ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 559 - 13/10/2009
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A MÍDIA E O CO2
Toda unanimidade é burra

Por Richard Jakubaszko em 12/10/2009

O aforismo de Nélson Rodrigues tem se revelado verdadeiro nessa questão que a mídia divulga de forma massiva e dogmaticamente, sem nenhum debate, sobre o CO2 ser a principal causa do chamado aquecimento planetário. Às vésperas da conferência de Copenhague, em dezembro próximo, já se cunhou e consagrou a expressão "economia de baixo carbono". Ora, nem a própria ciência tem essa certeza da unanimidade expressa pela mídia, pois vários cientistas registram que teremos resfriamento ao invés de aquecimento.

Não pretendo escrever aqui nenhum tratado científico ou tese de doutoramento, mas um argumento fundamentado em uma série de questões lógicas que tenham premissas científicas inquestionáveis, e esse parece ser o problema, pois são raras essas unanimidades na ciência. A mídia, por simplificar a informação, juntamente com a publicidade comercial das empresas "verdes", banaliza o assunto e confunde quem deseja conhecer a fundo as causas do problema. Pesquisei dados sobre a proporção de CO2 na chamada camada de gases de efeito estufa (GEE) e na atmosfera. A conclusão a que cheguei é de que o que há de informação e desinformação na mídia e na internet é patético. Confunde-se atmosfera com camada de GEE...

Os seis elementos essenciais à vida

São eles, sem os quais a vida não existiria conforme a conhecemos:

1 – carbono

2 – hidrogênio

3 – oxigênio

4 – nitrogênio

5 – enxofre

6 – fósforo

e energia solar (luz e calor, sem o qual não haveria fotossíntese)

(A fórmula é CHONSP)

O carbono é um elemento notável por várias razões. Suas formas alotrópicas incluem, surpreendentemente, uma das substâncias mais frágeis e baratas (o grafite) e uma das mais duras e caras (o diamante). Mais: apresenta uma grande afinidade para combinar-se quimicamente com outros átomos pequenos, incluindo átomos de carbono que podem formar largas cadeias. O seu pequeno raio atômico permite-lhe formar cadeias múltiplas; assim, com o oxigênio forma o dióxido de carbono, vital para o crescimento das plantas (ciclo do carbono, a fotossíntese); com o hidrogênio forma numerosos compostos, denominados, genericamente, hidrocarbonetos, essenciais para a indústria e o transporte na forma de combustível derivados de petróleo e gás natural. Combinado com ambos forma uma grande variedade de compostos como, por exemplo, os ácidos graxos, essenciais para a vida, e os ésteres que dão sabor às frutas. Além disso, fornece, através do ciclo carbono-nitrogênio, parte da energia produzida pelo Sol. O carbono é a plataforma da vida sobre a Terra. Mas a mídia parece não saber – e não dá bola para essas coisas.

A camada de gases de efeito estufa - GEE

Se a camada de gases de efeito estufa não existisse, morreríamos fritos durante o dia (assim como os animais e plantas) pela ação dos raios solares, e à noite congelaríamos pelo frio, pois o calor se dissiparia na estratosfera. A camada de GEE é composta em 99% de nitrogênio e oxigênio, sendo que apenas 1% contém carbono, hidrogênio, metano e outros compostos químicos. Dessa ínfima parcela de 1% o carbono representa 0,035% hoje em dia, mas já foi de 0,029% há uns dois séculos atrás, quando começou a era industrial. Ou seja, do total da camada de GEE o carbono representa somente 0,035%. De outro lado, verifica-se que a proporção de carbono na camada de GEE aumentou cerca de 20% nos últimos duzentos anos e seria responsável pelo futuro cataclisma que se anuncia para dentro em breve no planeta, ou seja, o apocalipse.

Elementos da camada GEE %
Nitrogênio (N2) 78,09
Oxigênio (O2) 20,95
Dióxido de carbono (CO2) 0,035
Helio (He) 0,00052
Metano (CH4) 0,00015
Monóxido de carbono (CO) 0,00001
Oxido nitroso (N2O) 0,000025
Ozônio (O3) 0,0010, na estratosfera
Amônia (NH3) 6 ppb
Dióxido de nitrogênio (NO2) 1 a 100 ppb
Não citados: Xenônio (0,00001%), Dióxido de enxofre (0,2 ppb), Neônio (0,0018%), Criptônio (0,0001%) e Argônio (0,093%). Hidrogênio (0,00005%), Sulfeto de hidrogênio (0,2 ppb).

"Verdades" convenientes

O documentárioUma verdade inconveniente, apresentada pelo político e hoje prêmio Nobel da Paz Al Gore, faz sensacionalismo com a presença do carbono, que teria subido de 278 ppm (partes por milhão) no início do século 20 para 370 ppm no início do século 21, e de que isso iria aquecer o planeta.

Ora, esqueceu de esclarecer, nessa profecia apocalíptica, várias questões sobre o carbono:

1 – cerca de 60% do carbono que está na atmosfera é sequestrado pelas algas marinhas e 40% pelas florestas e árvores urbanas remanescentes, de outras vegetações naturais, e de atividades agrícolas.

2 – se não houvesse esse carbono na atmosfera não haveria fotossíntese, e sem essa não haveria agricultura, florestas, árvores;

3 – mais de 50% do carbono está fixado nas árvores (na madeira e raízes) e na agricultura (nas raízes) em forma de "carbono estocado".

4 – outros 50% do carbono estão no solo (trazidos de volta pelas chuvas) e o sistema de plantio direto e pastagens bem manejadas são uma forma de conservar (sem liberar) este carbono.

5 – o carbono atmosférico (CO2 e CO = monóxido de carbono, tóxico) está concentrado sobre as áreas de queimada e nos grandes conglomerados urbanos participando da "aura" amarronzada sobre todas as grandes cidades quando as sobrevoamos nas aterrissagens e decolagens por avião. Esta concentração de poluentes de origem urbana tem duas formas de ser dissipada: ou pelos ventos ou por chuva, e neste último caso provoca o fenômeno da "chuva ácida", muito comum em metrópoles gigantescas como Pequim, Nova York, São Paulo, Los Angeles etc.

Estimativa dos maiores depósitos de carbono na Terra
Fontes de carbono Quantidades, em bilhões de t %
Atmosfera 578 (ano 1700) – 766 (ano 1999) <0,00077>
Plantas terrestres 540 a 610 <0,00061>
Matéria orgânica do solo 1.500 a 1.600 <0,00160>
Depósitos de combustíveis fósseis 4.000 <0,00400>
Oceanos 38.000 a 40.000 <0,03998>
Sedimentos marinhos e rochas 60.000.000 a 100.000.000 <99,95305>
Fonte: Pidwirny, M. (2006). "The Carbon Cycle".Fundamentals of Physical Geography, 2nd Edition. Disponível aqui, acesso em: outubro 2009.

O CO2 não esquenta nada, mas alguns cientistas insistem em afirmar a necessidade de reduzir suas emissões, e a mídia repete de forma unânime a papagaiada proselitista. Se há algum fator que provoque o aquecimento planetário eles seriam dois, de evidência elementar, porém cientificamente ainda não provados:

1 – solos degradados, áridos, semi-áridos e desérticos. Estes, além de não conterem água atenuadora, nem água e vegetação vaporizadora para formarem nuvens refletoras e sombreadoras, emitem calor em excesso, que a tal camada de GEE (majoritariamente vapor de água, veja tabela acima) "segura", por ser composta de água na forma gasosa. A idéia é de Odo Primavesi, engenheiro agrônomo, ex-pesquisador da Embrapa Sudeste, São Carlos, SP, e um dos 17 cientistas brasileiros signatários do já famoso relatório do IPCC (International Panel Climatics Changes, na sigla em inglês), e que juntamente com outros 2.500 cientistas do mundo inteiro, representando mais de 120 países, assinaram o documento. Muitos cientistas foram vozes e opiniões vencidas, apesar de contrários à tese do CO2 ser a causa única do aquecimento. É que venceu por votação, mas longe de haver unanimidade entre os participantes. De outro lado, nem todos eram exatamente cientistas, muitos eram apenas especialistas em diversas áreas do conhecimento humano, sendo funcionários de grandes empresas estatais ou privadas, mas com interesses na polêmica questão.

Segundo Odo Primavesi, "o foco para esse painel foram os gases e não havia espaço para incluir outros fatores diferentes de gases (como tentou sugerir), que em realidade respondem por somente 30% das mudanças climáticas (correntes marinhas respondem por mais 10%, áreas degradadas geradoras de calor em excesso (acima de 300 W/m2) por mais 40% a 50%, e outros, como a variação na intensidade do sol, por mais 10% a 20%). Somente 1/3 da Terra são ambientes terrestres, e 40% ou mais destes são áreas desérticas, semi-áridas, degradadas, gerando pulsos de calor em excesso. Mesmo áreas não consideradas degradadas, agrícolas, inclusive no Brasil, podem gerar calor em excesso no inverno seco, quando sem cobertura vegetal permanente vaporizando água".

Porcentagem de efeito estufa em função do gás
Gás de efeito estufa Efeito, %
Vapor de água 36 a 66
Vapor de água + gotículas em nuvens 66 a 85 (nuvens = 19 a 30%)
Dióxido de carbono 9 a 26
Metano 4 a 9
Ozônio 3 a 7
Fonte: Randy Russell (2007)

Nuvens podem praticamente dobrar o albedo da Terra de 15% (sem nuvens) para 31%, e são responsáveis pela reflexão de 17% da energia solar incidente de volta para o espaço, evitando que gere calor.

Copenhague vem aí. Ou seja, depois desse encontro, se for confirmada a "culpabilidade" do CO2, mesmo que sem provas, apenas considerando os indícios e as suspeitas das provas ditas circunstanciais, já consagradas pela reunião de Kyioto, vamos tentar conquistar a "economia de baixo carbono". A Europa já tem antológicos projetos de lei aprovados em alguns países, para multar pesadamente os emissores exagerados de CO2 e cobrar impostos adicionais dos tradicionais "criminosos ecológicos" que não reduzirem suas emissões. A ideia é acabar com os cassinos das bolsas onde se compra penitência por emissão de CO2.

Entretanto, recentemente, num seminário em Brasília que reuniu empresários agrícolas, ambientalistas e gente do governo, tive notícias de uma das conclusões do seminário, em alto e bom som, e de bom senso: "Ambientalistas e agricultores concordam que a ciência deve mediar o debate entre os dois setores." Ou seja, os contendores, pelos menos os líderes, não aguentam mais tanto bate-boca inútil e publicitário sobre a sustentabilidade, e pedem socorro aos cientistas. Os cientistas se fingem de mortos, o assunto parece que não é com eles.

Manejo dos solos poderia ajudar

A mídia não deu bola para o pedido de SOS daquelas lideranças. Enquanto isso Copenhague vai se aproximando, sem definições prévias, sem acordos, sem ajustes, sem consenso.

(Nota de Odo Primavesi: "Muitos cientistas, por serem especialistas e por terem uma visão mais ampla e de conjunto global, estão desesperados em ver que seus clamores não são ouvidos, pois o que vale é a decisão política norteada por interesses econômicos de curto prazo, e que pouco ligam para o médio e longo prazo. O único segmento da sociedade que pode levar ao rumo certo é a iniciativa privada (empresários e financistas), devendo estar cientes de que mudanças são investimentos, e envolvem sacrifícios, mas que em mutirão, em rede integrada regional e global, levarão aos resultados esperados, com lucros sustentáveis").

Corre-se o perigo, no pós-Copenhague, da seguinte situação paradigmática: toda atividade humana emissora de CO2 será coibida. É fácil imaginar multas e impostos a quem respirar (pois emite CO2), inclusive na prática da corrida matinal. Por enquanto, apenas os automóveis dos egoístas poderiam ser poupados, enquanto não chegam os combustíveis gasosos, à base de hidrogênio. Problema será quando alguns cientistas e jornalistas descobrirem que as árvores e plantas em geral, no período noturno, emitem parte do CO2, ao invés de resgatarem o mesmo como fazem durante o dia. Quem sabe, alguém da grande mídia põe o problema em debate e acaba com essa unanimidade infantilizada que está se tornando uma verdadeira hipocrisia internacional.

O carbono faz parte, a menor parte, do problema. Boas práticas de manejo dos solos (urbano e rural) poderiam reduzir os maiores problemas. Enquanto isso, cresce de forma acelerada o aumento de áreas degradadas, geradoras de calor.

Extensão de áreas secas por continente

Continente

Extensão Valor relativo
  Total Árido Semi-árido Sub-úmido seco Árido Semi-árido Sub-úmido seco
milhões de ha %

Ásia

1.657,78 704,3 727,97 225,51 25,48 26,34 8,16

África

1.298,11 467,6 611,35 219,16 16,21 21,2 7,60

Europa

218,03 0,3 94,26 123,47 0,01 1,74 2,27

América N-C

517,07 4,27 130,71 382,09 6,09 17,82 4,27

América S

378,61 5,97 122,43 250,21 7,11 14,54 5,97

Oceania

708,95 459,5 211,2 38,24 59,72 27,42 4,97

Global

4.778,55

1.641,94 1.897,92 1.238,68      
Fonte: FAO (2002)


Estimativa de desertificação (excluindo áreas hiper-secas)
Tipo de paisagem degradada Área (1) Tipo de degradação
de solo
Área (2)
  milhões de ha   milhões de ha
Pastagens naturais 757 Erosão hídrica 478
Lavouras 216 Erosão eólica 513
Áreas irrigadas 43 Química 111
    Física 35
Total 1.016   1.137
Fontes: 1 - UNEP (1991), 2 - Oldeman & van Lynden (1998).

As maiores vilãs são as pastagens mantidas sob superpastoreio. E a erosão hídrica e eólica.

Comentários (15)
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Roberto Takata , sao paulo-SP - estudante
Enviado em 21/10/2009 às 15:23:43
"A armadilha está no seu raciocínio, pois no desmatamento ninguém queima árvore, entendeu?" Opa! Queimam e muito. Mas mesmo as que não são queimadas: 1) deixam de fixar novo carbono; 2) decompõe com o tempo. "No artigo reconhecemos que o CO2 tem culpa no efeito estufa, sim, mas de apenas 10%" Os dados indicam uma participação substancialmente maior. "mas a mídia só fala nisso, e aponta como causa única, esta a grande crítica do artigo, ou vc já leu na grande mídia que existem as outras causas? Eu não li..." Eu já li um monte de coisa na mídia. Até que o aquecimento global não existe... Há os que negam q seja antropogênico: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15872.shtml Mas dentre os que reconhecem a importância da contribuição do CO2, não se esquecem de outros gases, como o metano. "O que aquece são os solos degradados: asfalto, cimento, solo desnudo." Sim e não. Esquenta durante o dia, mas resfria rapidamente durante a noite. Na média, tirante o efeito de albedo, não afeta. Quando se considera apenas o efeito do albedo, eles até resfriam - pois refletem mais luz do que as florestas. http://climate.uvic.ca/people/katrin/DamonGRL.pdf ---------- []s, Roberto Takata
Richard Jakubaszko , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 20/10/2009 às 10:08:10
Takata, continue estudando, vc chega lá, está prometendo, pelo menos vc pensa, o que não é o caso de alguns visitantes aqui acima. Sim, o CO2 é tóxico, está escrito no artigo, que não é curto, é longo para os padrões do OI. Quando vc fala em desmatamento, porque afirmei que o carbono está estocado na árvores, vc cai numa armadilha. Se está estocado, continuará estocado se a árvore virar um móvel, por exemplo. Se virar carvão volta a ser Co2 na atmosfera. A armadilha está no seu raciocínio, pois no desmatamento ninguém queima árvore, entendeu? Árvore é dinheiro no bolso. Antes de queimar eles desbastam as árvores, o que é queimado é a capoeira, o matagal que aparece depois de abatidas as árvores. O que aquece são os solos degradados: asfalto, cimento, solo desnudo. Por exemplo, o que é que "queima" a sola dos seus pés descalços: a areia seca ou a areia molhada? Qual é a temperatura debaixo de uma árvore e sob o sol, 5 metros fora da copa da árvore? É isso... No artigo reconhecemos que o CO2 tem culpa no efeito estufa, sim, mas de apenas 10%, mas a mídia só fala nisso, e aponta como causa única, esta a grande crítica do artigo, ou vc já leu na grande mídia que existem as outras causas? Eu não li...
Roberto Takata , São Paulo-SP - estudante
Enviado em 20/10/2009 às 09:39:10
Impressionante o grau de desinformação que se concentra em um texto relativamente curto... 1) Sim, o carbono é um elemento essencial à vida. Isso quer dizer o quê? Que o monóxido de carbono, p.e., não é tóxico? Só porque é um elemento que compõe à vida, não quer dizer que não traz problemas sob determinadas formas e quantidades. 2) Vamos à soma: 60% sequetrado pelas algas e 40% pelas florestas. Isso dá 100%, conclusão - não haveria aumento da concentração do CO2 na atmosfera. Medições *contradizem* isso. 3) Sem CO2 não haveria fotossíntese. Fato. Sem O2 não haveria respiração. Fato. Logo, é bom ter CO2 e O2 em quantidades quaisquer? *ERRADO*! O2 em excesso é tóxico, p.e. 4) Carbono estocado em árvores, ok. E daí? Um dos problemas é justamente o desmatamento! 5) "CO2 não esquenta nada" *ERRADO*. Um maior teor de CO2 torna a atmosfera com maior capacidade térmica: ela aumenta sua temperatura de equilíbrio para uma mesma luminosidade. 6) *NINGUÉM* falou que o CO2 é a causa única do aquecimento. Apenas que ele é um dos elementos principais. E mais outras bobagens... []s, Roberto Takata
Idelsom Canestraro , Quatro Barras-PR - Geólogo
Enviado em 20/10/2009 às 02:12:58
Texto interessante que cumpre com papel do OI em mostrar um outro ponto de vista. Não concordo com a questão do silêncio da comunidade científica. Qual centro de pesquisa não gostaria de divulgar seus estudos na mídia? Agora, qual mídia se interessaria em apresentar estes estudos? Só se for catástrófico, pois até daria ibope. Existe um fator importante que deve ser considerado. O planeta terra é um sistema dinâmico. Na sua história existem várias glaciações, a última grande a 60 milhões de anos não será a última. Continentes e mares nascem e morrem a cada bilhões de anos. Houve extinção de plantas e animais e o homem ainda nem existia. O clima muda, espécies evoluem, o planeta se transforma. Mas também é fato que a humanidade interferiu bastante neste sistema, apesar de sua presença ser infimamente curta na história da terra. Pensar no aquecimento global como grande vilão, é como pensar só na febre e não na doença que a causa. Sustentabilidade é causa, enquanto aquecimento global é efeito. Quando realmente atingirmos a sustentabilidade, não vamos degradar solo, água ou ar, e vamos construir cidades conforme os planos diretores que os cientistas ajudam a formular, tal como fazem hoje em dia. Os planos diretores das cidades já são criados com a contribuição de cientistas, só que vem os políticos e fazem como querem e não como deveriam.
Pedro Pereira pererira , Palmas-TO - oleiro
Enviado em 20/10/2009 às 01:39:19
Parabens pela coragem de afirmar o obvio, esta recebendo elogios ate de mentes debilitadas, mas contra o obvio , os argumentos nao se sustentam. Parabens, com pequenas ressalvas pois os numeros de herbivoros ruminantes atuais, fora os que ruminam por aqui, nao deve ser maior do que os do seculo 18.
Paulo Pereira , S J C -SP - .
Enviado em 19/10/2009 às 23:06:58
Estou no Observatório da Imprensa?
Richard Jakubaszko , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 19/10/2009 às 21:28:22
José Albino, não seja apressadinho. Não somos apenas Primavesi e eu a compartilhar dessa opinião, há mais de 500 cientistas, por cálculos estimativos, todos signatários do IPCC que concordam com a tese acima de que o CO2 não é a única causa. Como está no artigo o CO2 seria responsável por no máximo 10%, sendo a grande e maior causa os solos degradados, áridos(como nosso Nordeste, a Califórnia, Austrália, África) e os desertos, este a grande a grande causa. Mas tem os solos esterilizados das grandes urbes. É por isto que São Paulo, Capital, no centro tem 5 graus Celsius mais que a Cantareira, capisce? Devolver o dinheiro do CO2? É brincadeira isso? Eles inventaram o cassino, criaram a jogatina, pagam penitência (como está no artigo), e vc fala em devolver? Leia o artigo de novo, acho que vc não entendeu muito, não... Há muitos interessados em apontar o CO2 como causa do aquecimento, pense um pouco em que são os beneficiados... Que está acontecendo algo ruim no meio ambiente, isso está, é o excesso de gente, é o planeta que está se esgotando, precisaríamos de um segundo planeta terra para nos suprir. Ou reduzir os índices demográficos, tem artigo meu aqui no OI que aborda a esse respeito.
Richard Jakubaszko , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 19/10/2009 às 19:44:28
Waldir, quanta sapiência, meu caro, então não precisa apontar vagamente para tantos erros do artigo. Cite, digamos, dois erros e impropriedades, apenas dois, tá bom? Seja objetivo, assim dá para dar uma resposta no mesmo tom e clima.
Jose  Albino , Sao Paulo-SP - Engo.
Enviado em 19/10/2009 às 18:58:54
Hey, espera aí: não entendi! E quem esta pagando pelos créditos de carbono? Esta jogando dinheiro fora, a esmo? Olha , é necessário avisar então o pessoal da Suiça para ler este artigo, e parar de comprar créditos de carbono do Brasil, já que é tudo balela. Esta uma loucura esse OI! Cada dia aparece uma nova! Como diz o Ibsen Marques, por mais que seja balela a quesão do CO2, algo estranho esta acontecendo. Sera que realmente vamos ter resfriamento dos trópicos então? E se o pessoal que esta pagando pelos créditos de carbono resolver pedir o dinheiro de volta, como fica? Perguntar é necessário: qual a solução então? Não há problema com a emissão de CO2? Podemos poluir à vontade? è necessário esclarecer melhor esse artigo,senão fica parecendo que esta todo mundo errado e o autor do texto, e seu colaborador Odo primavesi, os únicos certos do planeta! Esse assunto é sério, hein?
Waldir Bizzo , Campinas-SP - engenheiro/pesquisador
Enviado em 19/10/2009 às 17:34:38
Este artigo é a prova viva do despreparo da mídia e de jornalistas quando se trata de ciência. O artigo está repleto de erros conceituais, afirmações e interpretações errôneas. São tantos, que o espaço para comentários não é suficiente para explicá-los, logo, considero inútil tentar apontar os erros ponto por ponto. Diante disto, as conclusões do autor são inúteis e sem sentido, e tamanhas bobagens não deveriam ser publicadaS no Observatorio da Imprensa. E por fim: o assunto não é "papagaiada proselitista" e os cientistas não se prestam a tal serviço. LAMENTÁVEL!
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 19/10/2009 às 16:38:00
Exatamente isso, Otávio. Simples, assim. Ao autor, parabéns pelo texto.
Otavio Santos , Sobral-CE - Psicólogo
Enviado em 19/10/2009 às 14:41:06
Quer dizer que a Antártida, a Groelândia, não estão perdendo massa de gelo? Que os grandes animais da África não estão em perigo de extinção? Que o aumento da temperatura da terra não é real? Que o aumento da emissão de gases e poluição de nossa sociedade não altera nada nosso meio ambiente. UFA!!! Depois destas explicações, fiquei mais aliviado.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica.
Enviado em 19/10/2009 às 13:45:31
Temos que convir que, se a grande mídia toma partido nas questões políticas e político-econômicas, não poderia ser diferente nas questões relativas à sustentabilidade. Há um enorme favorecimento ao meschandising em detrimento da boa informação. Eu não me preocupo muito com as provas científicas, porque historicamente a ciência comete muitos equívocos até apresentar um acerto aceitável ( a diarréia ainda mata e muito). Eu prefiro ir mais pelo meu sentimento. Entre 1979 e 1982 cursava uma escola técnica em São Paulo no período noturno e, durante o mês de agosto éramos dispensado, com grande frequência, das últimas aulas em virtude das ondas de frio. Hoje elas não mais existem, assim como os longos dias e noites de garoa fina na cidade. Que o clima mudou, isso é óbvio, que a ação do homem desencadeia um grave risco a sobrevivência do planeta, me parece inquestionável. Quaisquer que sejam os gazes envolvidos nessa destruição do habitat, o importante é o que está por trás de tudo. A sanha do homem neo-liberal por consumo e conforto parece ser irremovível, portanto, o que temos a fazer é sentar e esperar pelo fim, porque ele certamente virá e, talvez mais rápido do que esperamos ou imaginemos. Sobre um possível resfriamento global seria interessante saber como ele se daria, já que as informações sobre o degelo polar parece certa. Teríamos então um congelamento dos trópicos??
Dante Caleffi , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário
Enviado em 19/10/2009 às 11:55:33
Falta ousadia para afirmar e sustentar, que a vida, polui...
Pedro Aguiar , Mogi Guaçu-SP - Analista de Exportação
Enviado em 19/10/2009 às 11:53:27
Ótimo o texto. Fico feliz em saber que existem pessoas que não estão alienadas com a midia e suas informações mesquinhas e sucintas. Parabéns. Abraço,
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