CPJ lança manual de segurança em português antes da Copa | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito
Sábado, 18 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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CADERNO DA CIDADANIA > BRASIL

CPJ lança manual de segurança em português antes da Copa

Por Comitê para a Proteção dos Jor em 10/06/2014 na edição 802
Intertítulo do OI

Com jornalistas se reunindo no Brasil para cobrir a Copa do Mundo da Fifa, um dos eventos esportivos mais assistidos do mundo, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas lançou a versão em português do seu manual de segurança para jornalistas. O guia abrange uma ampla variedade de práticas de segurança para os jornalistas, da cobertura de conflitos violentos até a preparação básica e segurança digital.

“Com a possibilidade de protestos se intensificaram durante a Copa do Mundo, os jornalistas brasileiros e internacionais precisam saber como se proteger”, disse Carlos Lauría, coordenador sênior do programa das Américas do CPJ. “Dezenas de repórteres que cobriam as manifestações de rua foram detidos, agredidos ou perseguidos no ano passado. Com este manual, nós queremos ajudar os jornalistas a avaliar e evitar riscos, para que possam estar seguros enquanto informam o público sobre questões importantes.”

Vinte e nove jornalistas foram mortos no Brasilem relação direta com seu trabalho desde que o CPJ começou a documentar estes casos, em 1992. Um morreuem fevereiro em decorrência de ferimentos sofridos quando cobria uma manifestação pública. Em 6 de maio, o CPJ publicou um relatório especialsobre o clima de liberdade de imprensa no Brasil. O relatório examinou o recorde do Brasil sobre a impunidade em assassinatos de jornalistas; violência contra jornalistas; censura judicial; e liberdade de expressão na internet.

Proteção de jornalistas sob risco

María Teresa Ronderos, membro do conselho do CPJ; Ricardo Uceda, membro do grupo consultivo para o programa das Américas do CPJ; e Lauría se reuniram com a presidente Dilma Rousseffem 6 de maio para apresentar as conclusões do relatório especial do CPJ.

“O governo federal está plenamente empenhado em continuar a luta contra a impunidade em casos de jornalistas mortos”, disse a presidente à delegação do CPJ. A pesquisa do CPJ mostra que pelo menos 10 jornalistas foram mortosem represália direta por seu trabalho desde que Dilma Rousseff chegou ao poder no início de 2011, e outros cinco foram assassinados em circunstâncias obscuras. Em 2014, o Brasil apareceu pelo quarto ano consecutivo no Índice de Impunidadedo CPJ, que é anual.

Dilma Rousseff também disse que sua administração vai implementar um mecanismo para evitar ataques fatais, proteger os jornalistas sob risco iminente, e apoiar os esforços legislativos para a federalização dos crimes contra a liberdade de expressão.

O manual de segurança do CPJ também está disponível em árabe, chinês, inglês, francês, espanhole russo.

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O CPJ é uma organização global, independente, sem fins lucrativos, que trabalha pela liberdade de imprensa em todo o mundo

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