Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CADERNO DA CIDADANIA > LIBERDADE DE IMPRENSA

Finlândia é o melhor lugar do mundo para jornalistas

Por Roni Pereira em 17/02/2015 na edição 838

A ONG Repórteres sem Fronteiras divulgou, nesta quinta-feira (12/02), seu ranking mundial de Liberdade de Imprensa. A Finlândia foi classificada como primeira colocada, entre 180 países, pelo quarto ano consecutivo, seguida por Noruega e Dinamarca.

A imprensa finlandesa dá muita ênfase à transparência e igualdade de direitos, por isso é considerada como a imprensa mais livre do mundo.

De 2002 até 2015, a Finlândia apareceu onze vezes em primeiro lugar neste ranking da Repórteres sem Fronteiras. 2007 e 2008 foram os únicos anos em que o país escandinavo não ficou em primeiro lugar, ficando em quinto e em quarto, respectivamente. Em 2011, a RSF não elaborou um ranking.

Por outro lado, a Eritreia, país localizado no “Chifre da África”, ficou em último lugar no ranking. Segundo o documento da RSF, a Eritreia “viola sistematicamente a liberdade de expressão e de informação”. E é o país da África que mantém mais jornalistas presos – são pelo menos 16 jornalistas detidos atualmente. Em 2014, cerca de 30 jornalistas eritreus que fugiram do país pediram proteção internacional.

O presidente da Eritreia, Isaias Aferwerki, está na lista de “predadores da liberdade de imprensa”, elaborada pela RSF.

O problema da concentração da propriedade

Segundo informações da RSF, até o ano passado o Brasil era considerado o “mais mortífero país do hemisfério ocidental para os jornalistas”, mas agora este status foi assumido pelo México. O Brasil aparece na posição 99 no ranking de 2015. No ranking de 2014 apareceu na posição 111. Isso indica uma melhora na situação dos jornalistas no país. “O país tornou-se um pioneiro na proteção dos direitos civis online através da adoção de uma lei ‘Marco Civil da Internet’”, afirma o documento da RSF.

Apesar de ter abandonado o lamentável status, o país ainda enfrenta sérios problemas a respeito da segurança dos jornalistas. O relatório ainda afirma que a “concentração da propriedade da mídia nas mãos de poucos” é um dos principais problemas do país a respeito da liberdade de imprensa.

Com informações da ONG Repórteres Sem Fronteiras.

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Roni Pereira é estudante

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