Sábado, 17 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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CADERNO DA CIDADANIA >

A opinião e o bem-estar social

Por Olavo Gonzaga de Oliveira em 23/12/2008 na edição 517

É indiscutível a importância dessas forças no contexto histórico e desenvolvimento da sociedade humana em todos os tempos. Posturas corajosas da imprensa em favor do povo despertam sempre interesse por sua importância na formação de opinião, crescimento e bem-estar social.

É impossível imaginarmos a sociedade hoje sem uma imprensa totalmente livre, responsável, organizada e com estrutura para bem informar e conscientizar o povo.

Assim como órgãos da imprensa, em geral, muitas vezes publicam matérias claramente tendenciosas, é inegável sua correta, decisiva e corajosa participação em inúmeros casos de injustiças contra o povo, em especial contra os menos favorecidos, e também de corrupção no âmbito da política, da segurança pública e fiscal em nosso país.

Qualidade nos atendimentos bancários, órgãos públicos em geral, filas do INSS e tantas outras conquistas sociais nos últimos tempos tiveram sempre na imprensa uma forte aliada. É preciso, portanto, reconhecer o bem promovido pela imprensa, discernir sobre os trabalhos publicados, suas tendências e ter a coragem de sair da acomodação pessoal atualizando-se diariamente através dos jornais, noticiários de TV, sobre tantos temas que ampliam nossos conhecimentos e nos tiram do comodismo e alienação.

Acompanhar e fiscalizar

A política move o mundo. Impossível não considerá-la fundamental para a existência humana. Historicamente, a sociedade desorganizada não evolui e seus conflitos levam à destruição e a prejuízos irreparáveis. Muito embora tenhamos registros desde os idos de 1500, a história recente do Brasil revela momentos de atrasos significativos em todos os níveis sociais por conta dos regimes políticos ditatoriais que, implantados sem a participação popular, criaram enorme lacuna no desenvolvimento integral do país.

A política é do ‘bem’; o grande mal é que políticos muitas vezes não querem, não sabem ou não se prepararam para fazer política. A sociedade não sobreviveria sem a política hoje, essa é a grande verdade, mas é preciso, isso sim, uma mudança completa na postura popular diante dessa questão que a cada quatro anos decide o nosso futuro, o de nossos filhos e da sociedade em geral.

A postura deve ser radical, ou seja, acompanhar sistematicamente a conduta do político eleito, banindo sem dó àqueles que se desviarem. Nossa região poderá ser referência para todo o país… Em 2009 teremos o início de uma nova legislatura no âmbito municipal e será preciso acompanhar, fiscalizar e jamais perder de vista o trabalho do político no exercício do mandato legislativo.

Boa fé e acomodação

Uma excelente forma de acompanhar é estar presente às sessões do legislativo e assim conhecer de perto o desempenho de cada um de nossos representantes na defesa dos interesses comunitários. Mas, infelizmente, essa disponibilidade de ir ao legislativo e acompanhar, que é decisiva para nós, para nossas famílias e para toda a comunidade, normalmente imputamos como perda de tempo. Exatamente isso – amigos que os maus políticos querem para não serem questionados em suas posturas diante do legislativo. Sendo que nós os elegemos e delegamos o compromisso de representar-nos diante do trabalho de melhorar a sociedade e para isso os iremos remunerar.

Muitas vezes questionamos o nível da participação e de conhecimento dos políticos nas sessões do legislativo, achamos uma chatice e perda de tempo ouvi-los. Não temos esse direito, fomos nós que os escolhemos, só nos resta acompanhá-los e, se for o caso, descartá-los no pleito seguinte. Quando tivermos formado essa consciência, certamente estaremos livres dos assombros com que deparamos muitas vezes de políticos legislando em causa própria, de salários exorbitantes, desvios de verbas públicas, de impostos atingindo níveis sufocantes, do custo político estratosféricos, das riquezas naturais do Brasil desvalorizadas e por aí vai.

Por tudo isso, e no sincero agradecimento, me curvo diante da imprensa fiel, verdadeira e isenta, que acaba exercendo este papel que deveria ser inteiramente do eleitor e do povo em geral.

Ao deixarmos de marcar sob pressão o político eleito pelo nosso voto, vamos perdendo de goleada em todos os campos da vida social.

O povo brasileiro é pacífico ao extremo, dizem os órgãos da imprensa. Eu diria que nosso povo tem demasiada boa-fé e é extremamente acomodado. E por isso… Viva a imprensa!

******

Professor da rede municipal de educação de Itajaí, SC

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