Domingo, 16 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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CADERNO DA CIDADANIA >

A promiscuidade do jornalismo brasileiro

Por Daniel Lucas Oliveira em 23/02/2009 na edição 526

Hoje, o descontentamento com a programação da televisão brasileira deveria ser coletivo. Programas de péssima qualidade e, muitos deles, não agregam nada de positivo à sociedade. Acredite se quiser, principalmente, o ‘negócio jornalismo’. Tudo, infelizmente, gira em torno de interesses. O modelo ocidental de jornalismo praticado no Brasil é vergonhoso. O ponto culminante que difama essa teoria é o compromisso com a verdade.

Os veículos de comunicação estão presos a partidos, o que acarreta não cumprir seu papel na sociedade. Servem apenas aos políticos, e não à população. Antigamente, o jornalismo era respeitado. Porém, o jornalista perdeu a credibilidade porque num país ‘democrático’ o comunicador não tem liberdade.

Por exemplo, o jornalista desperta seu lado humano. Realiza uma matéria de interesse público, mas não do veículo. Apura o fato com responsabilidade, verifica a veracidade das fontes. Chega à redação e escreve excelente matéria, mas essa reportagem vai comprometer o vereador, prefeito ou governador. Sabe o que acontece? Ela cai.

Que modelo de jornalismo ocidental é esse? O compromisso é com a verdade ou a inverdade? Existem emissoras preocupadas apenas com a audiência. Sabe por quê? Porque ela é dinheiro. Criam fatos e espetacularizam notícias para o telespectador ficar o máximo ligado em determinado acontecimento. Casos como Eloá e Isabella são dois claros modelos.

Compromisso com a verdade

Casos invisíveis deveriam ser repercutidos com maior responsabilidade. O especialista em jornalismo internacional João Batista Natali define que notícia é tudo aquilo que alguém não deseja que seja publicado. Com base neste limite entendemos por que tantos casos são especulados.

Acontecimentos que não se vê – hospitais psiquiátricos, moradores de rua, dinheiro destinados às prefeituras (são desviados), padres pedófilos – que quando cometem crimes são transferidos para estados longínquos –, cidadãos que passam dias, anos e meses encarcerados por atos que não cometeram, entre outros.

A sociedade deveria ser mais contundente e analisar a programação da televisão com rigor. Temos um poder nas mãos chamado ‘controle remoto’. O cidadão tem que ser respeitado e valorizado. E a principal atitude desses veículos é acabar com a mesmice.

Modelo ocidental de jornalismo. Quando ouvir alguém dizer que no Brasil é praticado o modelo ocidental, esqueça. Porque tudo é balela. Volto a reafirmar: o ponto culminante que difama essa teoria é o compromisso com a verdade.

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Estagiário de jornalismo da Agência Sindical, São Paulo, SP

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