Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

CADERNO DA CIDADANIA > EM ALTA

Aumenta treinamento de jornalistas em países pobres

18/09/2007 na edição 451

O jornalismo pode estar em decadência em muitos países ricos, mas nos países pobres a carreira ainda é valorizada pelos profissionais, que buscam um aperfeiçoamento contínuo com treinamento, opina a prestigiada revista britânica The Economist [13/9/07]. O professor americano Joe Foote, segundo o artigo, calcula que devam existir mais de três mil cursos de treinamento para jornalistas – sejam pós ou especializações – na Ásia, África e América Latina.

Dentre os grupos que oferecem serviços do tipo estão a BBC World Service Trust (Fundação do Serviço Mundial da BBC sem fins lucrativos), as fundações Reuters e Thomson, o Instituto para Reportagem sobre Guerra e Paz (IWPR, sigla em inglês) e a Internews Network. A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, do líder religioso e filantropo que tem empresas de mídia em países em desenvolvimento, também planeja entrar no time, com programas de treinamento voltados para a África.

Origem da tendência

Esta tendência foi intensificada com o colapso do comunismo, quando os países do ex-bloco soviético passaram a procurar jornalistas para substituir os que trabalhavam nas empresas controladas pelo Estado. O BBC World Service Trust já realizou treinamento em mais de 50 países, com mais de 1.500 jornalistas em 15 línguas.

A tarefa de fortalecer o jornalismo transparente e a democracia, no entanto, não é fácil. Estimular alunos a investigar determinados assuntos pode colocar em risco suas vidas. Casos como o de um repórter iraquiano treinado pela IWPR e que trabalhava para a organização, morto no início do ano, e do anúncio do Ministério da Informação da Zâmbia, esta semana, de que a mídia estatal não deve criticar o governo, desencorajam o trabalho dos jornalistas investigativos.

Mas não são apenas os governos autoritários que prejudicam o trabalho dos jornalistas. Governos de países ricos também podem ser problemáticos. Alguns tentam exercer influência sobre mensagens passadas aos alunos nos cursos, insistindo que diplomatas conversem com as turmas. Para evitar conflito de interesses, instituições como a IWPR, por exemplo, tentam evitar que isso ocorra.

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