Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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CADERNO DA CIDADANIA >

A floresta entra na moda

Por Luciano Martins Costa em 13/11/2009 na edição 563

Em meio ao rescaldo do noticiário sobre o apagão de terça-feira (10/11), os jornais destacam o anúncio de que o Brasil registrou, entre agosto de 2008 e julho deste ano, o menor índice de desmatamento em 21 anos na Amazônia.


No período anterior, de 2007 a 2008, haviam sido derrubados 13 mil km2 de florestas. Entre 2008 e 2009, o total ficou em 7.008 km2 – ou seja, o desflorestamento foi reduzido em 45,7%.


A conquista é resultado do Plano Amazônia Sustentável, elaborado na gestão de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente.


Não está escrito nos jornais, mas também é preciso registrar o papel da iniciativa privada, coordenada por organizações não-governamentais, que fizeram avançar na prática as normas mais rigorosas propostas pela ex-ministra.


O movimento denominado Conexões Sustentáveis São Paulo-Amazônia, por exemplo, congrega quase 600 entidades dedicadas diretamente à preservação da floresta e a outras ações pela sustentabilidade, como o combate ao trabalho escravo.


Esse movimento ajudou a consolidar os pactos de empresas privadas, que também se comprometeram a desestimular o desmatamento para a criação de gado, expansão das lavouras de soja e da cana. Grandes bancos investiram na criação de fundos para projetos sustentáveis e reduziram a oferta de financiamento de empreendimentos predatórios.


Dificuldade maior


Há sempre muita controvérsia em torno dos números sobre desmatamento, mas, segundo os jornais de sexta-feira (13/11), desta vez há razões convincentes para comemorações.


O sistema Prodes, utilizado para o monitoramento cujos resultados foram agora divulgados, produz imagens de alta resolução e é aceito como uma fonte confiável.


O destaque dado pelos jornais é demonstração de que a Amazônia entrou definitivamente na agenda pública.


Com esses dados, o Brasil pode ingressar na convenção da ONU sobre o clima pela porta da frente. Difícil vai ser acomodar em Copenhague todos os ecologistas de última hora, políticos oportunistas de todos os naipes recentemente convertidos em pais e mães da floresta.

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