Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

CADERNO DA CIDADANIA > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

A imprensa e os bancos

Por Marco Aurélio Gomes Cunha em 13/11/2007 na edição 459

Acompanho sempre que posso o programa e os boletins deste Observatório, que considero uma iniciativa sensacional, parabéns pelo trabalho. Gostaria de chamar a atenção para um negócio de alguns bilhões de reais que saem anualmente dos bolsos dos consumidores brasileiros: tarifas bancárias. Tenho pesquisado diariamente as notícias e matérias sobre o tema, e acredito que são muito poucas, considerando a relevância da questão. Fico com a impressão de que a mídia não quer desagradar grandes patrocinadores como os bancos.


Tenho a certeza absoluta de que se os bancos não patrocinassem e anunciassem nada a mídia cairia de pau diariamente nessas instituições. Estamos no momento oportuno para discutir esse assunto. Há um grupo de trabalho na Câmara dos Deputados, já houve audiências públicas na Câmara e no Senado. Os parlamentares estão exercendo seu papel. Mas a equipe econômica (CMN, Fazenda e Banco Central) está totalmente sintonizada com os interesses dos bancos. A situação é absurda. No início do ano os bancos estavam na iminência de criar a ‘tarifa da porta giratória’. O stop da Febraban só surgiu porque os bancos perceberam a movimentação da defesa do consumidor.


A sociedade brasileira precisa e muito que esse tema seja amplamente debatido. O que é a vida do Renan ou o rolex do Huck comparados com bilhões de reais que saem de nossos bolsos de forma abusiva?


*** 


Estou muito preocupado com matérias divulgando suicídio. Pela primeira vez, vejo em um veículo de comunicação – o site Terra – uma matéria que diz o seguinte:


‘Um estudante de 24 anos do curso de Direito da Faculdade Newton Paiva, localizada no bairro Caiçara, na região noroeste de Belo Horizonte (MG), teria cometido suicídio dentro de uma sala de aula, na noite desta terça-feira, logo após supostamente matar a namorada de 22 anos no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha. Segundo as primeiras informações da Polícia Militar, o rapaz teria matado a namorada a tiros depois de uma discussão. Ele teria se dirigido até a faculdade e atirado contra a própria cabeça. Depois do disparo, o jovem teria caído do terceiro andar do prédio. Os nomes dos jovens ainda não foram divulgados pela polícia, que está trabalhando tanto no local em que a jovem foi morta quanto na áerea da faculdade. Os envolvidos seriam de famílias de classe média de Belo Horizonte.’


O que o Observatório da Imprensa tem a dizer de uma matéria que estimula, provoca e induz nossos jovens a cometerem o mesmo ato de crueldade contra uma pessoa e contra si? A criação de nossos filhos já está tão difícil e, agora, para completar, existem veículos divulgando suicídio. Só estava faltando essa. Alguém tem que fazer algo, não podemos deixar que matérias como essas venham à tona. Sou grato pelo espaço. (Antonio Luiz Souza, publicitário, Brasília, DF)


***


Penso que o observador da imprensa Alberto Dines incita o discurso radical, exacerbando (ou não) os ânimos de seus criticados e com isso não colabora para uma observação isenta, imparcial e sem ressentimentos da imprensa. (Ney José Pereira, contador, São Paulo, SP)


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Muito bacana poder ver a imprensa ser abordada com um olho crítico. Parabéns a todos! (Janio Gandra, bancário, Recife, PE)

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Servidor público, Ouro Preto, MG

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