Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CADERNO DA CIDADANIA > REPÚDIO À VIOLÊNCIA

Solidariedade aos profissionais agredidos

Por Fenaj em 05/08/2014 na edição 810
Reproduzido do site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), 1/8/2014; título original “FENAJ presta solidariedade a profissionais agredidos”

Dirigentes da FENAJ reuniram-se neste final de semana [1/8], no Rio de Janeiro, com jornalistas que foram agredidos na quinta-feira (24/7), em frente ao Complexo Penitenciário de Bangu, quando cobriam a soltura de três acusados de ações violentas durante protestos. A entidade solidarizou-se com os profissionais e repudiou as agressões.

Celso Schröder e Maria José Braga, presidente e vice da FENAJ, juntamente com os diretores da entidade Valci Zuculoto, Bruno Cruz e Carmen Pereira, reuniram-se com o repórter cinematográfico Tiago Ramos, que presta serviços ao SBT e foi um dos agredidos no dia 24. O repórter fotográfico André Mello, que também foi agredido, não pode comparecer por dificuldade de agenda.

Na atividade de solidariedade e apoio aos jornalistas, Schröder destacou que o Rio de Janeiro vem se destacando com um exemplo negativo para o Brasil e o mundo, em função das constantes agressões contra profissionais de imprensa. “Estamos aqui para que estes colegas se sintam amparados. A FENAJ, a FEPALC e a FIJ repudiam estas agressões, que tentam impedir os jornalistas de exercerem seu trabalho”, disse.

Para o presidente da FENAJ, quem agride jornalistas não pode ser considerado ativista de movimentos sociais. “Ativistas e movimentos sociais legítimos lutam pelas liberdades democráticas, entre elas as de imprensa e de expressão. Logo, quem agride jornalistas no exercício de seu trabalho pode ser qualquer coisa, menos ativista de movimento social”, protestou, considerando um equívoco confundir a atuação dos profissionais com a linha editorial das empresas de comunicação.

Tiago Ramos agradeceu o apoio da Federação e destacou que a categoria está se unindo no Rio de Janeiro e não aceita mais agressões, seja de qual parte for, da polícia ou de ativistas. Quanto ao episódio vivenciado na quinta-feira, tratou de diferenciar as manifestações legítimas dos atos de violência. “Nós vemos um grupo que está por trás de um movimento digno, de um movimento correto. Nós temos que separar o joio do trigo”, disse.

A vice-presidente da FENAJ, Maria José Braga, registrou que a violência crescente contra jornalistas no Rio agora ganha outros contornos, inclusive com ameaças via redes sociais. “Iniciativas como a criação do Observatório da Violência contra comunicadores e a aprovação do projeto de lei que federaliza a investigação de crimes contra jornalistas, em tramitação na Câmara dos Deputados, são importantes para combater este tipo de situação”, frisou.

Os dirigentes da FENAJ encontraram-se, também, com Vanessa Andrade, filha do repórter cinematográfico Santiago Andrade, falecido em fevereiro último, após ser atingido por um rojão quando cobria uma manifestação no centro do Rio. “Como em ocasiões anteriores não conseguimos fazê-lo, prestamos hoje, pessoalmente, nossa solidariedade aos familiares deste profissional que foi vítima fatal desta violência repugnante e descabida”, finalizou Celso Schröder.

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