ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 510 - 2/2/2010
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LEITURAS DE VEJA
O que esperar de Larry Rohter

Por José Paulo Lanyi em 4/11/2008

Larry Rohter tornou-se nosso conhecido em 2004 por uma improvável conjunção de deméritos. Correspondente do New York Times no Brasil, ganhou os holofotes ao classificar o presidente Lula de ébrio, desses que bebem para esquecer e que, em seguida, bebem para lembrar, para então esquecer de novo e recomeçar do zero. O título em português daquela sua matéria: "Hábito de beber de Lula se torna preocupação nacional".

O apetite etílico do presidente parecia ser tal que estaria perturbando o sono do lúcido e atento povo brasileiro. Esse foi o quinhão de malevolência do repórter.

Lula decidiu reagir e o fez qual um trôpego de botequim: deu a ordem de expulsar o americano do país. O gesto foi uma chuveirada que acabou por despertar aqueles que lhe creditavam, ingênuos, o bastião histórico da democracia.

Ambos se mereceram

Rohter fustigara o mandatário com uma reportagem sensacionalista. Pois, ainda que fosse verdadeira a sentença de que o presidente tinha lá a sua predileção por aqueles recreios que demandam copos, garrafas e, sobretudo, líquidos, o texto acabou indo longe demais ao afirmar que se tratava de um problema crônico que estaria consternando os cidadãos. Isso era, evidentemente, falso.

O povo brasileiro tinha outros desafios com que se ocupar, como sobreviver e, assim mesmo, pagar impostos. Não estava dando a mínima para as libações presidenciais, que, devo dizer, a bem da justiça, quase não chamavam a atenção. Lula não era um Boris Ieltsin. Os russos haverão de concordar comigo.

A matéria tilintou mal para o repórter, que, sem o menor senso de proporção, guindara os bastidores à condição de fatos de interesse da massa. Saiu no NY Times, para desespero dos provincianos, como poderia ter sido nos britânicos The Sun ou Daily Mirror, dado o parentesco no tratamento jornalístico a uma questão dessa natureza.

O presidente Lula não gostou, claro, mas perdeu a sobriedade ao ordenar a expulsão do jornalista. Ambos se mereceram, e a vida seguiu, cada qual a seu modo. Lula foi reeleito e Rohter continuou por aqui a escrever sobre o Brasil.

Brasileiros supersticiosos

Em março deste ano, porém, o jornalista deixou a sua função de correspondente e voltou para os Estados Unidos. Agora, lança uma obra que nos brinda com o seu olhar acerca do país. A revista Veja (edição 2085, de 5/11/2008) publicou trechos do livro. Deu no New York Times (Editora Objetiva), diz a revista, é uma compilação sobre cultura, sociedade, política, Amazônia e economia/ciência. "Cada uma delas traz as melhores reportagens do autor sobre o tema, introduzidas por um comentário geral, com uma visão mais pessoal e opinativa do que era permitido ao repórter em sua cobertura cotidiana" [ver íntegra aqui, para assinantes].

A julgar por este trecho da resenha, de grande potencial humorístico, as matérias de Rohter eram menos pessoais, por assim dizer, e objetivas. Desta vez, sim, teremos a sua "visão mais pessoal e opinativa". Resta, também, tentarmos entender o que mais o repórter americano teria hesitado permitir a si mesmo, em sua metodologia jornalística singular.

Tentemos com outro exemplo: nesse mesmo ano de 2004, que chamarei, metaforicamente, de fatídico, Rohter escreveria um artigo em que relataria ao seu leitor:

"Nada como uma sexta-feira 13 para enervar as pessoas em países de todo o mundo. Mas, entre os brasileiros, o mês de agosto inteiro inspira temor – e para aqueles que acreditam em tal superstição, os augúrios deste ano podem ser especialmente desfavoráveis."

Erros de julgamento e preconceitos

Assim se iniciava a sua antropologia informal. Aquela que, inspirada em uma meia-dúzia, ou em meio milhão de supersticiosos, generaliza a sua conclusão para um universo de mais de 180 milhões de pessoas. Para isso bastou ouvir um ou outro escritor, um ou outro historiador e pessoas do povo, como a dona Jaci:

"`À medida que os dias passam sem que ocorra algum desastre, fico mais e mais tensa, esperando que o pior aconteça´, confessa Jaci Medeiros, 68, uma operária aposentada que nasceu em 2 de agosto, mas que teme este mês porque foi nele que morreram o marido e o irmão. `É somente quando chega setembro que eu finalmente começo novamente a relaxar.´"

O editor do Times também endossaria esta inquietante conclusão indutiva, apoiada em dados empíricos observados sob uma ampla variedade de condições: "Supersticiosos, brasileiros temem mês de agosto. Fatos históricos e crendices abundantes estigmatizam o período."

Há quem defenda esse tipo de abordagem como apropriada para features, aqueles artigos mais "leves" em que se busca, com o apoio de recursos estilísticos diversos, uma maior aproximação diante de uma personagem ou determinada manifestação cultural, uma perspectiva mais humana ou pessoal, sem preocupações temporais.

Nada contra, respondo, desde que, ao privilegiar o gênero, não se incorra em erros de julgamento e em preconceitos.

Asserções falhas

Ressalto que não pretendo cometer aqui o mesmo equívoco que me permito criticar. Não quero dizer que o trabalho de Larry Rohter deva ser rejeitado em bloco. Busco apenas, em consonância com os exemplos que apresentei, sugerir cautela diante de afirmações como estas do artigo da Veja:

** "Goste-se ou não, um repórter inquieto e um estrangeiro que conhece o Brasil melhor do que muitos brasileiros";

ou:

** "Larry Rohter é um repórter inquieto, um representante da melhor tradição americana da liberdade de imprensa. É bom que o galo cante sem precisar da autorização do mandante da ocasião."

O primeiro enunciado falha em sua tentativa de atribuir credibilidade ao jornalista. Ser um repórter inquieto e conhecer o Brasil melhor do que muitos brasileiros são asserções que, ainda que possam ser verdadeiras, não apóiam uma conclusão como: "Por isso, Rohter merece o nosso crédito", ou "Logo, Rohter é um jornalista cuidadoso que busca ser fiel aos fatos".

Luz amarela acesa

Da mesma forma, ser um "representante da melhor tradição americana da liberdade de imprensa" é uma proposição contextualmente vazia. Além de também não apoiar as conclusões subliminarmente sugeridas, nada acrescenta, apenas afirma um senso comum jornalístico: repórteres gostam e precisam de (alguma) liberdade para trabalhar. Afirmar que alguém valoriza a liberdade de imprensa é insuficiente para refutar as críticas ao seu trabalho jornalístico.

O texto da revista embaralha duas noções: o pressuposto da liberdade de imprensa em um regime democrático e a boa conduta jornalística. Mas a primeira não depende fundamentalmente da segunda, e vice-versa.

Nesse sentido, que se tenha claro: o conceito geral de liberdade de imprensa rejeita a prática da expulsão sumária de um jornalista. Exercer o senso crítico é um direito assegurado ao profissional. Mas este também tem os seus deveres, como o de buscar, na medida do possível, em face das dificuldades naturalmente inerentes à prática de noções como imparcialidade, a mais rigorosa expressão das verdades de um determinado fato.

Ao menos nas duas reportagens aqui citadas, os métodos jornalísticos de Rohter revelaram-se "demasiado pessoais" ou "excessivamente elásticos". Mais do que isso: resultaram em exageros e incorreções.

A luz amarela permanece acesa.

Comentários (17)
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Alexandre Guerreiro Tauil , Brasília-DF - Analista de Sistemas
Enviado em 9/8/2009 às 23:00:10
Preciso o artigo do senhor José Paulo Lanyi. Chega a ser uma aula de senso crítico, bem fundamentado, acaba mostrando não só os exageros nas generalizações do jornalista americano, mas, também, o mesmo equívoco cometido pela revista Veja. Senhor Lanyi, acho que é a primeira vez que leio um artigo seu, vou passar a prestar mais atenção em você. Obrigado pela aula.
Zeli Santana , Salvador-BA - Técnica Social
Enviado em 7/11/2008 às 00:36:36
Assino embaixo dos comentaristas: Ricardo Pereira, Alfredo Sternheim, Dioclécio Luz. E acrescento: a imprensa brasileira direcionou os canhões de luz para Obama Hussein, enfatizando o homem negro, que em nenhum momento disse que o era , e concordo com com ele, para quer dizer, gritar afirmar, o que é obvio. O que Obama deixou bem claro é que ele era cidadão estadunidense americano antes mesmo de ser negro, quanto as cachaças, vcs jornalistas devem ter visto George Bush dando trabalhão, isso agora nas Olimpiadas de Pequim, bêbado, querendo pegar na bunda das meninas do voley de praia, voces viram isso ? E se fosse Lula? Será que porque G. Bush toma wiski e nosso Presidente a cahaça? Porre de wiski poooooode, e porre de cahaça é feio ? Que preconceito.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 6/11/2008 às 19:55:32
Well, se Lula bêbado consegue governar a Nação com tal competência que sua taxa de aprovação é recorde, o melhor mesmo é manter o estoque do homem sempre "up to date". E que seus inimigos torçam para ele não largar a manguaça de vez, porque aí ninguém segura o homem!
Ricardo Carvalho , Rio-RJ - Publicitario
Enviado em 6/11/2008 às 12:01:39
Efeméride: segundo li no blog do Nassif, hoje se completam 90 dias da divulgação - pela Veja - do suposto grampo envolvendo o senador Demóstenes e o presidente Mendes. Não seria o caso de, novamente, perguntarmos onde está o áudio. Poderíamos até criar uma seção: a Audições de Veja.
Flavio Gomes , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 6/11/2008 às 11:27:05

Caro senhor Luiz Egypto, Sua resposta me desilude. Obrigado, portanto. Sempre frequentei este site em busca de uma visão plural mas desnudadora da atividade da imprensa. Não imparcial, pois a pretensão seria absurda e tola, mas honesta. Capaz de apontar distorções até mesmo em abordagens com as quais se concordava. O por trás da notícia, por quem a vive diuturnamente. Não é o meu caso. Um artigo meu serviria apenas para manter a ilusão da diversidade. Poderia ser contraposto aos artigos do Dines repercutindo o "grampo". Compartilharíamos a desonestidade. Agradeço o convite, portanto, e declino dele. O espaço que me cabe é o destes comentários. Por ora, no entanto. Em breve, nem isso, se insistirem nesta atitude. Não farei falta, reconheço.

Nota do OI: É uma ilusão supor que os colunistas fixos (que são poucos) do OI estão disponíveis todo o tempo à espera de uma pauta vinda de leitores. A vida é um pouco mais difícil do que supõe o prezado professor. Ademais, não compartilhamos desonestidades. Quem as parir que as embale. (Luiz Egypto)

Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte - MG-MG - Bancário
Enviado em 6/11/2008 às 11:26:35
Concordo com o Professor Flávio Gomes. Para o bem ou para o mal, seria interessante que o "Observatório da Imprensa" também observasse as demais revistas semanais. A revista Carta Capital dessa semana trouxe uma interessante e reveladora entrevista com o Delegado Protógenes Queiróz (www.cartacapital.com.br), onde o Delegado chutou o pau da barraca e soltou os cachorros com muita franqueza... Não sei se a corajosa entrevista do Dr. Protógenes tem alguma coisa a ver com os acontecimentos dessa semana. O fato é que o Observatório subiu no muro e de lá não arreda pé...
Flavio Gomes , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 6/11/2008 às 09:40:54

A estranheza verde abaixo também me acomete: o OI só observa/lê a Veja. Impressionante como nenhum observador leu, por exemplo, a matéria da Carta Capital sobre o Instituto do nosso supremo presidente. Para criticar, que fosse. Para demolir, linha por linha, a reportagem, que fosse. O silêncio, entretanto, é por demais suspeito. Repito: suspeito. Dines e demais observadores têm todo o direito de expressar suas opiniões, sejam quais forem. Mas não têm o direito de fugir à responsabilidade de observar e comentar TODA a imprensa. Colocam-se sob suspeita, ao agirem assim. Repito: não peço que concordem com este ou aquele veículo. Mas atitude de repercutir o "grampo da veja", por exemplo, e silenciar sobre a acusação de favorecimento feita pela Carta Capital ao Gilmar Mendes, o OI torna-se suspeitos, repito: suspeitos, na atividade que se propôs e que, até recentemente, vinha desempenhando, aparentemente, com qualidade. Sinto muito mais esta baixa na honestidade intelectual.

Nota do OI: O Observatório é também, e sobretudo, um fórum aberto de discussões sobre a mídia. Se o leitor quiser comentar o assunto que levanta num artigo assinado, tenha a certeza que será publicado neste espaço. (Luiz Egypto)   

ubirajara sousa , são luís-MA - psicólogo
Enviado em 5/11/2008 às 20:51:29
Bem feito! Quem mandou ler a Veja? O Mr. Rohter bem que poderia dedicar os últimos anos de sua vida escrevendo sobre o seu grande presidente Bush e suas façanhas. Com certeza atingirá muito mais pessoas afeitas a leituras escandalosas do que se escrever sobre o Brasil. Que mania besta essa do brasileiro de arriar as calças para qualquer americanozinho [ ] . A veja e seus estertores de moribunda (todo mês recebo propostas para a sua assinatura, com 50% de desconto) já não sabe mais o que fazer e qual o público a atingir. Coitada da Veja!
Green Lando , São Paulo-SP - Estudante
Enviado em 5/11/2008 às 20:13:32
Só uma perguntinha. A VEJA paga a este observatório para que vcs veiculem as reportagens contidas na revista? Se não que tal incluir Leituras da Isto É, Leituras da Carta Capital, Leituras da Época, etc...
Hélcio  Lunes , São paulo-SP - Administrador
Enviado em 5/11/2008 às 17:03:18
Jornalismo a favor, "é armazém de secos&molhados"! Larry Rother tem toda razão, não pode dar mole para "otoridades" do governo, principalmente quando estas dão motivo, seja bebendo em demasia, seja jogando papel de bombom no chão. É relho no lombo mesmo! Por isso a grande democracia americana é tão admirável, lá não existe esse temor reverencial, esse baba-ovismo com relação ao cidadão que exerce as funções de Presidente da República. Essa pessoa, paga com nosso dinheiro, é que nos deve respeito.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 5/11/2008 às 16:30:35
"A matéria tilintou mal para o repórter, que, sem o menor senso de proporção, guindara os bastidores à condição de fatos de interesse da massa": eh, mas quando Bush foi fotografado em publico bebado igual um Lula, Rohter nao tinha nada a dizer. Ja Lula nunca foi fotografado bebado igual um Bush porque nao bebe esse tanto. Rohter tambem nao pode dizer isso...
Colin Brayton , São Paulo-SP - Tradutor
Enviado em 5/11/2008 às 16:29:36
Porque so assinante da Biblioteca Públic de Brooklyn, em Nova York, eu tenho acesso as obra completas do jornalist desde a década das 90, e ando fazendo uma amostra científica dela para julgar se a tése levantada aqui seria procedente. Acho que procede. Rohter sempre foi um péssimo jornalista, o trabalho dele um insulto ao leitor do Times (como eu sou faz décadas), e para mim, seus supostos méritos não explicam como ele conseguiu ficar no emprego por tanto tempo. Tudo bem, nosso pais qualquer idiota pode dizer qualquer coisa. Tenho orgulho disso. Assim deveria ser. Como disse um sábio legista uma vez, o livre mercado nas idéias não dever ser indevidamente impedido de funcionar. Mais isso não quer dizer que somos obligados a pagar um bom dinheiro para saber o que qualquer idiota tem a dizer. Deixa o cara escrever um blogue. Ele tem aquele direito. Eu escrevo. Eu inclusive ensaio opiniões sobre assuntos do qual não sei quase nada. Eu não recomendo a leitura dele para ninguem, nem cobro um tostão. O bom jornalista profissional agrega valor, porém. Apura, investiga, aponta sutilezas, ironias, complexidades. E por isso que pagamos para ler. Para o livro de Larry Rohter (nem para a revista Veja) eu não pago.
alvaro marins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 5/11/2008 às 16:07:33
José Paulo Lanyi, Larry Rother e Veja; vocês se merecem.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 5/11/2008 às 14:41:47
"Lula decidiu reagir e o fez qual um trôpego de botequim: deu a ordem de expulsar o americano do país. O gesto foi uma chuveirada que acabou por despertar aqueles que lhe creditavam, ingênuos, o bastião histórico da democracia." Que imagem de mau gosto, não? Mas, quem eram os ingênuos que foram atingidos por uma chuveirada? Vou recordar aqui: na época, artigo de Alberto Dines, no OI, dizia que Lula deveria retirar a ordem de expulsão e acabar com a irritação nacional. Rebati, dizendo que que a irritação não era nacional, mas, dos jornalistas. E citei José Simão, que dizia ter feito pesquisa em blogs que pediam opinião de leitores e o resultado era de 60% a favor da decisão de Lula, de expulsar o boquirroto; citei Kennedy Alencar, que, numa pensata, na Folha on line, dizia ter feito pesquisa telefônica, e 51% concordavam com a decisão de Lula, com 44% discordando. E citei o próprio OI, onde a maioria dos que se manifestavam se manifestava apoiando Lula. Marinilda Carvalho, abrindo a coluna do leitor, perguntava se o que eu dizia não era motivo para reflexão. Então, só posso concluir que a chuveirada a que José Paulo Lanyi se refere foi tomada por jornalista.
Dioclécio Luz , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 5/11/2008 às 12:38:10
Larry Rother tem a cara de Larry Rother. Isto é, a de achar que faz jornalismo e por isso está acima de todos. O que ele escreveu sobre Lula e suas possíveis cachaçadas é coisa de coluna social de quinta categoria - em suma, fofoca medíocre. Somente a VEJA, onde há muito tempo não acontece jornalismo ou algo parecido, para divulgar o livro de um sujeito como esse. Se ele entende mais de Brasil que muitos brasileiros, como propagandeia a revista, devem ser aqueles brasileiros que moram numa montanha do Alasca e não têm mais que 2 anos de idade. Na verdade, qualquer pessoa, qualquer bicho, qualquer marginal, qualquer medíocre, qualquer coisa, enfim, que critique Lula e o PT, é considerado pela VEJA "o melhor representante da tradição da liberdade de imprensa", exemplo da raça humana. Em suma, a VEJA não é uma revista séria. Nem revista é. E esse Larry Rother já provou várias vezes que não faz jornalismo. Qualquer sujeito (pedreiro ou jornalista formado) que tem uma semana de curso de radiojornalismo comunitário jamais diria o que ele disse sobre Lula, ou diria que "os brasileiros temem agosto". É preciso ficar muito longe do jornalismo para escrever essa bobagem. desculpe, fofoca.
alfredo sternheim , são paulo-SP - jornalista-brasileiro
Enviado em 5/11/2008 às 12:24:01
É impressionante a reverência da imprensa brasileira a tudo que chega dos EUA. Inclusive jornalistas. Quando o fofoqueiro do Larry escreveu aquelas sandices sobre o eventual hábito etílico de Lula, não houve nenhum artigo solidáario ao presidente ofendido, ao exagero do título da matéria do desastrado Larry. Mas bastou querer expulsá-lo do país e, pronto, inúmeros artigos de protesto. Depois, dizem que não existe na mídia articulistas tendeciosos contra Lula, PT e Marta. A ofensa a Lula não rendeu nem metade da indignação provocada pela infeliz publicidade do PT sobre o estado civil de Kassab. E os pilotos do Legacy? AGora, na eleição americana, só a TV Globo convocou mais e 5 correspondentes, o principal sempre falando obviedades tendo ao fundo cenários típicos de Washington. Enquanto isso, pouco ou nada é noticiado aqui sobre a greve da polícia civil em SP, sobre a (in)segurança pública no estado de SP (o episódio de StoAndré revelou condutas canhestras e falta de material), a lerdeza de n/justiça, a lerdeza e os aumentos de gastos no poder legislativo (federal, estadual, municipal). É,, nossa imprensa ainda tendenciosa (vejam a polêmica criada pelo ombudsman da Folha sobre a cobertura da eleição mem SP) é também colonizada pelos EUA. O realce de Veja à Larry demonstrou isso com clareza. Dizer que ele conhece o Brasil melhor que muitos brasileiros é o máximo daarrogância
Ricardo  Pereira , Campinas-SP - quimico
Enviado em 4/11/2008 às 10:39:24
Sabe qual a maior qualidade do Larry? Ele cabe como uma luva no estilo Veja de parajornalismo. Quem sabe eles o contratarão quando o Mainardi for em cana, né?
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