ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 565 - 2/2/2010
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CARTOLAS & JUÍZES
"Errei, mas não fui eu"

Por Carlos Brickmann em 24/11/2009

O presidente do Palmeiras insultou pesadamente o juiz que apitou a partida contra o Fluminense – até aí, até dá para passar, já que no futebol ninguém costuma reprimir suas emoções. Mas ameaçou agredir fisicamente o juiz, caso o encontrasse em algum lugar. Foi suspenso por nove meses – e, coincidência ou não, poucos dias depois, dois jogadores de seu time trocaram socos e tapas e foram expulsos de campo.

O cartola e boa parte dos meios de comunicação preferiram se fixar nos insultos, esquecendo a ameaça de agressão física. Muitos jornalistas lembraram que o presidente é xingado, o governador é xingado, os parlamentares são xingados, e punido é apenas quem xinga um juiz de futebol. Não lembraram que um dirigente de torcida organizada disse que se sentia liberado para agredir jogadores de seu time que estivessem rendendo pouco, porque era igual ao seu presidente.

O próprio presidente do clube, já bem menos feroz do que nos últimos dias, tenta partidarizar a questão, jogando a culpa nos meios de comunicação e em posições políticas dos (poucos) profissionais que o criticaram. "Eu só falei contra um tipo de atitude. Aí vem a imprensa e faz nheco-nheco. A imprensa agiu com o cinismo habitual. Conheço essa tigrada há muitos anos. Eram a favor da democracia e fizeram a ditadura".

Dizem que o referido cartola é pessoa de trato agradável, conversa educada (exceto, naturalmente, quando discorda das marcações do juiz). Será por isso que boa parte dos meios de comunicação finge que não houve ameaça de violência física? Será por isso que boa parte dos profissionais da área não menciona que o time dirigido por ele disputou 27 pontos e ganhou só seis? Não, o time não teve suas oportunidades de vencer o título drasticamente reduzidas por um erro do árbitro que o cartola ameaçou agredir: o fato é que há um bom tempo seu rendimento em campo desabou. E que tem isso com democracia e ditadura?

 

Batom na cueca

Blogs diversos andaram buscando descobrir o endereço do árbitro que o cartola prometera agredir. Como surgiu esta movimentação de características nitidamente violentas?

 

www.google.com.br – 1

A história do reconhecimento do filho de Fernando Henrique com a jornalista Miriam Dutra provocou uma tempestade de protestos de leitores: por que o fato não tinha sido noticiado pela imprensa?

Acontece que o fato foi amplamente noticiado, e não só pela imprensa: até livros o mencionaram. Basta ir ao Google e pesquisar alguns segundos: há aproximadamente um milhão de citações do caso entre Fernando Henrique e Miriam Dutra. Como o Google não cria notícias, apenas as transcreve, fica óbvio que os fatos foram amplamente noticiados. Não foi informado quem não quis.

 

www.google.com.br – 2

A propósito, o caso Lurian – a filha que Lula teve com Miriam Cordeiro, antes de seu casamento com Marisa Letícia – tem menos registros no Google, à primeira vista (pode ser que, mergulhando-se em identificações diferentes, o número cresça), do que o caso Fernando Henrique-Miriam Dutra. A notícia ganhou mais peso, entretanto, por ter sido divulgada na TV, durante uma campanha eleitoral. Quem não sabe da história é porque não quis sabê-la, ou não teve interesse no assunto.

 

Mudando as palavras

A Amil comprou sua concorrente Medial Saúde e a imprensa chamou o fato de "consolidação do mercado". A Perdigão comprou sua concorrente Sadia e a imprensa chamou a atenção para a força da nova multinacional brasileira, líder no mercado internacional de proteínas de aves. A Brahma comprou a Antarctica e a imprensa salientou a formação de uma empresa brasileira de bebidas de nível internacional, que por seu porte faria baixar o preço de cervejas e refrigerantes.

Antigamente, essas coisas se chamavam de "truste" ou "cartel". Sabia-se que a redução da concorrência faria com que os preços subissem, e não que caíssem. Mas hoje os fornecedores de informação ficaram mais bonzinhos. Não salientaram nem que a grande empresa brasileira de bebidas, antes dividida entre São Paulo (Antarctica) e Rio (Brahma) agora é Inbev e tem sua sede na Bélgica.

 

Os investigadores

Do professor e excelente repórter Cláudio Tognolli, membro da Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, em seu twitter:

"Um aluno fez o estudo: 95% do que saiu este ano, de investigação em jornalismo, veio pronto da PF, do MPF ou do MP. É o mensalão do riporti".

 

Briga boa

Uma das melhores notícias deste ano é a guerra entre as redes Globo e Record. Não, nada a ver com reality shows ou com novelas: só com jornalismo. A presença da adversária obrigará cada uma das redes a tornar suas informações e denúncias cada vez mais robustas, sob pena de desmentido e desmoralização.

 

Briga ruim

Mas, se a disputa entre as emissoras é boa, a disputa partidária ("meu candidato é mais bonito que o seu", "seu apagão é pior do que o meu", "a gente mente sobre títulos universitários, mas vocês também mentem") é ruim. Há poucos dias, um diretor do Banco Central, Mário Torós, deu uma criticadíssima entrevista a respeito da ação da instituição durante a crise. Torós nada disse que já não fosse conhecido, mas não cabe a dirigentes financeiros dar entrevistas sobre um tema tão sensível quanto o trabalho do Banco Central.

Apenas um detalhe: o mercado tem um equilíbrio tão delicado que notícias sobre compra ou fusão de empresas, lançamento de ações, fatos que possam interferir nas cotações de Bolsa, só são anunciadas após o fechamento dos negócios. Divulgar inadequadamente esse tipo de informação pode configurar crime.

Em resumo, Torós não devia ter dado a entrevista, com informações conhecidas ou não – e não deveria falar nem mesmo depois de deixar o Banco Central. Mas isso não justifica o destempero de um jornalista normalmente menos bravo, reclamando que ele fosse denunciado à polícia.

Isso não se faz. Cabe ao jornalista mostrar a inadequação da conduta do agente público, mas não lhe cabe chamar a polícia. Há profissionais de outras áreas que cuidam disso – jamais os jornalistas. O papel da polícia é ser o braço armado dos governos. O papel dos jornalistas é investigar o trabalho dos governos.

 

A guerra das palavras

Os fatos que se danem: no clima de jogo de futebol que se instalou na área de comunicação da política brasileira, o importante é saber a quem ajudam, a quem prejudicam (e, a partir desta análise, a imprensa situacionista e oposicionista define até se o fato ocorreu ou não). Outra batalha interessantíssima é a das palavras: o apagão deste governo, para os militantes situacionistas, não é apagão, é blecaute. Já o apagão do governo anterior é apagão, mesmo.

Este colunista não pegou o início do uso no Brasil da palavra "blecaute", do inglês black-out, em que as luzes eram apagadas para não indicar aos aviões inimigos o lugar certo a bombardear. Mas pegou a fase seguinte, em que Blecaute, um excelente cantor, fez sucesso com "General da Banda" (na época, cantor negro não tinha nome: tinha apelido, como Blecaute ou Noite Ilustrada. Se não falha a memória deste colunista, Agostinho dos Santos foi o primeiro cantor negro brasileiro a ser conhecido pelo nome). Agora, as patrulhas da situação querem porque querem, sabe-se lá o motivo, chamar o apagão de blecaute, como se fosse o cantor de "O pedreiro Valdemar". Pois vamos ao Caldas Aulete:

Apagão – Colapso parcial ou total no fornecimento de energia elétrica a grandes áreas, esp. urbanas, ou a toda uma cidade, um estado, país etc.

Blecaute – Falta generalizada de luz em um bairro, cidade ou região; apagão.

Sinônimos, enfim. Seja no governo Fernando Henrique, seja no governo Lula, blecaute é apagão, apagão é blecaute. A menos que o Caldas Aulete, respeitadíssimo e veteraníssimo dicionário editado pela primeira vez em 1881, na época dos lampiões de gás, antes que Lula e Fernando Henrique tivessem nascido, também esteja vetustamente empenhado em algum golpe contra as instituições.

 

O país da censura

A guerra da família Sarney a O Estado de S.Paulo é o lado mais visível da censura prévia, que é proibida pela Constituição e continua vigorando como se Constituição não houvesse. (O Estadão está proibido de publicar as gravações que obteve da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, a respeito das empresas dos Sarney.) Mas, se é o lado mais visível, não é o único: a mais recente manifestação de censura prévia atinge dois blogs de Cuiabá, Mato Grosso. O Prosa & Verso, de Adriana Vandoni, e o Página do E, de Enock Cavalcanti, estão proibidos pelo juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível, de "emitir opiniões pessoais" sobre o deputado José Riva, do PP, presidente da Assembléia Legislativa local, que enfrenta 92 processos por improbidade administrativa e 17 ações criminais.

OK, Sua Excelência ainda não sofreu nenhuma condenação transitada em julgado, e portanto tem direito à presunção de inocência; mas os blogueiros estão sendo cerceados em sua liberdade de opinião, constitucionalmente garantida.

Vale a pena fazer uma pesquisa nacional: quantas pessoas estão sendo inconstitucionalmente submetidas a censura prévia?

 

Leonardo, jamais

Nos tempos da censura prévia a que o Jornal da Tarde e O Estado de S.Paulo foram submetidos, durante o regime militar, havia um censor chamado Leonardo (Leonardo de quê? Nunca soubemos). Ele morria de medo de que os jornalistas o ridicularizassem com alguma citação disfarçada, o que acabaria com sua reputação de censor feroz. Então, proibiu a citação do nome "Leonardo". Mesmo falando da "Última Ceia", ele só aceitava que se usasse "Da Vinci".

Quem sabe o temor que se esconde no coração das pessoas que aprovam e exercem a censura prévia?

 

Como...

Manchete de um grande jornal, de circulação nacional:

** "IPTU vai subir para 1,7 milhão"

E quem vai aguentar pagar um IPTU deste tamanho?

 

...é...

Também de um grande jornal:

** "Criação de vaga formal tem melhor outubro"

É uma bela frase. E, se for muito bem interpretada, talvez até tenha sentido.

 

...mesmo?

De um grande portal esportivo:

** "Tcheco se despede do Grêmio nesta quarta-feira"

Seria um excelente título se não tivesse saído no dia 19 – quinta-feira.

 

E eu com isso?

Há notícias sem as quais não poderíamos dormir à noite. E há fatos noticiados que, certamente, atrapalharam muitas noites de quem os viveu. Por exemplo:

** "Após 54 anos, zoo revela: tartaruga `fêmea´ é macho"

É um problema mais comum do que se pensa. Há alguns anos, uma crocodila de avançada idade, que costumava atacar os machos que o zoológico punha na sua lagoa, revelou-se um crocodilo – e provavelmente cansado do assédio sexual a que foi submetido durante tanto tempo. Mas teve uma velhice condigna, agora ao lado de uma meiga e amorosa crocodila, cheia de amor pra dar, sobre cujo gênero não pairavam dúvidas.

Há notícias inestimáveis, que desmentem velhos tabus sexuais:

** "Atriz de `Lua Nova´ ensina como usar curtos sem afetação"

É como dizem as sexólogas e muitos homens interessados no tema: o importante não é o tamanho da varinha de condão, mas o que se faz com ela.

Existem notícias que mostram como a tentação de insultar os outros deve ser contida (atenção, dirigentes esportivos! Contenham-se também nas ameaças de agressão!):

** "Deputada chama colega de `gordo´ e tem de se desculpar"

Este colunista conhece bem o problema. Costuma ser chamado de gordo quando, na verdade, é baixo. De acordo com seu peso, deveria medir 2m44.

E nunca faltam notícias que mostram este país como ele é:

** "Senadores convidam fundação esotérica para explicar apagão"

Trata-se da Fundação Cacique Cobra Coral, até agora especializada em evitar tempestades que não aconteceram (mas que, segundo sua dirigente máxima, a médium Adelaide Scrittori, que recebe instruções diretas do espírito do falecido Cacique Cobra Coral, aconteceriam se não fosse sua interferência). A julgar pelo convite do Senado, a Fundação Cobra Coral ampliou seu escopo de atividades para geração e distribuição de energia.

E há o frufru puro e simples, a fofoca pelo prazer da fofoca.

** "Capa da Playboy anima festa com Hebe Camargo"

** "Lindsay Lohan não consegue esconder lábios rachados"

** "Jesus Luz usa a mesma camiseta de segunda"

** "Polícia procura ladrão que perdeu pedaço do nariz na hora de fugir"

** "Thaila Ayala é duramente criticada por frase no Twitter"

** "Jayme Monjardim e Tânia Mara vão ao cinema no Rio"

** "Katie Holmes aparece abatida e com visual desleixado"

** "Vice de futebol garanti que zagueiro não veste mais a camisa alviverde"

"Garanti" é um errinho bobo, de digitação. Mas ficou engraçado.

 

O grande título

O caro leitor conhece O Homem que Arquivava Telhados? Exatamente: assim com o Ricardo Kotscho arquivou o seu, antes tão abundante? Pois este é o tema da manchete de um grande jornal do Sul:

** "Uczai vai arquivar o teto"

Pedro Uczai é um deputado petista de Santa Catarina, ex-seminarista, e o jornalista Marco Zanfra, gente fina, avaliza seu bom trabalho e competência. Mas não é competente o suficiente para arquivar um teto. O que se imagina é que o título tenha algo a ver com a fixação de um teto salarial para os servidores estaduais.

Temos um daqueles títulos que não cabiam na página e, já que não cabia, botaram só um pedaço. Até caberia um pouco mais, se a frase não fosse tão esquisita e redundante, mas enfim é o que temos:

** "Brasil e Inglaterra são se tornam parceiros na Copa e na"

Mas há um clássico da não-notícia, contra o qual não há título que resista:

** "Homem que teria jogado filho de prédio teria dito que levaria criança para banho de sol"

Quem poderá dizer o que aconteceu?

Comentários (34)
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Gilberto Marotta , Salvador-BA - jornalista
Enviado em 1/12/2009 às 00:20:08
CAro Brickmann, vc se equivoca quanto a questão do filho de FHC. Acompanho a questão há muito na grande imprensa, e apenas a Caros Amigos fez uma reportagem sobre o assunto em 2000. A Folha deu uma notinha algum tempo atrás, mas devidamente escondida. De resto, só se falava do assunto na blogosfera. Os grandes jornais só vieram a dar destaque ao assunto agora, devidamente "autorizados", porque a notícia agora seria o suposto reconhecimento, no fundo uma tentativa de trazer o assunto à tona limpando a barra de FHC.
Luiz Serenini , Goiânia-GO - Professor
Enviado em 29/11/2009 às 01:02:12
Desafortunadamente, mal o filho do FHC veio à tona, a mídia teve a oportunidade de colocar uma outra pedra sobre um outro tema por no mínimo 18 anos - a confissão do Cesar Benjamim - e no entanto não o fez. Por que será? Vai ver é só coincidência.
daniel soares , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 28/11/2009 às 20:04:53
no capítulo da titulagem um campeão recente foi o da manchete da matéria que sucedeu a classificação da Argentina para a Copa, bem cometido pelo moribundo Diário de São Paulo: "Maradona estica carreira" emprego pertinente do ardiloso duplo sentido.
Marco Cardoso , Rio de Janeiro-RJ - Eng. Computação
Enviado em 27/11/2009 às 20:31:48
Francamente, falar que só não foi informado quem não quis porque tá no Google é muita cara-de-pau. O caso ocorreu em que ano? Quantos brasileiros tinham acesso à Internet àquela época? Sabe qual o números de respostas que o Google daria à época? NENHUM! Simplesmente porque o Google não existia, foi criado em 1997. E ainda por cima o absurdo que é comparar a divulgação em blogs (FHC) com a divulgação na televisão e grande imprensa (Lula). Shame on you, Mr. Brickmann. O pior é que o ponto mais importante e que o colunista passou batido é: a Globo ficou com o FHC nas mãos. Só consigo imaginar os "favores" que teve teve que fazer por conta disso. E esses jornalistas enchem o peito pra defender a democracia. Democracia de quem cara-pálida? Todos os jornalistas que não contaram essa história deveriam rasgar o seu diploma. Se bem que agora não tem necessidade mesmo...
Marcio Flizikowski , Curitiba-PR - Professor
Enviado em 27/11/2009 às 15:20:29
Fiquei surpreso Carlos Brickman em receber resposta do CB. Resolvi então adotar o método sugerido. “Filho de Fernando Henrique” resultou em 839 mil respostas. A primeira que remete a um site da grande imprensa aparece apenas na 15a. resposta (no caso, o UOL), na segunda página de respostas. "filho de FHC" resulta em 353 mil respostas. Primeira menção a grande imprensa na quarta citação, novamente o Uol. 34.200 respostas para "FHC" "Miriam Dutra". Primeira citação da grande imprensa na resposta 50, remetendo, pasmem, ao fórum da revista Veja. Para "Fernando Henrique" "Miriam Dutra" temos 27.500 resultados. Primeira citação referente a grande imprensa na página 7, em link direcionado para o Globo. Vamos fazer analogia com Lula. “Filha de Luiz Inácio Lula da Silva” tem apenas 8 respostas, aparecendo links para o Terra e UOL. “Filha de Lula” , 23.200 respostas, sendo a primeira do UOL, a segunda também, depois a quarto do G1, depois Terra e na seqüência encontramos JB e Estadão. “Lula” “Miriam Cordeiro” resulta em 12.800 respostas, com links para UOL, Veja e Estadão entre as dez primeiras respostas. Em termos quantitativos, o caso de FHC recebe mais respostas. Mas quantas remetem a grande imprensa? Raras. A grande imprensa noticiou o caso do filho de FHC?Resposta: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/11/15/o-filho-de-fhc-com-reporter-da-globo-abril-de-2000-241310.asp
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 27/11/2009 às 11:33:40
"Por que a imprensa não conta a história de Sergio Motta?" Caro Ethevaldo, jamais fariam isso. Essa é uma discussão mais séria e importante que o assunto "filho do FHC" : por quê nossa imprensa não se assume partidária? Como diria um ex-figurão, isso é dinamite pura. Primeiro, provavelmente, é a vontade de se parecer o que não se é - imparcial. Segundo, devem ser os números do IVC - se o negócio está feio do jeito que está, os diretores devem achar que vão piorar muito se o jornal se definir como "conservador", "centro-direita", "progressista" ou mesmo "Ku-Klux-Klan".
Ethevaldo Pontes , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 26/11/2009 às 16:39:45
Com a devida vênia de Brickman e Vaia, mas a notícia sobre a filha de FHC ficou escondida, sim. Concordo inteiramente que ter filho fora do casamento não faz melhor ou pior administrador. Também entendo ser essa uma questão particular que não cabe numa campanha. Até porque todos estamos sujeitos a paixões e tentações. Não serei eu a atirar a primeira pedra. Para mim, o buraco é mais embaixo. Há um grande preconceito em relação a Lula que vem da mentalidade de nossa elite, que age como se ainda fossemos colônia. A FHC tudo, a Lula, os rigores da lei. Ao principe dos sociólogos cabe tomar vinhos finos e caros, mas o peão de Garanhuns não pode nem Ypioca, tem que ficar na Tatuzinho. A imprensa´, em geral, é condescendente com FHC - e não com Lula. Puro preconceito. Basta ver que The Economist, Der Spiegel e outras publicações não partidarizadas acham o máximo o Brasil ter o presidente que tem. Só a elite branca de olhos azuis ( e olha que os meus são verdes,embora corinthiano) da colonia é que morre de vergonha do Lula. Acho que a nossa verdadeira independencia ocorreu em 2002. E não me venham com o moralismo do mensalão. Da mesma forma que agora Serra diz que o Bolsa Família é criação do PSDB, deveria dizer que o mensalão também é. Por que a imprensa não conta a história de Sergio Motta?
fernando  romero , ibiuna-SP - administrador
Enviado em 26/11/2009 às 14:22:18
Brickman, O Belluzzo não merece aplausos pelo episódio do juiz, muito pelo contrário. Mas sobre o cinismo habitual da imprensa, nota 10 para êle. A grande maioria dos jornalistas, dos chefes de jornalistas, dos donos dos maiores veículos de comunicação é cínioca MESMO! O belluzzo está corretíssimo. Quanto a sua outra nota sobre o filho bastardo do FHC, você devev estar brincando. O estadão, a Globo, o Globo, a Folha, etc não esconderam o fato? Fala sério, oh meu!
Carlos Brickmann , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 25/11/2009 às 19:30:05
Ao caro leitor Sidney Borges: tem toda a razão. Havia Francisco Egydio, sim. E outros de que não me lembrei na hora de escrever: Nilo Amaro (e seus Cantores de Ébano), Ataulfo Alves (e suas Pastoras). Há quem inclua Orlando Silva na lista. Mas, de qualquer forma, eram poucos. A maior parte usava mesmo apelidos.
eduardo salina , São Paulo-SP - engenheiro
Enviado em 25/11/2009 às 17:44:48
Pequeno aviso ao publicitário Caleffi: o Google não produz notícias.Só agrega notícias publicadas.Repito: publicadas.
Sidney  Borges , Ubatuba-SP - jornalista/professor
Enviado em 25/11/2009 às 14:53:37
Desculpe a nossa falha, errei ao comentar, o texto está correto.
Sidney  Borges , Ubatuba-SP - jornalista/professor
Enviado em 25/11/2009 às 14:51:39
Blecaute e Noite Ilustrada são pessoas diferentes. Noite Ilustrada é (era?) muito parecido com Pelé e fez sucesso com a música de Vanzolini: "Volta por cima". Blecaute aparecia nos filmes da Atlântida vestido de General da Banda, tinha um vozeirão. Na época havia cantores negros sem apelido, Francisco Egídio é um exemplo.
Sandro Vaia , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 25/11/2009 às 00:30:47
Caro sr. Mendes: a seu pedido, encerramos o assunto.Apenas uma observaçao final: para quem admite que "não vamos saber nunca" e confessa ter "a cachola cheia de dúvidas", o sr, até que manifesta muitas certezas.
Dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 24/11/2009 às 22:28:52
Patrocinada pelas "Organizações Globo",manteve durante dezoito anos uma sinecura ,em terras de Espanha,sustentando a maternidade e a educação do príncipe.O Jovem promissor,,estudante universitário nos EUA,promete ser uma versão tucana de Mangabeira Unger,com sotaque e tudo . Por mais que vasculhe,não encontrei nenhuma menção a Miriam Dutra,FHC ou ao filho de ambos e sua respectiva história. Claro, se existe o Google,pode se prescindir da censura dos jornais.Não é mesmo?
Paulo Pereira , SJC-SP - .
Enviado em 24/11/2009 às 22:12:11
“O fato foi amplamente noticiado” na imprensa? Na Folha, no Globo, no Estadão, na Veja ...? O jornalista leu o editorial “O direito de saber”, publicado pelo Globo, em 14/12/1989? Por que a jornalista se tornou“correspondente” ?
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 24/11/2009 às 21:09:36
Caro sr. Vaia, apenas para encerrar, esse assunto é meio indigesto. Mas : A) FHC realmente não deve pensar como o senhor, já que o filho, não sendo ilegítimo, não foi citado em público por ele nenhuma vez até o mês passado. Isso dá 18 anos. E o silêncio de nossa imprensa prova o quanto ela é fiel, com certeza. e B)Não foi só o pedido de aborto que foi explorado em 1989. Eu comprava a FDSP na época e lembro bem o quanto Lula foi cobrado em relação a seu comportamento ante a filha. Acredito que Lula tenha desconto na história toda - era bem jovem e sem dinheiro quando ocorreu a gravidez. Já FHC encontrava-se num ponto totalmente distinto de sua vida. E o que complica a história é que foi com uma jornalista. Não vamos saber nunca, mas o jornalismo brasileiro mostrou-se extremamente solídário com o envolvido. Entendo as razões de FHC, casado e prestes a se tornar presidente, mas minha cachola está cheia de dúvidas das motivações de nossa imprensa. Mas o senhor já ajudou, e agradeço por isso. Um abraço.
Sandro Vaia , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 24/11/2009 às 19:37:37
Caro Carlos Mendes: não falo em nome do Estadão e nem da grande imprensa.Falo apenas como jornalista e como cidadão.Quero reiterar a minha opiniao de que flihos fora do casamento , que a seu juizo são "ilegítimos", não são fatores determinantes para o julgamento da capacidade administrativa de políticos e nem,a meu ver, para conhecer o caráter dos cidadãos.O sr. finge desconhecer-ou esqueceu- que o candidato Collor não usou a existência de uma filha "ilegítima" do candidato Lula para tentar prejudicá-lo na campanha, mas usou eleitoralmente a acusação da sra, Miriam Cordeiro, de que seu à época adversário teria oferecido dinheiro para abortar a filha.Essa foi a verdadeira razão da polêmica provocada pela denúncia do candidato Collor, a não a simples existência de uma filha- como diz o sr.- "ilegítima".
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 24/11/2009 às 18:53:40
A distraída advogada Cristiana, talvez a única brasileira que não sabia da existência do filho do Fernando Henrique, estudou Direito e não sabe- ou finge não saber- qual é a diferença entre este caso e o da filha de Renan Calheiros? Ou apenas está achando que nós todos somos patetas?
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 24/11/2009 às 18:45:57
É isto Ibsen. É como dizer que dois cães morreram atropelados. Um por uma bicicleta. Outro por uma locomotiva. Mas, ambos morreram atropelados. É igual, mas muito diferente.
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 24/11/2009 às 17:29:43
Caro sr. Sandro Vaia, considero sua resposta a minha colocação como uma resposta do Estadão. Agradeço, acho que consegui a primeira reação da grande imprensa a um assunto muito delicado dentro da troika paulistana. Apenas faço algumas ponderações. Peço desculpas pelo bastardo, vou usar "filho ilegítimo". Filhos ilegítimos não são apenas questões de foro íntimo do candidato - o trato que ele dá à questão é de suma importância para se conhecer o caráter do cidadão, faz toda uma deferença numa eleição, tanto é que Collor usou isso a seu favor. Até para matar dúvidas, FHC deveria ter vindo a público e mostrar sua versão - mas preferiu confiar no silêncio da imprensa, provavelmente porque deve ter recebido amplas garantias. E se fui preconceituoso, já expliquei no primeiro comentário - onde falta a verdade, só resta a especulação. Presidentes são figuras públicas e importantíssimas para a vida da Nação, é claríssimo que há interesse jornalístico nisso. E a nossa grande imprensa se calou de forma completa e total. Se FHC perderia a eleição devido a isso, nunca saberemos. E fico muito feliz por não ter participado de algo assim. Um viva à "Caros Amigos". Um abraço.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 24/11/2009 às 17:20:06
Eu hein, eu nunquinha que vi nada de filho de FHC com jornalista da Globo em jornal nenhum, a gente vai saber desses babados é aqui na rede. Amplamente divulgada foi a filha do Renan.
Carlos Brickmann , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 24/11/2009 às 16:53:48
Caro leitor Márcio Flizikowski: veja no Google "Filho de Fernando Henrique", 807 mil citações. Veja "filho de FHC", 167 mil citações. Veja "FHC""Miriam Dutra", 33.700 citações. Veja "Fernando Henrique""Miriam Dutra", 27.500 citações. Há mais, mas dá uma preguiça!!!
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 24/11/2009 às 15:25:11
É Edmilson, o problema é que a imprensa vem tratando ambos os apagões de maneira puramente competitiva. Esquece sempre de esclkarecer as naturezas distintas de ambos. Isso não quer dizer que um é melhor que o outro, mas que simplesmente são diferentes estruturalmente e, portanto, não sujeitos a comparações pura e simples. O apagão do FHC foi pura falta de investimento em infraestrutura de geração, já o do Lula foi falta de planejamento de segurança e contingência do sistema. Mas em ambos houve uma tentativa de minimização política dos acontecimentos.
Sandro  Vaia , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 24/11/2009 às 15:20:53
Lapso de digitação: (...) a figura jurídica do "bastardo" foi abolida há algum tempo do Código Civil Brasileiro (...)
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 24/11/2009 às 15:20:37
"Briga boa". Duvido muito. Globo e Record são duas faces de uma mesma mídia. Uma tenta "buscar" a outra na audiência utilizando-se das mesmas armas, dos mesmos programinhas medíocres, do mesmo sensacionalismo. A concorrência não acrescenta uma vírgula à qualidade da grade de programação da TV aberta brasileira. Para cada big brother global, uma fazenda na record. Concorrência lastimável por números e que simplesmente desconsidera uma aporgramação de boa qualidade para oferecer ao atônito telespectador. E viva o American Pie 6! Já Sandro Vaia diz que um filho fora do casamento não torna o administrador público mais ou menos competente. Nisso ele está coberto de razão, agora quanto a considerar esse administrador mais ou menos confiável . . .
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 24/11/2009 às 15:00:28
Ao Marcel Leal, Por experiência própria concordo que trocar o "e" por um "i" é um erro bobo sim e não pela disposição do teclado. Por vezes quando estou digitando costumo faze-lo tal qual se fala. Ao digitar lay-out, quando vejo lá esta lei-out, por exemplo. É um tipo de reflexo que às vezes acontece. Que o erro não deveria ter passado, não se discuti. Erro maior de revisão, se é que ainda existe revisão. Pode até mesmo ser ignorância de português, mas não se pode afirmar. :-)
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 24/11/2009 às 14:37:28
Quer dizer então que se o time não estiver ganhando todas não tem direito de reclamar do árbitro? O que tem isto com ditadura e democracia? Em uma democracia seu direito de reclamar não depende de sua situação momentânea. Depende da razão dos fatos. Ser vencedor, ou rico, não é condição para se ter razão. Em uma ditadura... Que o presidente do tal clube foi intempestivo e exagerado, com certeza. E democraticamente está suspenso. Outro ponto: um apagão sempre será um apagão. Assim como black-out. Sem nada a discutir. Entretanto bem sabemos o poder que a linguagem tem ao dar contornos inesperados às palavras. As palavras têm o mesmo significado mas as situações são extremamente diferentes. Neste caso a ministra do governo atual foi muito feliz ao dizer que o apagão, ou blackout, no governo anterior durou "cinco horas e onze meses" contra as cinco do atual.
Caio Freitas , Rio de Janeiro-RJ - Administrador
Enviado em 24/11/2009 às 14:30:45
Sandro, o que eu acredito que o Carlos Mendes quis dizer é que a grande imprensa dá diferentes tons à mesmas notícias, dependendo do interesse político/economico de seus patrões. Quanto à esta coluna, cada vez que me dou ao trabalho de lê-la; sou tomado por uma profunda sensação de tempo perdido; daqueles que não recuperarei jamais. Sempre com estas análises para lá de rasteiras. Tudo bem que o não serve de justificativa para o Blackout comparar as gestões do sistema energético nas eras de FHC e Lula. Mas dar eco à essas comparações é uma irresponsabilidade monstruosa. Não, não há como comparar um blackout com uma política de mais de 1 ano de racionamento de energia. É querer comparar uma formiga com um elefante. Juro que não voltarei a ler nada publicado pelo Brickmann aqui no OI. Essa lição eu acabei de aprender
Marcel Leal , Itabuna-BA - Jornalista
Enviado em 24/11/2009 às 14:23:27
"Garanti" é um errinho bobo, de digitação. Desculpe, Brickmann, não é. O "e" fica bem longe do "i" no teclado. É ignorância de português mesmo. Sobre a censura, sei como é na pele. Zé Dirceu me processou e pediu R$ 100 mil por causa de um artigo onde dei minha opinião sobre ele e o assassinato de Celso Daniel. Pelo jeito, não tenho direito constitucional de dar opinião nenhuma, já que fui condenado (estou recorrendo) por um juiz lá de Brasília. A peça é hilária. Diz que meu modesto artigo, publicado no jornal A Região, de Itabuna (BA), causou a demissão dele do ministério. Tô podendo...
Sandro Vaia , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 24/11/2009 às 13:56:05
Carlos Mendes: não sou da Veja,do Globo,do Estadão,mas vou tentar te explicar: em primeiro lugar, a figura jurídica "bastardo" foi abolida há algum do Código Civil Brasileiro por discriminatória.Em segundo lugar,filho fora do casamento não torna o administrador público nem mais nem menos competente.Em terceiro lugar,a filha de Lula virou assunto de campanha eleitoral porque o então adversário (e hoje aliado) Fernando Collor levou o tema ao horário eleitoral gratuito.A imprensa, que até então não tinha publicado uma palavra sobre a filha, embora soubesse de sua existência, apenas reproduziu as acusações feitas pelo candidato a partir do momento em que se tornaram notícia.Filhos fora do casamento costumam ser problemas de foro íntimo da pessoas,sejam políticos ou não, e tentar explorá-los para dar ou tirar votos de alguém é de uma sordidez sem tamanho.Se quiser estudar um precedente ocorrido num país civilizado,estude o caso da filha que Mitterand teve fora do casamento e o tratamento que a imprensa francesa deu ao assunto.Se a tua versão te faz feliz, fique com ela.Mas saiba que é facciosa,mal informada e além de tudo preconceituosa.
Marcio Flizikowski , Curitiba-PR - Professor
Enviado em 24/11/2009 às 13:54:00
Apenas para complementar meu comentário anterior, sugiro ao Carlos Brickman que leia aqui mesmo no OI o texto do Leandro Fortes que lembra a complacência da mídia com FHC, segundo o próprio FHC em conversa com Mendonça de Barros: Mendonça de Barros – A imprensa está muito favorável com editoriais. FHC – Está demais, né? Estão exagerando, até!
Marcio Flizikowski , Curitiba-PR - Professor
Enviado em 24/11/2009 às 13:33:22
Com relação ao caso Fernando Henrique - Miriam Dutra fiz pesquisa no google sobre o tema com aspas para Fernando Henrique e Miriam Dutra e encontrei apenas 27.400 respostas. Com um detalhe. A resposta está em ordem de relevância e não encontrei nenhum dos grandes portais ou revistões ou jornalões nas primeiras respostas. Aliás, o primeiro site de relevância a aparecer no google é o blog do Nassif. (Que evidentemente não se enquadra na grande mídia). Resolvi tirar as aspas e as respostas subiram para 132.000. Bem, resolvi procurar por Lula e Lurian. De cara recebi 107 mil respostas do google, sendo que as primeiras respostas são do UOL, a seguir de O Globo e depois conreferência ao Estadão, Veja etc. Enfim, o nobre articulista poderia explicar como fez a pesquisa e printar os resultados para o público dar uma olhada e tirar suas conclusões. PS: Já que fui tachado de patrulheiro, resolvi tornar a alcunha verdadeira, já que tenho a fama.
Marcio Flizikowski , Curitiba-PR - Professor
Enviado em 24/11/2009 às 13:24:18
Sei que vou ser chamado de patrulheiro, mas enfim, é o preço a se pagar. Sobre o caso do presidente do Palmeiras e do juiz sem culpa , fiquei um pouco estarrecido com toda a indignação de Carlos Brickman. Não lembro dessa indignação quando um SENADOR, isso mesmo, um senador da república (Arthur Virgílio) eleito para representar o povo e assim servir como o mais correto exemplo afirmou que daria um soco no presidente da República. Aliás, seuqer lembro do nobre observador criticar o Senador. Para não ficar apenas na minha memória, resolvi fazer uma pesquisa no google sobre o assunto e não encontrei apenas um menção feita por Carlos Birckman ao assunto (mas posso estar enganado). Caso não esteja, como o autor explica esse dois pesos e duas medidas: no caso do presidente do Palmeiras, só faltou pedir que ele fosse preso (e é apenas um presidente de clube de futebol que desrespeitou um arbitro), já no segundo caso temos um Senador, que ofendeu o presidente, aliás, constitucionalmente, o Senador o ofendeu o país.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 24/11/2009 às 12:02:31
"A propósito, o caso Lurian – a filha que Lula teve com Miriam Cordeiro, antes de seu casamento com Marisa Letícia – tem menos registros no Google". Mas isso é lógico - o caso aconteceu na era pré-internet. Qualquer manchete brasileira anterior a 1995 tem registros escassos. Não havia edições online naquela época, apenas a boa vontade de alguém que digitalize algum fato para trazê-lo para a era da internet. E, a propósito, o único lugar em que vi impressa a notícia do reconhecimento do filho de FHC foi na página A7 da Folha. Notinha de 8 x 12 cm, escondida, tímida, envergonhada. Mas não é essa a celeuma. A questão é, o mundo inteiro ouviu, reouviu e treouviu sobre a filha de Lula, mas nenhum jornalista se dispôs sequer a discutir o assunto "Miriam Dutra" com o jornalista da Caros Amigos. Dois pesos, duas medidas. E enquanto ninguém da grande imprensa se dispor a explicar esse silêncio seletivo, tenho todo o direito de ter minha própria visão do caso - nossos jornais e revistas esconderam o filho bastardo de FHC por razões políticas, já que eles não queriam prejudicar o candidato que apoiavam. Se ninguém da Veja, Folha ou Estadão quiser falar sobre isso, tudo bem. Fico feliz com minha versão.
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