Domingo, 18 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

CADERNO DA CIDADANIA > TV À MANIVELA

A dama de rosa-choque e o ‘apagão’ nacional

Por Celso Fernandes em 17/11/2009 na edição 564

Quando a questão é ‘quem decide quem vai ter o nome gravado na calçada da fama’ é um negócio mesmo. No tocante ao minuto de fama, muitas vezes vai mesmo pela lei da ordem de consumo. Dado o fato que quando é bonito nada justo de ser visto, por acaso não anotaram o nome da loja nem do fabricante daquela saia justa que a estudante Geisy Arruda resolveu usar para ‘arrasar’ nos corredores da sua ‘facul’? (Claro, não vamos passar em branco por aqui no ‘babado’ que, de certo modo, abalou gregos, troianos e…). Onde, pelo grau de atenção na parte que nos toca, olhamos mais em cima ou mais em baixo, hein? E benditas sejam as nossas descargas elétricas, ao que apenas direi (… de ouvir estrelas): ‘Querida, por favor, acenda a luz!’ Fato e de direito, quando o furacão passa é pior do que a farra do boi naquilo que não só reperCUT como naquilo que causa maior inPAC eleitoreiro. E algo mais que se não for na mandioca a gente rala na ‘manteca de puerco’ mesmo. Benditas sejam as descargas elétricas na voz do ministro Lobão, e que, para Tasso Jereissati, o problema da luz apagada foi ‘micro’. Para mim foi, isto sim, problema de um fusível queimado no estabilizador do meu PC 386 usadão. Agora, que parte da conta vai para o Pedrão – lá em cima – vai.

Mas como dizia do ‘babado’ da saia curta, eu queria é estar lá antes que os paparazzi mais esfomeados tomassem conta dos flashes produzidos por esses miraculosos celulares sempre prontos para denunciar tudo o que é alheio, que é imoral, que é feio, ou que engorda. Como? Lembranças da minha professora Manuela, sempre tão atenciosa na turma da saudosa ‘quinta-D’, recordo-me lá… tão lacrimosa naquele seu olhar esverdeado no ensino de francês, o que mais podia fazer senão passar boa parte da sabatina recolhendo lápis e caneta bic a cair no chão sem o devido equilíbrio de aluno educado na carteira da sala de aula? Mas que, sob o avental da idolatrada ‘psôra’, trajando sempre uma odiada ‘mini dress’ em contínuo verão, um só ‘galho de arruda’ para curar o mau olhado sobre a aluna por certo deva ganhar virtuosos cenários. Afinal, tudo o que é polêmico gera curiosidade até mesmo debaixo d`água, certo? Não? Então, tá…

‘Querida, acenda a luz’

Ademais, também é a sempre maldade do povo e suas maledicências que mais importa. Mais ainda quando pegam no pé de alguém que quer aparecer, assim por dizer, sem nenhum interesse no que está no meio de nós. Só que essa eu não pago mais para ver na minha vaga lembrança da atenciosa ‘psôra’, no seu olhar lacrimoso no ensino de francês e que todo mundo eufórico pelo corredor queria enxergar era a verdadeira cor quando o cenário era por conta do final dos anos 70´s.

A transgressora dos bons costumes Leila Diniz deveria era renascer (ops) de novo só para o terror dos puritanos dos futuros apagões nacionais. Ou não tem gente que afirma que no escurinho tudo é mais gostoso! No ninho de coruja-buraqueira nem se fala. Porque a rapadura pode ser diet, mas a gente chupa assim mesmo. Que dançar conforme a música, hoje em dia, principalmente na hora da folia, vale destacar que o colírio genérico (idem) funciona em qualquer web cam caseira e você não precisa mais ficar olhando pelo buraco da fechadura da casa da Teresinha, não. E antes que a nossa mis ‘Geisy’ ganhe agora novos espaços em cadeiras cativas ao estilo de super pops, satrs, o air bag original serve até pra quem quer disfarçar nas olheiras.

Yes! Viva a nossa maravilha de cenário em rica abundância! Já que estamos todos focados no assunto (não fosse o apagão costumeiro daqueles politicamente corretos, bem manjados, e geradores da mais pura sapiência, alguns nem sabem porque estão ali, nem a que vieram $$$) tome nota que o caldo pode ser grosso mas a gente engole.

Qualquer outra novidade que cause maior polêmica por esses corredores de ‘meobrasis’ afora, sem descartar os profetas de governo, faz aquele gesto da Ana Paula Arósio, ‘no 21’ (ops) e liga no meu celular. Hoje não, que estou indo é praticar a minha meia maratona de abobrinhas na feira livre do pedaço para logo mais dar uma espiadinha no ‘curtinho básico’ rosa-choque de quem mesmo? E antes que armem a ‘CPI da Minissaia’, xô coisa ruim que é pr´aquela moça nunca mais querer sair por aí, mostrando a periquita fora da gaiola. Santa malvadeza! Valeu o empurrãozinho na calçada da fama, galera! Ainda bem que não foi coisa de descer atropelado na ladeira!

Em tempo! Tal como profetizou a Dilma Rousseff, que a oposição é ‘patética’ e ‘desconecta’, talvez A hora e a vez de Augusto Matraga sucessores ganharem no grito. Bem dentro daquele velho e tachado estilo: ‘Sou, mas quem não é?’ Tanto é que andam dizendo por aí que ando mais é caducando. ‘Querida, acenda a luz, por favor!’

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Jornalista, poeta e escritor

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/11/2009 Stanley PontAtlantica

    Bela prosa poética, mas acho que você confundiu e trocou o TARSO Genro pelo TASSO Jereissati. Embora concorde que em essência, atualmente político é tudo a mesma coisa, a declaração impagável merece ser creditada corretamente.

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