Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

CADERNO DA CIDADANIA > EGITO

Jornalistas condenados a 7 anos de prisão

Por ‘OG’ em 23/06/2014 na edição 804
Reproduzido do Globo.com, 23/6/2014; título original “Egito condena jornalistas da al-Jazeera a sete anos de prisão”

Três jornalistas da al-Jazeera acusados de apoiar a Irmandade Muçulmana foram condenados nesta segunda-feira a sete anos de prisão no Egito. Um tribunal no Cairo sentenciou o australiano Peter Greste e os egípcios Mohammed Fahmy e Baher Mohamed por divulgar notícias falsas e apoiar o grupo islâmico, que foi banido no país. Eles estão presos há seis meses e negam as acusações.

– Eu juro que eles vão pagar por isso – gritou Fahmy após as sentenças serem anunciadas, enquanto Greste ergueu os punhos no ar.

Baher Mohamed também foi condenado a mais três anos de prisão em um processo separado envolvendo a posse de armas. Em um comunicado, a al-Jazeera declarou que o veredicto “desafia a lógica e sentido” e prometeu continuar na tentativa de libertá-los. O caso causou indignação internacional em meio a acusações de que teria motivações políticas.

Outros nove acusados, julgados à revelia – incluindo três jornalistas estrangeiros, dois britânicos e um holandês –, também foram condenados a 10 anos de prisão. Eles foram acusados de divulgar informações falsas e colaborar com réus egípcios através de doações em dinheiro, equipamento e informações. O julgamento ocorre em meio a crescentes restrições ao trabalho da imprensa no Egito.

A al-Jazeera, sediada no Catar, está proibida de operar dentro do Egito após autoridades terem acusado o canal de transmitir reportagens favoráveis ao ex-presidente Mohammed Morsi e a Irmandade Muçulmana. A empresa nega as acusações. (Com agências internacionais)

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