ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 564 - 2/2/2010
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LULA, O FILHO DO BRASIL
O que a imprensa viu na estréia

Por Washington Araújo em 19/11/2009

128 minutos. Este foi o tempo decorrido entre o nascimento de Luiz Inácio da Silva, em Caetés, subúrbio de Garanhuns, em Pernambuco, e o momento em que é aclamado como a maior liderança sindical do Brasil, em São Bernardo do Campo. 128 minutos cobrindo o período que vai de 1945 até 1980.

Como jurado do Festival de Cinema de Brasília, Mostra do Distrito Federal, estive entre os 1.800 convidados para a "estréia internacional" do filme Lula, o filho do Brasil, ocorrida no Teatro Nacional, às 21h de terça-feira (17/11). O burburinho corria solto. A audiência mesclava ministros, senadores, deputados, imprensa, funcionários públicos. Duas dúzias de assentos foram ocupados por deficientes auditivos. E, pasmem, visuais. A sessão foi marcada por protestos da produção do filme contra a organização do festival, que deixou os atores sem assento reservado. Com orçamento de 12 milhões de reais, Lula, o filho do Brasil é o filme mais caro da história do cinema brasileiro e será exibido em quase 400 salas no Brasil, a partir do dia 1º de janeiro de 2010.

Havia muita expectativa e a noite era realmente de celebração. As luzes se apagam. Escutamos algumas palavras de ordem: "Cesare! Cesare!". Uns poucos manifestantes, 10 ou 12 pessoas, sobem ao palco com uma longa faixa com os dizeres: "Lula: liberte Cesare!". O grupo não empolga a audiência. Estavam gritando sozinhos, continuariam gritando sozinhos. Extraditar ou não o italiano Cesare Battisti definitivamente não será o assunto da noite. Até que os apresentadores do festival, após os cumprimentos de praxe, convidassem ao palco Luiz Carlos Barreto e Fábio Barreto, produtor e diretor do filme.

Barretão, o pai, não se fez de rogado e reclamou de maneira agressiva pela ausência de bombeiros e brigadistas para o caso de haver algum acidente – "acho isso uma temeridade". Reclamou também dos organizadores por permitir que centenas de pessoas assistissem à estréia, sentados no chão, ocupando qualquer espaço possível e, obviamente, dificultando a passagem em caso de acidente. Foi vaiado.

Em seguida usou a palavra o diretor Fábio Barreto – este é seu oitavo longa-metragem –, que continuou a ecoar os queixumes do pai e foi ainda mais incisivo: "O Festival não reservou assentos para os atores e a equipe técnica do filme. Estamos aqui todos em pé. Não tem uma cadeira para Glória Pires. Como vamos assistir? Peço que uma fileira, uns 30 lugares, sejam desocupados para que possamos nos sentar". Mais vaias.

A dupla passou atestado de pessoas sem noção. Porque não reclamar a quem de direito, no momento adequado? Por que embaçar a noite de estréia do aguardado – e já polêmico filme sobre Lula – com questões miúdas e para as quais, com certeza, a platéia nada poderia fazer? Óbvio que o mal-estar não surgia ali, naquele instante. Bem antes da projeção, o clima de briga entre produção da fita sobre Lula e a (des)organização do festival lembrou clima de feira. Só faltaram, mesmo, as luvas de boxe. Fiquei pensando como seria... a organização da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Chega um momento em que amadorismo, realmente, não dá.

Como os jornais trataram da estréia ontem à noite do filme sobre Lula?

A Folha de S.Paulo abriu matéria com o título "Desorganização marca pré-estreia de `Lula´" [para assinantes; matéria da Folha Online, de acesso livre, aqui]. Destacou em subtítulos que "Ministro Paulo Bernardo rebateu críticas ao uso político do filme e desafiou a oposição a tentar fazer o mesmo com seus líderes" e que "apesar da ausência de Lula, estreia atraiu tanta gente que elenco quase ficou de fora; Luiz Carlos Barreto reclamou e acabou vaiado". O jornal preferiu tratar da desorganização do Festival, o que não é nenhuma novidade, do que do filme que era o tema principal do dia.

O Globo foi pelo mesmo caminho: "Confusão e superlotação marcam estreia de filme sobre vida de Lula". O texto é curto e fala de tudo, menos do filme. É mais afeito à crônica social listando autoridades presentes. Destaca a manifestação contra a extradição de Cesare Battisti e as vaias para Luiz Carlos Barreto.

O Correio Braziliense publicou matéria com a manchete "Lula na telona, poder de pé". No subtítulo ficávamos sabendo que o filme mesmo seria escanteado: "Superlotação, ministros e parlamentares em pé e produtores assustados. Esse foi o retrato da estreia do filme Lula, o filho do Brasil". Destacou algumas aspas interessantes: o cientista político Paulo Kramer dizendo que "o filme é o resultado da opinião favorável ao presidente", enquanto David Fleischer, cientista político, acredita que a película foi feita justamente para ter efeito eleitoral: "[efeito eleitoral] foi o motivo principal. Havia a hipótese do terceiro mandato". O pernambucano Jornal do Commercio: "Filme sobre Lula estreia com emoção e tumulto"

Não sei o que aconteceu com nossos principais jornais, mas o fato é que trataram de quase tudo, menos do filme. Disseram o que desejavam dizer e escreveram muito sobre nada. Um caso raro de passar batido no bingo. A cartela premiada falava do filme, mas as pedras cantadas ecoavam desorganização, vaias, protestos, medo de incêndio, imensos aplausos mornos. Exemplo acabado do que teremos em 2010. Sendo um dos 1.800 que assistiram a esta estréia, posso afirmar que a cobertura da imprensa deixou a desejar. E muito. Não tenho a menor dúvida que leitores dos jornais de quarta-feira (18/11) receberam gato por lebre se desejaram saber como foi a recepção ao sempre falado Lula, o filho do Brasil.

Obra contida

O filme de Fábio Barreto, estrelado por Rui Ricardo Diaz, Gloria e Cleo Pires, reproduz na tela grande o mito do herói. Da extrema penúria do sertão pernambucano à periferia do cais do porto de Santos, em viagem de 13 dias e 13 noites em um pau-de-arara, e dessa viagem o nascimento de emblemática liderança operária. A matriarca, dona Lindu, vivida por Glória Pires, pontua a trajetória. Mulher sofrida, abandonada pelo marido, cheia de filhos pequenos, estrangeira na cidade grande. Como viúva de marido vivo, Lindu protege Lula e seus irmãos do mundo e do pai sempre bêbado, o agressivo Aristides. Ela é a âncora, o chão emocional e a única personagem que infunde valores ao filho. É recorrente seu conselho ao filho prenhe de futuro glorioso: "Se você tem que fazer, vá e faça; e se não pode fazer, espere e depois faça"; e também o não menos incisivo chamado à perseverança usando o curioso verbo: "Teime, meu filho. Teime".

Dona Lindu é quem tece os fios do destino. A bem da verdade, o nome do filme deveria ser Lindu, a filha do Brasil.

Fiel ao livro de Denise Paraná, o filme assume cores do épico. Não temos aqui Moisés abrindo o Mar Vermelho nem Jivago, em meio à revolução bolchevique de 1917, vivendo tórrido romance com Lara. Mas temos um Zé Ninguém brotando como xique-xique no sertão nordestino e guiado pelo bordão popular do "deixe a vida me levar, vida leva eu".

Toda pobreza quando bem evocada no cinema já traz um que de trágico – e daí é um pulo para o épico. No caso desse filme não vemos pobreza, encontramos penúria. Os personagens parecem destituídos de tudo. Cada pequeno dia vivido é uma vitória. Se dona Lindu é a heroína, o pai Aristides é o vilão. Vilão agressivo quando presente. E não faltam situações a nos levar ao mundo das emoções mais sentidas: o frangote que se interpõe entre a mãe e o pai quando este ameaça surrá-la; o ainda imberbe adolescente Luiz Inácio recebendo o diploma de torneiro mecânico do Senac; o casamento e o sonho da casa própria; a morte do primeiro filho e da mulher durante o parto; o acidente na metalúrgica que lhe custou o dedo mindinho; a assembléia com milhares de operários lotando o estádio de Vila Euclides e na falta de microfone a forma encontrada para se passar à multidão seu discurso; a liberdade da prisão, por algumas horas, para ir ao cemitério se despedir da mãe.

Rui Ricardo Diaz, o ator que vive Lula dos 18 anos 35 anos, merece todos os aplausos. Sua performance é cativante e, o melhor, é crível. O diretor, se quisesse, poderia se desencaminhar para o estilo lacrimogêneo – afinal, a história de Lula é em si mesma um roteiro, onde não faltam emoção e lágrimas, muitas lágrimas. Mas Fábio Barreto optou por uma obra contida. E acertou em cheio. É que não existe um personagem a ser construído nas telas, e sim uma história a ser contada na tela.

Canção antiga

Outros presidentes populares do Brasil, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, também tiveram sua história levada às telas. Nos dois casos o aspecto político era predominante. E um detalhe: os filmes foram produzidos após a morte dos personagens-títulos. Ou seja, os arquivos estavam fechados. No caso de Lula, os arquivos estão abertos, muito abertos. Lula, o filho do Brasil está mais para Dois filhos de Francisco, a obra de Breno Silveira que relata a saga dos irmãos Zezé Di Camargo e Luciano, lançado em 2005.

Vale destacar que esta não é a primeira empreitada do cinema de levar Lula para as telas. Não. No entreato temos os peões. As greves e Lula movem o filme Peões, dirigido por Eduardo Coutinho e lançado em 2004. Os depoimentos sobre os movimentos grevistas e sobre as vidas dos operários que participaram deles foram tomados às vésperas da eleição presidencial de 2002; na sua maioria, eles declaram sua paixão por Lula.

Entreatos é Lula. O filme de João Moreira Salles, realizado em um período de 40 dias, principalmente entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais de 2002, acompanha o futuro presidente em suas viagens e reuniões de campanha. Se em Peões já se vê, através de imagens de arquivo, um Lula humano, perspicaz, intuitivo, em Entreatos isto é escancarado. Se em Peões temos um Lula sindicalista, combativo, em Entreatos, também lançado em 2004, o que surge é o político articulado e amadurecido.

Agora chega a cinebiografia de Fábio Barreto lançando luz sobre a vida de Lula e passando pela narrativa linear do nascimento, infância, adolescência, maturidade. Neste sentido podemos considerar os três filmes como momentos de uma mesma personagem, fictícia por englobar vidas diferentes, mas real ao tratar do tema. Em um primeiro ato tem-se o primitivo e alienado, que em um segundo momento se revolta, combate e que por fim articula e é capaz de influir no seu próprio destino.

Se todos estavam alegres, felizes na longa espera para o início da projeção, aos 20 minutos do filme já percebíamos ondas de emoção tomando o imenso salão. E não havia pieguice. O que emocionava não era apenas o alto poder de convencimento de Rui Ricardo como Lula nem de Glória Pires, como Lindu. O que emocionava era ver nas telas o Brasil profundo, aquele país que sofre, no mais das vezes, calado; aquele país que tem bem pouca semelhança com a penitenciária paulista do Carandiru e com o bairro carioca Cidade de Deus. Assistíamos naquele ambiente – que apenas a magia do cinema pode evocar – a vitória dos que já nasciam marcados para o fracasso e a celebração do improvável sobre o provável. E nada disso foi notícia nos jornais.

O filme que a grande imprensa repercutiu nas edições de quarta-feira (18/11) em nada lembrava o filme que assisti no lotado Teatro Nacional de Brasília. Aqueles anos 1960 e 70 foram tão bem evocados que, de repente, me vi cantarolando o antigo sucesso do Moacir Franco:

"Sua ilusão entra em campo no estádio vazio,

Uma torcida de sonhos aplaude talvez

O velho atleta recorda as jogadas felizes,

Mata a saudade no peito driblando a emoção."

***

Clique aqui para assistir ao trailer do filme.

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Ficção ruim converte vida única em história exemplar – Fernando de Barros e Silva [para assinantes do UOL/Folha]

Comentários (54)
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Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 25/11/2009 às 18:46:41
Como pode o filme do Lula ser melodramático se o próprio Lula é melocomediático?!. Observação: E em breve nos cinemas o filme Sarney, o filho do Maranhão e enteado do Amapá!. Rarará!.
Igor cavalera Feltrin , riberião preto-SP - legista
Enviado em 24/11/2009 às 00:31:12
varias pessoas que assistiram o filme acharam o filme pessimo fraco e tedioso. Alias quando vejo algum critico falar sobre o filme só escrevem os erros e erros do filme. As pessoas aplaudiram o filme,mas ninguem esteve empolgado. Alias os unicos criticos que falam bem do filme são os que estão ligados a ele.
Carmem Alcantara , Rio de Janeiro-RJ - jornalista/relacoes intern.
Enviado em 23/11/2009 às 22:52:53
Nao é que o reivaldo vinas tem razao? realmente acho os artigos do washington tudo de bom e nao entendo porque a turma do webdesigner nao destaca as colunas dele ma spode ser politica editorial do observatorio, vai entender...
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 23/11/2009 às 14:35:42
Primeiro verei o filme, depois comentarei.
Flavio Gomes , Sao Paulo-SP - Professor
Enviado em 23/11/2009 às 09:05:41
Max, Max, que é isso, companheiro? Assim, com esse mau humor todo, você piora sua úlcera. Só para esclarecer, eu nunca disse que você mora no Morumbi, sequer em algum estado da região sudeste, os epítetos carinhosos foram só uma forma de localizar você no espaço político. Tampouco duvido de sua honestidade (embora nem sempre consiga acompanhar seus contorcionismos éticos). Quanto a falsas premissas e sofismas, mais uma vez tenho que confessar: uso-os, usei-os, usá-los-ei. Mas aí somos todos uma grande família, não é, Max?
Silvio Miguel Gomes , Olímpia-SP - Escrivão de Policia
Enviado em 23/11/2009 às 09:03:38
Já que o artigo menionou o caso Cesare Battist, ficou claro como Jornalista mente para o povo, dos que eu consegui ler, somente o Jornlista Helio Fernandes bateu na tecla que somente o Presidente da REpublica decide sobre extradição. E tenho certeza que nenhum ainda pediu desculpas aos leitores. E, de acordo com a indiferença da gramde maioria do "povão", estão [ ] e andando para alguma decisão do Lula nesta questão.
Selma vicente , sao paulo-SP - professora
Enviado em 23/11/2009 às 01:18:44
Puxa! 18 empresas que trabalham para o governo? Acho que qualquer grande empresa tem negócios com o governo, não? O contrario, seriam pequenas empresas. Quanto ao filme, vou assistir para depois comentar. Ah, adoro a Gloria Pires. Acho ela uma excelente atriz.
Reivaldo Vinas , RIO de Janeiro-RJ - professor imagem e som
Enviado em 23/11/2009 às 01:15:57
AQUI MESMO NO OBSERVATÓRIO há uma indisfarçavel má vontade para com qualquer colunista que aborde com isenção, coragem e estilo o governo e a pessoa do presidente Lula. Exdemplo? Basta ver que qualquer texto verborrágico do Eugenio Bucci - COLUNISTA DO ESTADÃO - recebe tratamento vip, especial, seus textos ficam em quadrado destacável, com direito a foto colorida e tudo enquanto os bons textos do sr. Araújo entram sempre na rabeira, agora mesmo está quase SAINDO DOS DESTAQUES, é pelo menos o último. Não dá pra entender o pessoal do DINES, sempre que surge um com autor este é logo escanteado e nunca recebe tratamento visual adequado. Porque seus textos não ficam ali no cercadinho cativo do Sr BUCCI ? Porque não tem direito à chamadas nem a foto colorida? Isso somente para os amigos da corte do OI? Desculpem o desabafo mas temo que uma semana dessas o sr Washington desista de nos brindar com seu excelente texto pois ninguém gosta de se tratado com menosprezo, ainda mais em se tratando dos temas burocraticos do sr Bucci. E sobre o texto acho que trata-se aqui de uma resenha fiel ao filme e este fiel ao livro. Presidente Lula merece estar onde está e se a tucanada está raivosa que bote na praça um filme sobre o Farol de Alexandria ou sobre as obras do Rodoanel e do apagão de 2001 com 8 meses de sofrimento, racionamento etc
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitario
Enviado em 22/11/2009 às 23:14:34
Rapaz, que engraçado. O Azenha já tinha comentado sobre os novos e abundantes sinais do ódio de classe e da inveja. Muitos comentário aqui também não conseguem esconder esses sintomas. O Paulo Henrique Amorim, reproduzindo ditado bem carioca, diz:"A inveja é santa, mata o invejoso por dentro." Bicho, segura a onda que 2010 taí... Dilma ou Ciro, qualquer dos dois dará bons governos, voltados para o social. O Brasil vai continuar a crescer e Lula vai entrar (melhor, já entrou) para a história por todas as suas realizações, e os intelectuais, críticos e cantores que o criticam ou pegam carona irão para lata de lixo da história. Viverei para ver esses dias. Evoé, Chico Buarque.
eduardo  salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 22/11/2009 às 22:43:50
"Sempre que resvalo para as cercanias de um lulismo embevecido, toda vez que sou arrastado por um esquerdismo infantilóide"- perora o professor Flávio Gomes...para em seguida o que? Resvalar para um lulismo embevecido e ser arrastado por um esquerdismo infantilóide.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 22/11/2009 às 22:21:35
Prezado Prof. Flavio Gomes: alguns reparos necessários. 1) Moro muito longe do Morumbi; mais precisamente na Zona Leste, em antigo bairro de classe média e operária e berço da industrialização da cidade. 2) O pouco que consegui na vida foi sempre com o suor do meu trabalho honesto, ao contrário do filho de uns e outros que ganhou milhões, ou de uns que ganham bolsa ditadura. 3) A sua ironia esconde falsa premissa e sofisma: não é proibido escrever sobre o pres Lula enquanto presidente, que foi o que fez com brilho o jornalista Ali Kamel (aliás ele compilou com maestria declarações do pres Lula). O que fere a ética é aceitar que seja feito um filme que tem por objetivo o endeusamento do atual presidente, só mostrando seu lado virtuoso (aumentando obviamente este lado) e escondendo os fatos verdadeiros que contrariariam o mito Lula. Parece também anti-ético que o filme seja financiado por grandes empresas com grandes interesses no governo. Por que o lançamento do filme agora? só para fins eleitoreiros e endeusamento do personagem. O que dizer ainda do fato do pres Lula, que ficou detido apenas 30 e poucos dias, sem sofrer nenhum mau trato, receber desde os anos 90 a bagatela de R$ 5.000,00 (aprox), muito acima do que ganha qualquer aposentado deste país: isto é anti-ético, embora legal.
Lucas Figueiredo , São Paulo-SP - Economista
Enviado em 22/11/2009 às 19:34:19
O autor não comentou sobre a auto-censura do filme ao cortar o depoimento do ex-presidente Figueiredo criticando as greves no ABC. Tudo isso para não melindrar a milicada e as viúvas da ditadura.
Flavio Gomes , Sao Paulo-SP - Professor
Enviado em 22/11/2009 às 12:32:16
Tenho que confessar: sou fã de carteirinha de Mr. Max Suel. Sempre que resvalo para as cercanias de um lulismo embevecido, toda vez que sou arrastado por um esquerdismo infantilóide, eis que surge impávido o herói do Morumbi, o vingador do Sudeste, Mr. Max Suel, para me fazer enxergar a luz da razão. De fato, “fazer um filme da vida de um presidente ainda no poder é DOSE”. E não é só o Fábio Barreto, Max. A DOSE é maior ainda. Veja o Marcelo Tas. O que faz? Engancha-se na boléia do caminhão de popularidade do presidente e lança o livro “Nunca antes na história deste país”. Oportunista! Audálio Dantas vem aí também, com seu “Menino Lula”. Oportunista! Não esqueça do Ali Kamel? Ainda mais desavergonhadamente, lança o “Dicionário Lula”. Porque, não bastasse viver colocando o nome do presidente em manchetes, como se o criticasse, mas na verdade mantendo-o em concuspiscente evidência, tem a coragem de juntar esses dois termos. E o autor de “Lula é minha anta”? Esqueço o nome dele, mas não importa, o importante é denunciar seu falso oposicionismo, fingindo criticar o presidente mas simplesmente pegando carona em sua popularidade, que nem o blogueiro da Veja, fazendo com que todos repitam Lula, Lula, Lula. Esses são os piores de todos, os mais oportunistas, porque fingem estar do lado de quem, como você, caro Suel, viu a luz da verdade e está disposto a tudo para defender o Ocidente.
Fernando Maciel , Fortaleza-CE - Biólogo
Enviado em 22/11/2009 às 02:36:56
Quero ver o OI contrapor a capa-reportagem do lixo VEJA desta semana... essa revista se afunda cada vez mais...
Flavio Siqueira , Campinas-SP - Analista de sistemas
Enviado em 21/11/2009 às 22:33:37
Mais um lixo cinematográfico do cinema nacional. Fazer um filme sobre o Lulla com ele ainda no poder não passa de puxação de saco e sabujice da pior espécie. E pensar que o culto à personalidade morreu com Stalin...
Marcelo Silvestre , São Paulo-SP - Internauta
Enviado em 21/11/2009 às 20:52:25
Acho que o pessoal está fazendo muita tempestade em copo d água. Não vejo mal nenhum em um filme sobre um presidente em fim de mandato e fim de carreira. Ele mesmo já declarou que almeja posições em organismos internacionais como ONU ou BID. O filme é sobre o Lula, não Dilma. Não é pq o povo ama o Lula que vai amar Dilma. Ela terá que construir sua reputação com seus méritos, como ele fez. Essa postura de não vi e não gostei da imprensa é ridícula e partidária. A imprensa deveria ser imparcial. Agora não vejo ninguém na imprensa reclamando do lançamento de diversos livros sobre mensaleios e outras maracutaias do governo em época de eleição. Quem patrocina esses livros? A transparência deveria ser para todos.
Paulo  Hase , Araci-BA - agricultor
Enviado em 21/11/2009 às 18:59:23
Numa democracia qualquer detentor do poder deve ser duramente criticado com criticas construtivas, objetivas, honestas e bem fundamentadas. Não [e isso que faz o PIG. Nos jornais, TVs – e revistas, Lula sofre uma campanha maciça. São ilações, achincalhes, manipulações, distorções e todo o arsenal disponível nessa mídia partidarizada, usados para atingir e derrubar o Presidente. Basta ler e nem eh necessário muita interpretação para ter uma visão do abuso jornalístico. Só não vê quem não quer. O caso mais recente foi o ~apagao~ - a Tv Globo martelou durante dez dias de criticas infundadas, sofismas, insinuações, tudo servido com muito sarcasmo, em todos os seus tele-jornais diários. Na Folha do dia 19 Fernando de Barros e Silva , deu uma de critico de cinema na Ilustrada e massacrou o filme, Lula e a bagunça da projecao e num acesso de hipocrisia citou Lurian, escamoteando a prole bastarda de FHC. No dia seguinte, 20.11, os escritos do F de B e Silva reaparecerem na pagina 2 da Folha sem tirar nem por. E um exemplo clássico da parcialidade da nossa grande mídia. Jorge Fernando dos Santos, não so o Aurélio como ate o corretor ortográfico do Word 2003, falam em bobices e nao bobicia. Desculpem pela falta de algumns acentos. Culpa temporaria do Word.
sonia divina avino , santos-SP - psicanalista petista
Enviado em 21/11/2009 às 18:55:24
Grande Lula ...aguardando o filme ,já que sou fã de carteirinha,quantoaos criticos que não viram ,e não gostaram PURA INVEJA
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 21/11/2009 às 11:53:34
Estudante Israel, cuidado, a Constituição garante liberdade de expressão. Se você não gosta do que a Veja publica, simplesmente NÃO LEIA A REVISTA. Ninguém é obrigado a pensar como eu ou como você. Outra coisa, esqueça FHC, o ex-presidente já faz parte da história do Brasil, não é nem será candidato a nada (o que acho correto, ao contrário do que fez o ex-presidente Sarney), não se compara FHC x Lula, assim como não se compara Dutra x Juscelino. Agora, cá entre nós, e você deve ser bem mais jovem do que eu, mas fazer um filme da vida de um presidente ainda no poder é DOSE. Vão ser bajuladores assim lá em Brasília. Ridículo isso. Por oportuno, alguém falou em ganhar um Oscar ... sei ... só se for de EFEITOS ESPECIAIS (Max Suel)
Israel  Carneiro , Fortaleza-CE - Estudante de Jornalismo
Enviado em 21/11/2009 às 03:20:17
Será que FHC tem uma história tão fascinante quando a de Lula??Certamente não.É triste ver uma mídia parcial e que não aceita o sucesso do nosso presidente.A Veja que ira sair esta semana já faz suas velhas críticas,que são de conhecimento de todos nós.Precisamos de uma mudança urgente dos meios midiáticos.Se continua assim,os jornais continuaram nesse eterno impasse,nessa ladeira que atinge o jornalismo impresso.Um novo jornalismo é possível.Luto por isso.
roberto almeida , BSB-DF - jornalista
Enviado em 21/11/2009 às 02:24:56
Washington Araújo, texto muito bacana. Parabéns. No início da minha adolescência, lia jornais somente para saber das vitórias e novidades do meu Fluminense. Tempos bons, de pura inocência em Higienópolis, subúrbio do Rio de Janeiro. Comecei a me interessar por outras partes dos jornais durante o sequestro do embaixador norte-americano. Achei uma barbaridade. Passei a torcer para que aqueles "terroristas" fossem apanhados e presos. Assim como todos que combatiam a "Redentora". Até que um professor de português me chamou a atenção: "garoto, leia o jornal (principalmente O Globo) inteiro; assim você vai passar a saber o que o inimigo pensar". Assim ficou até hoje: leio jornais e revistas e acompanho as mídias eletrônicas para saber ainda mais sobre o que o inimigo pensar. Valeu, Washington.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 20/11/2009 às 22:23:02
Alguns reparos, Bel Luciano Prado RJ : o pres Lula deixou de ser operário faz mais de 40 (QUARENTA) anos. Seria a mesma coisa que dizer " o ex-presidente FHC um estudante esforçado..." Outra coisa: nordestino (???) só até a primeira infância, já que está faz mais de 50 (CINQUENTA) anos em São Paulo. Por último: "elite de olhos verdes" que expressão mais engraçada ... ri muito quando li seu comentário (onde estaria esta "elite de olhos verdes" ? nos países nórdicos talvez ...)
wendel Anastacio , Barbacea-MG - Vendedor
Enviado em 20/11/2009 às 19:45:45
Excelente artigo, e mais excelente ainda a insenção tão rara nos artigos aquí expostos! Me permite, contudo, uma observação. Seria muita ingenuidade nossa, esperar que os jornalões dissessem algo positivo sobre o filme! Seria como por farinha no pirão alheio! É como disse um internauta: mais um fracasso de crítica e sucesso de público! Estou aguardando 2010 para vê-lo, então, estarei mais apto para opinar. Em tempo: Antecipo meus parabéns ao Diretor, e aos atores que o produziram!
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 20/11/2009 às 19:10:49
Primeiro, a imprensa carcomida quis jogar lama na estréia do filme. O excesso de público foi motivo de chacota e desdém. Depois partiram para o tal financiamento. Sugerindo que havia mutreta. Por último fazem uma análise enviesada da obra caindo de pau em cima dos diretores e produtores. É mesmo de fazer rir. O que essa gente não sabe é que o fenômeno Lula não pode ser explicado por uma, duas ou três pessoas. Nem um filme consegue retratá-lo em toda sua essência. Só à história caberá tal feito. Simplesmente porque Lula é o “cara”. E a elite de olhos verdes não suporta a idéia de um operário, nordestino fazer tanto sucesso.
Jorge Fernando dos  Santos , BH-MG - Escritor e jornalista
Enviado em 20/11/2009 às 16:18:32
Janduí Fernandez, O problema de pseudos-esquerdistas é o fanatismo, a cegueira, a burrice. Um filme sobre um poderoso de plantão (seja Lula, Fidel, Obama ou FHC) é mera propaganda. Patrocinado com dinheiro de estatais, tanto pior. Se mostra o lado bom, é propaganda a favor. Se mostra o lado ruim, é propaganda contrária. Em ano de eleições, então... Outra coisa: você não tem que entender o que eu digo ou penso, mas é obrigado a defender meu direito de expressão. O problema dos adesistas é querer a liberdade só para o seu grupo. Nunca votei nos caras que você cita. Votei no Lula e aquilo deu nisso. Não sou fã do FHC, mas também não gosto da babação que vejo pelo atual presidente - não pelo que ele faz, mas pelo que ele prometeu e nunca fará. O papel do pensador, do intelectual, do artista é sempre questionar o poder. Por isso sempre fiz oposião. Liberdade é uma avenida de duas mãos. O filme em questão deve ser mais um ato oportunista de gente sem escrúpulos, que sofre de paranóia e detesta críticas. Aliás, gente desocupada, pois o que mais se vê por aí são comentários alienados de quem acredita em Papai Noel, Coelhinho da Pascoa, Lula e companhia. Ao contrário de você, defendo o direito de todos e me divirto muito com tanta bobícia. Jorge F.:
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 20/11/2009 às 15:39:46
Não teria nenhuma crítica se o filme fosse mostrado em 2011. Acho mesmo que há muita coisa positiva na história do Lula. Mas, sinceramente, o lançamento do filme em pleno ano eleitoral caracteriza o mais óbvio desrespeito ao princípio republicano (um dos sustentáculos dos direitos humanos, que o autor adora enfatizar). O financiamento vindo de empresas pertencentes à elite "mais elitista" brasileira, aquela com milionários contratos com o Governo, demonstra a mais clara promiscuidade entre as esferas pública e privada. E o papel da imprensa é esse mesmo: fiscalizar os abusos do poder, principalmente quando financiados por empresas que têm contratos e empréstimos volumosos com o Estado. Honestamente, exigir uma apreciação meramante artística ou técnica do filme é esquecer o papel da arte, que é nos tornar mais conscientes, livres e sensíveis, e não servir de propaganda para o poderoso de plantão. Lamentável.
Clovis de Arruda Campos Junior , Cabedelo -PB - sociólogo
Enviado em 20/11/2009 às 15:10:55
Estamos diante de um novo retumbante fracasso de crítica e sucesso de público. Alias, como a midia tem trabalhado o governo Lula: sucesso de críticas e fracasso de votos.
Jânio Vidal , CTBA-PR - jornalista petista
Enviado em 20/11/2009 às 10:56:49
Aqui algumas apreciações de ministros sobre o filme. Reproduzo a ótima matéria saída no Congressoemfoco.com.br: Orlando Silva, ministro dos Esportes: “O presidente Lula e o Brasil vivem um momento mágico. Quem sabe, com este filme, o presidente não conquiste o que falta, que é o Oscar.” O Barretão [Luiz Carlos Barreto, produtor do filme] me garantiu e falou: ‘vai lá, que você vai ver um belo filme’.” Carlos Lupi, ministro do Trabalho: “Mesmo que não gostem do Lula, ele é uma referência para a sociedade brasileira pela sua origem, pelas lutas que venceu, por hoje chegar à Presidência da República tendo saído do nada. Independentemente de admiração, de ser oposição ou situação, é o retrato do verdadeiro filho do Brasil.” Fernando Haddad, ministro da Educação: “Li o livro da Denise [Paraná, autora do livro homônimo] e estou curioso para ver o que o Barreto [Fábio Barreto, diretor do longa] fez do livro.” Tem umas frases suas professor: “É um filme que resgata uma história do Brasil que há muito tempo estava submersa, história de um homem de lutas, do povo. De certa forma, o filme vai retratar um país que nós conhecemos da vida real, mas nunca a arte imitou tanto a vida como agora.”
Cláudio Sampaio Camargo , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 20/11/2009 às 10:51:11
Você está absolutamente certo quando afirma que a imprensa só ffez detonar a cerimônia, dando destaque para uma certa confusão no local, por causa da superlotação e reclamações do diretor Fábio Barreto. E com isso, ficou de lado uma análise mais profunda sobre a qualidade da trama, os aspectos técnicos do filme, entre outros itens. A prova disso é que hoje, inclusive, li um texto no blog do Noblat sobre o quanto a produção arrecadou, citando inclusive que as 18 empresas patrocinadoras possuem negócios com o governo. Não preciso bancar o Nostradamus para prever que, na certa, vai ser tema da coluna do Diogo Mainardi na próxima de Veja. O certo é que tais empresas – Volkswagen, Hyundai, Souza Cruz, Ambev, Senai, entre outras – já consta na lista de patrocínios de muitas outras produções nacionais. E por quê não investiriam num filme de visibilidade como este? E QUEM É NOBLAT pra falar algo depois de tantos eventos sórdidos em sua enlameada biografia? O cara saiu corrido do Correio Braziliense, haviam notas fajutíssimas da empresa de sua mulher Rebecca Noblat Scatrut na contabilidade do GDF à época do governo Cristovão Buarque e por fim, o sujeito começou a malhar o Senado Federal em abril de 2009 e depois foram ver e ele estava lá pendurando ganhando salário mensal para que o mesmo fizesse "seu hobbie, um programa de jazz na rádio Senado". O resto da história sabemos.
Fabrício Oliveira , Belo Horizonte-MG - Engenheiro
Enviado em 20/11/2009 às 02:25:36
Será que o nome não seria eduardo saliva e não salina.Vc como engenheiro deve ter “adorado” a globo dizer que os engenheiros do Brasil são incompetentes,eu não.Querendo livrar a cara do serra e atingir o Lula,ela esqueceu e vc deve saber disso,que o curso para se graduar é no mínimo cinco anos,portanto...só que as únicas obras que afundam ou tem a natureza de frutas maduras, são as de São Paulo.Outra informação,se vc é realmente engenheiro deve saber que muitas empresas,ao analisar o seu currículo,verifica em qual Universidade vc se formou,e vc sabe o que acontece. Vc viu alguma notícia sobre algum desmoronamento em alguma obra do PAC?Vc acha que o chamado PIG não exploraria ao extremo se pelo menos em uma delas acontecesse uma falha,por menor que fosse?E obras do PAC estão acontecendo em todo o Brasil.Já o jorge fernando que diz ser escritor e jornalista,e questiona sobre fazer um filme biográfico com o personagem ainda vivo,deve ter angariado a simpatia dos cantores Zezé de Camargo e Luciano,ou o filme “Os filhos de Francisco” é uma ficção? Enquanto vcs dizem não gostar do que não viram,milhões de brasileiros estão ansiosos para ver o filme.Tenho orgulho de ser um deles.
Flavio Gomes , Sao Paulo-SP - Professor
Enviado em 20/11/2009 às 02:02:41
Eu não vi o filme. Portanto, não sei se vou gostar ou não dele. Gostei do artigo, mas isso não quer dizer nada em relação ao filme. WA gostou do filme e escreveu um artigo do qual eu gostei. Mas continuo sem saber se vou gostar do filme ou não. Em princípio, isso deveria ser o substrato dos comentários aqui, pois, aparentemente, nenhum dos comentaristas, como eu, viu o filme. E aí vem um cavalheiro e diz que o fundo do poço moral é não poder desgostar de um filme. Concordo inteiramente com ele. O problema, ou melhor, os problemas são a) ele não viu o filme do qual desgosta e b) ninguém o atacou por isso. Resta a questão do "fundo do poço moral". Que fundo, que poço, que moral?
Renan Goncalves , Maringá-PR - médico
Enviado em 20/11/2009 às 01:57:36
já que a midia dos jornaloes nao deu espaco para o filme poderia pelo menos tratar de responder algumas questoes pendentes: “As perguntas que devemos fazer são: por que a TV Globo aceitou ‘esconder’ Miriam Dutra na Europa? O que a Globo ganhou em troca? Como FHC pagava a pensão? Ou não pagava? São questões relevantes, sim, ao contrário do que tentam demonstrar alguns colunistas da (ex) grande imprensa”. No mesmo rumo, o blogueiro Luiz Carlos Azenha postou o artigo intitulado “A cara de pau de Josias de Souza (e o filho de FHC)”. Para ele, o badalado colunista da Folha omite as questões essenciais neste episódio, misturando casos para limpar a imagem do ex-presidente. PARA UMA IMPRENSA que age descaradamente em favor de FHC e seus asseclas/meliantes deixar de resenhar o filme sobre o maior líder brasileiro desde Getulio Vargas é café pequeno, pequeníssimo. Parabens professor Washington por sua habitual compeencia d enos brindar com um texto humano, bem escrito, elegante sempre nas abordagens e desvelando o tipo de midia com a qual nao podemos baixar a guarda. Sou seu fã.
Regina Mirandola , Vitoria-ES - doutora em comunic. soc.
Enviado em 20/11/2009 às 01:19:16
A pura verdade isso que o senhor escreveu: "O que emocionava era ver nas telas o Brasil profundo, aquele país que sofre, no mais das vezes, calado; aquele país que tem bem pouca semelhança com a penitenciária paulista do Carandiru e com o bairro carioca Cidade de Deus. Assistíamos naquele ambiente – que apenas a magia do cinema pode evocar – a vitória dos que já nasciam marcados para o fracasso e a celebração do improvável sobre o provável. E nada disso foi notícia nos jornais." E A COISA VAI PIORAR ainda mais se o filme bombar nas bilheterias do Oiapoque ao Chuí e depois vier a ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro. Nesse caso os tucanos quebram seus vistosos bicos e a mídia comete midiacídio!
Janduí Fernandes , JUIZ DE FORA-MG - JORNALISTA
Enviado em 20/11/2009 às 01:15:34
Não entendi qual é a do escritor Jorge Fernando dos Santos! Quem está lhe obrigando a gostar do filme sobre o Lula? Seu comentario aqui é um amontoado de loucuras. Acho que ele, como decerto tucanóides e demoníacos em geral, está paranóico... aqui o que se trata é a meia boca com que a grande mídia abordou o filme e não fazer o jornalista e escritor gostar do filme. Para jornalista você é bem obtuso hem? Se tivesse que obrigar alguém a ver o filme com certeza esse alguem nao seria você e sim gente emplumada e pedante como o Farol de Alexandria, swua santidade emplumada FHC... Ora, essa! O texto do Washington desnuda quao dificil é para a mídia nacional engolir e digerir o bom governo que o apedeuta Lula está fazendo... o resto é marolinha!
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 20/11/2009 às 00:56:47
Só aqui mesmo ... só no Brasil destes tristes tempos ... um filme sobre o presidente no poder ... uma adulação financiada pela elite que o pres Lula tanto xinga. Acompanho o pres Lula desde 1978, desde sua liderança nas greves do ABC, passando pela fundação do PT em 1980 e daí até os dias de hoje ... o que há para ver ? tudo já foi dito e repisado pelo próprio pres Lula mais de mil vezes ... sua infância sofrida, seus tempos (curtos) de operário metalúrgico, seus tempos (longos) de diretor de sindicato (e suas mordomias), seus tempos (longos) de político sem mandato, eterno candidato a presidente ... pelo que falaram do filme, só tecem loas ao próprio, ou seja, pura propaganda com fins eleitoreiros e bajuladores. Profundamente lamentável. (Max Suel)
eduardo salina , sao paulo-SP - engenheiro
Enviado em 19/11/2009 às 22:19:17
Um país chega realmente ao fundo do poço moral quando fica proibidp desgostar de um filme que lambe as botas do presidente.
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 19/11/2009 às 21:24:18
"Não sei o que aconteceu com nossos principais jornais, mas o fato é que trataram de quase tudo, menos do filme." "O filme que a grande imprensa repercutiu nas edições de quarta-feira (18/11) em nada lembrava o filme que assisti no lotado Teatro Nacional de Brasília." Washington,vc é mais um que descobriu que a tal chamada "grande mídia" e é,no descaramento,na falta de compromisso com a verdade factual,na falta de isenção,atualmente só atende aos interesses de seus apaniguados demos e emplumados. Se vc não sabia o que aconteceu com os principais jornais do país,milhões de brasileiros já sabem e faz tempo,desde novembro de 2002.
Luciano  Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 19/11/2009 às 20:48:40
A abordagem enviesada pela ex-grande imprensa sobre o filme não para por aí. Está em curso, agora, o financiamento do filme. Enquanto isso a tiragem dos jornalões despenca. E a culpa, diz a Folha, é da internet. Então, ta.
Alberto Santana , Exu-PE - Advogado
Enviado em 19/11/2009 às 20:38:00
Nem a ditadura cerceava tanto a criação intelectual quanto os urubus, travestidos de jornalistas, de plantão. Que tal a oposição filmar os Pedágios do Serra ou o afundamento da P36?
Daniel Calixto , Natal-RN - História
Enviado em 19/11/2009 às 19:36:07
A música se chama Balada número 7 e é uma homenagem ao maior craque que o futebol brasileiro jpá produziu MANÉ GARRINCHA, o anjo de pernas tornas que dá muito olé em Pelé. Esse filme vai arrebentar na bilheteria. Tô só esperando pra ver com toda a família. Vamos ver o que os bastardos inglórios (Serra, Virgílio, Agripino e o chefe FHC) vão aprontar kkkkkkkk
Jorge Fernando dos  Santos , BH-MG - Escritor e jornalista
Enviado em 19/11/2009 às 19:26:27
Pela primeira vez sou forçado a declarar sobre um filme: "não vi e não gostei". Preferia assistir à vida de Paulo Freire, Darcy Ribeiro ou Getúlio Vargas. Fazer um filme biográfico com o personagem vivo e no topo do poder é querer tirar vantagem da situação. Não há distanciamento para dimensionar o personagem no contexto histórico. É mero oportunismo na sessão babação de cineastas que fazem o corpo de Glauber Rocha girar na sepultura. Jorge F.:
aecio castro , são paulo-SP - professor
Enviado em 19/11/2009 às 18:25:51
olá, tudo bem? - O nosso presidente não é o resumo de um país que jamais pensou em desenvolver seu povo? hoje, no poder, o Presidente Lula e seus comandados não agem da mesma forma como outros agiram no passado, somente para garantir um quinhão de poder e possível se perpetuar nele?
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 19/11/2009 às 18:11:40
Alguma novidade? Alguém apostou que a grande imprensa faria um elogio sequer ao filme? A veja com certeza vai falar o diabo do filme. Aliás foi lá que vi a pior crítica de cinema já escrita: para o filme V de Vingança. Devido à simpatia deste pelo anarquismo, havia todo tipo de comentário a respeito das vítimas do sistema comunista (velho chavão deles) e nem uma vírgula sobre o filme, sua estética, seu roteiro ou qualquer outro detalhe. Na verdade são esses próprios meios de comunicação que carecem de qualidade e não os filmes, pois perderam a capacidade de olhar qualquer coisa que esteja à frente de seus narizes.
alvaro marins , rio de janeiro-RJ - professor
Enviado em 19/11/2009 às 12:52:08
Acho que os 26 mil leitores da FSP não vão gostar deste filme...
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 19/11/2009 às 12:51:43
Cuidado,cinéfilos.Não gostar do filme sobre a vida do Grande Guia pode virar pecado de lesa-majestade.
Wellington Andrade , Goiania-GO - programador
Enviado em 19/11/2009 às 12:18:43
obrigado por informarem onde ver o treiler. Conto os dias pra ir ao cinema conhecer Lula e sua família. Seu artigo me pareceu muito bom e até me emocionou. Nao espero nada dessa nossa imprensa, sempre contra Lula, contra sua vida, contra sua história. No fundo, são todos uns recalcados contra o Brasil de hoje e o do futuro. É que a base está em Lula, morou? Tô esperando ver o filme sobre FHC. Títulos: "FHC, inveja e desatino", "FHC e sua sombra no Brasil", "FHC não Vale (do Rio Doce) o que come". ´´E por aí. Que estreie logo esse filme - pô!
Sandra Khalil , Porto Alegre/Canoas-RS - aprendiz de cinema
Enviado em 19/11/2009 às 11:42:38
Para revista americana, Brasil tem “o melhor chanceler do mundo” “Difícil achar outro ministro das relações exteriores que tenha orquestrado com tanta eficácia uma transformação de tal magnitude do papel internacional de seu país.” Foi dessa forma que o articulista David Rothkopf, da prestigiada The New ForeignPolicy, se referiu ao ministro Celso Amorim, um dos mais bem-sucedidos integrantes do governo Lula. Ah, gostei de seu texto sobre o filme Lula. Parabens
Fernando Bezerra , Manaus-AM - empresário
Enviado em 19/11/2009 às 11:39:40
Para quem não viu a prévia do filme do CARA, olhem no link abaixo. Realmente esse é o CARA. http://videos.r7.com/veja-o-trailer-do-filme-lula-o-filho-do-brasil/idmedia/95f71c21062f6eed755366c816ff4f5a.html
Carlos  Fortunato , SP-SP - jornalista
Enviado em 19/11/2009 às 11:22:17
O filme parece ser muito bom. Dona Lindu sintetizou bem o ideário do Luiz Inácio, essas são frases dela que recolhi na internet: "Primeiro a obrigação, depois a distração"; "O mais importante é não esquecer de onde você veio"; "A gente faz o que dá pra fazer, mesmo que seja pouco"; "Se você sabe o que é pra fazer, vai lá e faz, se não der, espera." Vai ser difícil separar minha boa estima do presidente para o filme como produto cultural. Mas torço para que faça sucesso porque a historia é realmente boa. Obrigado pela resenha e crítica da estreia que passou batido no bingo da grande e hipócrita mídia. Abraços, Carlos.
Dionísio Torres , Barão Geraldo/Campinas-SP - Pós-graduação Unicamp
Enviado em 19/11/2009 às 10:55:59
A chamada grande PIG piscou mas não mordeu a isca. Piscou porque sabia que tinha mais era que elogiar o filme do Lula, contando com Gloria Pires no papel da mãe do Lula, dona Lindu, com o Milhem Cortaz na pele do bebum pai do Lula, o Aristides e música o tempo todo criada pelo Paulinho Morelembaum, sem falar que a história do Lula é a história simplesmente da grande maioria do povo brasileiro e que ele está no nirvana político da pópularidade já há um tempão... pois, então, a imprensa maior de 18 anos quase faz aquilo que se espera dela: falar bem do filme, falar bem do roteiro, falar bem da produção, falar bem dos artistas e, creja final, falar bem da história do Lula na tela grande, Mas só piscou. É lógico que faltar policias e bombeiros e ter faixa pró-Battisti eram muito0 mais importantes para informar aos leitores, não? Fernando Barros e Josias de Souza (o capo da Folha) iriam cortar os pulsos se lessem com isenção seu texto porque o senhor sabe fazer a resenha e isso sem deixar de informar os leitores sobre os policiais etc etc etc
Pedro  Costa , Recfe-PE - func. público
Enviado em 19/11/2009 às 10:52:25
Tem cabimento o cara sair de casa pra ver esse " filme "?
Suely Rovaris , Sampa-SP - estudante cinema
Enviado em 19/11/2009 às 10:48:00
Saborosa, é sempre agradável a leitura de um texto seu mestre das letras. Ainda bem que um dos 1800 presentes na estreia do filho do Brasil resolveu expressar sua apreciação. Tb achei estranho, estranhíssimo!, que o sarcófago-mor (Estadão) e aquele que caminha para destino de sarcófago, o junior (FSP) e mais o moralmente insustentável cariosa (O Globo), enfim, a grande mídia brasileira, tenham dado um olé no filme e fixado seus arremedos de cobertura na falta de brigadistas dos bombeiros, na falta de potrancas para os 30 vips da famiglia brasiliana Barretoni! Parabéns pelo que li, o sr repõe a verdade sobre os 128 minutos. Estive lá também e ocupei uma das 30 vagas intimadas pelo Fabio Barretoni.
Ranilson Suassuna , Recife/PE-PE - prof. doutorado comunicação
Enviado em 19/11/2009 às 10:40:20
A desgraçada imprensa golpista brasileira como não tinha como elogiar o filme, aliás o melhor dos ´cappos´ Barretos, optou p-or desqualificar a organização do festival, ecoando tão somente os acessórios e comendo mosca no principal. Washington você mandou muito bem. Não vi o filme mas com seu artigo já me sinto assim meio íntimo da história. E sei que vou ficar emocionado pois admiro de há muito a trajetória do Luiz Inácio.
Janduí Oliveira Costa , Brasília-DF - cientista político
Enviado em 19/11/2009 às 10:36:57
Ah, agora sim!, encontro uma resenha decente sobre o filme. Meu irmão viu o filme tb no T. Nacional e qdo lhe falei desse seu texto ele apenas disse: "Corretíssimo! Vimos o mesmo filme!" texto excelente. Vai pro arquivo e vou repercutir sim.
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