esse mesmo Bonner que chamou o público do Jornal Nacional de "Hommer Simpson"? Errado não é o Bonner e o seu salário gordo do JN. Errado é quem convida o rapaz da "mecha branca" para palestrar aos futuros estudantes de jornalismo, mesmo depois de saber que ele é a favor da não-obrigatoriedade do diploma. Zélia, desculpa, mas seu texto ficou ambíguo. Talvez pela sua atração pelo charme do "bom moço".
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 14/10/2009 às 11:15:03
Não sei porque tanto deslumbramento com uma empresa, um telejornal e um profissional (ele também é o editor) que praticam um jornalismo tão raso, tão fraco de conteúdo. Mesmo na TV a cabo, os debates são muito fracos e pouco esclarecedores. Não dá, ou melhor, nunca deu para levar a sério Rede Globo. Preocupa o poderio político dela, mas, se alguém quer tomá-la como modelo para formação jornalística e de opinião, pegou o bonde errado.
Lucas Baryoussef , Juazeiro-BA - Estudante de Jornalismo
Enviado em 14/10/2009 às 09:40:30
Ei pessoas, fiz um curativo no meu dedo. Será que sou médico???
benê silva , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 14/10/2009 às 00:28:20
Quem não viu, perdeu.Dines, em seu OI na TV, na entrevista do Bonner.Fez e desfez durante quinze minutos tentanto intruduzir uma idéia defensora do diploma, mas, esqueceu-se o calejado jornalista , de fazer a lição de casa: Bonner não é formado. E é contra o diploma. O pavor tomou conta do entrevistador. Deu pena. Quanto ao desempenho de Bonner no telejornal mais visto no país, independentemente do viés (como gostam de dizer) político, o jornalista não estaria na bancada apenas pela voz bem postada e boa aparência, convenhamos. Muita gente anda vendo assombração a qualquer hora.
Leandro  Fortes , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 13/10/2009 às 21:21:55
Zélia, o que não serve para nada, é o Jornal Nacional. Bonner é o retratado acabado desses robozinhos teleguiados que as empresas de jornalismo no Brasil moldam em suas escolinhas de monstrinhos competitivos. A UnB poderia ganhar muito mais fazendo outras e melhores parcerias. Beijos.
fabio fonseca , Natal-RN - economista
Enviado em 13/10/2009 às 17:45:24
Dra Zelia, Sou economista, quase doutor em Geografia, na Universidade de Barcelona/España, o q significa q nao sou o mais apropriado pra falar desse tema. No entanto, minha namorada, de Viena/Austria, é jornalista do Derstandart, o maior jornal do pais. O detalhe é q ela nao tem formaçao de jornalista, embora trabalhe nisso. Percebo que um jornalista é um misto de autoformaçao, mas tb estou inteiramente de acordo com a senhora, nao se pode por na lixeira cursos de jornalismos, teses e dissertacoes tao rapidamente. Assim q sigam o discurso e se posso dizer algo, q tal o sem obrigatoriedade do diploma mas com etica profissional...ja seria um bom começo
Ricardo Entz , Toulouse - França-IN - Universitário
Enviado em 13/10/2009 às 16:09:56
Concordo que não devo ter as melhores habilidades para ler, ou mesmo redigir, mas a incrível falta de habilidade da autora em não ter a mínima clareza que se espera de alguém capaz de, supostamente, produzir pesquisa é gritante. Ao longo do texto temos comentários com idéias da esquerda atrasada, tal qual a de vários sindicalistas que encontramos no Brasil, junto a elogios nada coesos que dificultam o entendimento da tese (se é que há alguma) Tudo isso só mostra o porquê de sempre vermos a UnB em notícias de manifestações com um tom vermelho antigo, dado esse exemplo de corpo docente.
Sayonara  Leal , Brasília-DF - professora universitária
Enviado em 13/10/2009 às 15:19:46
Zélia, assino em baixo de seu artigo. Difícil falar para os alunos de hoje da área de Ciências Sociais (puras e aplicadas) que o caminho mais fácil para se lançar numa profissão nem sempre é o menos árduo. A universidade envolve investimento intelectual. Disso não tem como fugir e prescindir. Discursos fáceis de proferir e entender, vindo de um ícone, do telejornalismo no país, com carinha de mocinho, são digeridos com muita facilidade por jovens que procuram manuais técnicos para produção de discursos sobre a realidade. Esta não é óbvia, pelo contrário, é caótica e precisa de método e reflexão conceitual para ser abordada. É impossível adquirir essa habilidade fora da universidade¿ Eu não diria isso. Mas, sem dúvida, é a vivência acadêmica, com diálogos entre diferentes epistêmes que a universidade, por excelência, proporciona, o que potencializa o esclarecimento. Talvez, o próprio Bonner não tenha entendido o papel da USP em sua vida, ou por um dirigismo do próprio mercado, não tenha sido sincero com a platéia. Mas, cumpriu seu papel de portador do discurso da sua empresa, para qual o que menos interessa é a formação de um jornalista com capacidade crítica que possa ser confundido com um intelectual (de esquerda).
Marco Araujo , Rio de Janeiro-RJ - Aposentado
Enviado em 13/10/2009 às 13:16:36
É uma pena que ainda se assista o Jornal Nacional. É tendencioso, políticamente a favor das elites e informa mal. Esse rapaz que diz que os ensinamentos das universidades são de esquerda não entende de gente. No meio onde ele vive, de frivolidades e altos salários não se sabe o que é viver fora da redoma. Veja essas meninas e meninos da Globo News que tentam imitar o casal Bonner e esposa. Eles não sabem nada da vida. Fazem as perguntas vendas da editoria, sob a supervisão política do Ali Kamel e, quanto chega o momento de externarem opiniões em vista de algumas respostas não concordantes com a opinião que veio lá de dentro, simplesmente falam abobrinhas.
Raimundo Portela , Rio de Janeiro-RJ - Técnico em Eletrônica
Enviado em 13/10/2009 às 11:31:35
Não me surpreende as opiniões deste rapaz, há muita contradição no que ele diz e escreve, e não poderia ser diferente se ele está serviço do poder do monopólio global. Para reflexão. Estudou, formou-se em publicidade em uma Universidade pública e na telinha desqualifica esta mesma instituição, desorientando os mais novos que estão no banco da faculdade, que nada disso vale, é tudo mentirina. O correto é ser submisso ao mercado, baixando a cabeça e faça o que oriento. Parabéns professora. Mas é isto que nosso sistema educacional produz, homens para a produção dos bens do capital e não homens para a vida. Abraço
Rodrigo Dias , João Pessoa-PB - Biólogo
Enviado em 13/10/2009 às 10:21:47
Leiam a outra reportagem deste bloco, sobre como o Jornal Nacional faz notícia de forma "imparcial": http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=559JDB004. E aí, Dra. Zélia, ainda insiste na necessidade de imparcialidade? Como se "ater aos fatos" numa questão ampla, delicada e já dicotomizada desde a largada, como a questão fundiária brasileira? Ou melhor, como se "ater aos fatos" em uma reportagem típica de um minuto ou dois?
Rodrigo Dias , João Pessoa-PB - Biólogo
Enviado em 13/10/2009 às 10:07:05
Discordo do Marco Machado. Para que uma pessoa estuda a vida inteira, se quando surge um assunto qualquer precisa ficar em cima do muro, "mostrando apenas os fatos"? Não acredito em imparcialidade, ainda mais quando temos um Jornal estupidificante como o Jornal Nacional - como apresentá-lo como se fosse apenas "um" jornal ou (ainda pior) "o" jornal? Concordo com o Marcelo Souza, ainda bem que a Internet nos dá alternativas. E, apesar de tudo, sou obrigado a concordar com o Bonner nisto: diploma de jornalista serve pra criar cidadãos críticos? Eu achava que toda universidade (ou seria o Ensino Médio?) se prestava a isso...
Marcelo Souza , Indaiatuba-SP - Analista de sistemas de Telecomunicações
Enviado em 13/10/2009 às 08:45:09
O discurso de Bonner está alinhado com a estratégia da Globo. Alienar cada vez mais seus telespectadores para que a audiência de programas como o BBB aumente. Ainda bem que a internet já está acabando com esse meio de comunicação de única via.
Marco Marques Machado , Porto Alegre-RS - Jornalista diplomado
Enviado em 13/10/2009 às 05:23:25
Caro amigo Carlos, talvez em seu longo percurso de jornalista, tenha lhe passado qual é o papel de um pesquisador. Como tal, a autora não deve mostrar seu posicionamento, e sim os fatos, para serem discutidos e analisados pela sociedade. O texto é instigante, pois retrata o momento de um jornalista midiático na academia, nos levando a refletir sobre os processos de midiatização que o JN deposita em suas notícias, através de seu funcionário William Bonner.
everton maciel , pelotas-RS - repórter
Enviado em 12/10/2009 às 20:15:15
A prof ª Zélia deve estar afetada por algum outro motivo. Sobre "pensar" que o diploma não serve pra nada, uma notícia: não serve, mesmo.
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