Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CADERNO DA CIDADANIA > EGITO

Justiça ordena novo julgamento para jornalistas da al-Jazira

Por ‘OG’ em 06/01/2015 na edição 832
Reproduzido do Globo.com, 1/1/2015; título original: “Justiça egípcia aceita recursos e ordena novo julgamento para jornalistas da al-Jazeera”

A suprema corte egípcia ordenou nesta quinta-feira [1/1] um novo julgamento contra os jornalistas da rede de TV al-Jazira que são acusados de apoiar a Irmandade Muçulmana. O Tribunal de Cassação aceitou um recurso por parte das defesas de Peter Greste, Mohamed Fadel Fahmy e Baher Mohamed, que foram condenados em junho a penas que variam entre sete e dez anos de prisão. Liderada pelo ex-presidente Mohamed Mursi, que foi deposto após um golpe militar, a organização partidária foi considerada um grupo terrorista no país.

Presos desde dezembro de 2013, o australiano Greste, o egípcio-canadense Mohamed Fahmy e o egípcio Mohamed Baher eram acusados de “espalhar mentiras para ajudar uma organização terrorista”, a Irmandade Muçulmana. O caso foi severamente condenado por grupos de direitos humanos, a ONU e o Qatar, sede da rede.

Apesar dos recursos terem sido aceitos, eles não aguardarão em liberdade. A nova ação deve começar ainda dentro de um mês. “Eles não serão liberados até o novo julgamento, que vai decidir se os liberará ou não”, disse o advogado de defesa Mostafa Nagy, que representa Greste e Mohamed.

O presidente Abdel Fattah al-Sisi sugeriu em novembro que poderia perdoar ou deportar o grupo. Noiva de Fahmy, Marwa Omara, disse a jornalistas que ela esperava uma solução política para acabar com a prisão dos jornalistas, e não legal.

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